Greve de Ônibus no Rio de Janeiro e na Baixada Fluminense

ônibus

Ônibus no Rio de Janeiro devem permanecer nas garagens nesta quarta-feira. Foto: Jornal do Brasil.

Greve de ônibus no Rio de Janeiro e na Baixada Fluminense
Reivindicação dos motoristas e cobradores da baixada é a mesma dos grevistas da capital
CBN RIO DE JANEIRO
ADAMO BAZANI –CBN SÃO PAULO
Além da greve de ônibus na cidade do Rio de Janeiro, os funcionários dos transportes da Baixada Fluminense também decretaram paralisação.
Funcionários de Nova Iguaçu, Mesquita, Nilópolis, Belford Roxo, Japeri e Queimados declararam fazer uma paralisação a partir de meia noite desta quarta-feira.
Cerca de 3,8 mil ônibus circulam diariamente nas cidades e a paralisação terá pelo menos 24 horas de duração. No entanto, poderá ser estendida até quinta-feira. A prefeitura de Nova Iguaçu informou que vai reforçar o efetivo de agentes da Secretaria de Transportes para coibir transportes irregulares de táxis, kombis e vans.
Aproximadamente 80% dos ônibus da Baixada Fluminense escalados para o meio da manhã já estavam em operação.

OUÇA MATÉRIA DA CBN RIO:

http://cbn.globoradio.globo.com/rio-de-janeiro/2014/05/13/GREVE-DOS-RODOVIARIOS-CHEGA-A-BAIXADA-FLUMINENSE.htm

NO RIO DE JANEIRO:
A greve de ônibus do Rio de Janeiro continua nesta quarta-feira, dia 14 de maio de 2014.
O movimento foi considerado ilegal pela desembargadora Maria das Graças Paranhos, do Tribunal Regional do Trabalho.
Ela determinou que nesta quarta-feira, pelo menos 70% da frota de ônibus estejam circulando na cidade do Rio de Janeiro. Os grevistas não deram garantia de retorno e de cumprimento da determinação.
Mas o Sindicato dos Trabalhadores já disse que será impossível cumprir este percentual. Até mesmo o secretário municipal de Transportes do Rio, Alexandre Sansão, não acredita que 70% dos ônibus estejam nas ruas. Ele prevê que apenas em torno de 30% da frota de ônibus da cidade estejam circulando.
Os serviços dos trens da Supervia, do Metrô Rio e das Barcas da CCR devem continuar reforçados nesta quarta-feira.
Caso a ordem não seja cumprida, o Sintraturb/RJ – Sindicato Municipal dos Trabalhadores Empregados em Empresas de Transporte Urbano de Passageiros do Município do Rio de Janeiro, que representa os motoristas e cobradores, pode receber multa diária de R$ 50 mil.
A greve é abusiva e ilegal, segundo a Justiça, porque não respeitou quantidade mínima de frota, por se tratar de serviços essenciais à população, e não cumpriu o prazo de 72 horas de antecedência após a decisão para ser iniciada com o objetivo de a população, empresas e poder público se preparar, como exige a lei.
A ilegalidade da greve já tinha sido decretada por liminar pela juíza Andréia Florêncio Berto, do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ/RJ), atendendo pedido do Rio Ônibus – Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro.
Por causa da determinação, quatro pessoas apontadas como organizadoras da paralisação foram proibidas de participar de piquetes, protestos ou qualquer ato que prejudique a circulação dos ônibus. São elas: Hélio Alfredo Deodoro, Maura Lúcia Gonçalves, Luiz Cláudio Gonçalves e Luiz Fernando Mariano.
O Sintraturb/RJ deve recorrer da decisão sobre a multa por alegar que não foi o sindicato dos trabalhadores que incitou a greve e sim uma ala dissidente.
Esta ala está insatisfeita com o acordo firmado em abril entre o Sintraturb/RJ e o Rio Ônibus.
Na ocasião, foi acertado aumento salarial de 10% para os motoristas e cobradores. O salário base de um motorista no Rio de Janeiro passou para R$ 1950, 00 aproximadamente. Também foi acertado do Vale-Alimentação de R$ 120 para R$ 150, com desconto de R$ 10, passando a R$ 140,00.
A ala dissidente quer aumento salarial de 40% e Vale-Alimentação de R$ 400. Os grevistas argumentam que o acordo em abril entre Sintraturb/RJ e Rio Ônibus foi feito sem discussão com os trabalhadores.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN,especializado em transportes

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Acidentes com ônibus: Falta de atenção é a maior causa

ÔNIBUS NAS ESTRADAS

Maior parte dos acidentes com ônibus ocorre por causa da desatenção do motorista, segundo Polícia Rodoviária Federal. Treinamentos e palestras devem capacitar o profissional, mas levar em conta também o aspecto humano do motorista. Foto: Arquivo Revista Veja – MERAMENTE ILUSTRATIVA!!!

Maior parte dos acidentes envolvendo ônibus é causada pela falta de atenção
Número maior de ocorrências é em pleno dia, mas é no período noturno que são registradas mais mortes
ADAMO BAZANI – CBN
Falta de atenção. Essa é a principal causa de acidentes envolvendo ônibus nas estradas federais.
A Volvo lançou o “Atlas da Acidentalidade no Transporte Brasileiro” que reúne os dados de acidentes envolvendo ônibus e caminhões em 103 rodovias federais em do País, entre 2008 e 2012.
A publicação, à qual o Blog Ponto de Ônibus/Canal do Ônibus teve acesso, faz parte do Programa Volvo de Segurança no Trânsito – Transportando Respeito.
O objetivo da publicação é orientar instrutores de empresas de ônibus e transportadores de cargas sobre as situações mais perigosas nas estradas, sobre os períodos do dia que registram mais acidentes e os erros mais comuns das companhias e motoristas. Com os dados, é possível aplicar treinamentos mais específicos de acordo com a realidade do dia a dia dos transportes.
Segundo a publicação, que se baseia nos números fornecidos pela Polícia Rodoviária Federal, entre 2008 e 2012, nas 103 estradas federais foram registrados 52 mil 287 acidentes com ônibus que resultaram em 3 mil 719 mortos.
Só no ano de 2012, foram 10 mil 630 acidentes com ônibus nas estradas, com 764 mortos.
Falta de atenção e a não manutenção da distância segura em relação ao veículo da frente estão entre as principais causas dos acidentes com os ônibus, conforme dados de 2012:
Motorista Dormindo ao Volante: 128 acidentes.
Ultrapassagem Indevida: 257 acidentes.
Velocidade Incompatível com a Via e Sinalização: 357 acidentes.
Álcool e Direção: 260 acidentes.
Desrespeito à Sinalização: 476 acidentes.
Defeito na Via: 73 acidentes.
Falta de Atenção do Motorista: 4 MIL 092 acidentes.
Defeito Mecânico no Ônibus: 420 acidentes.
Presença de Animais na Pista: 253 acidentes.
Não manutenção da Distância Segura em relação aos veículos da frente: 1 mil 352
Outras causas: 2 MIL 962 acidentes.
DIAS E HORÁRIOS.
Ainda de acordo com o levantamento, a sexta-feira é o dia da semana que mais concentrou acidentes com ônibus: 17%. O segundo dia mais perigoso é a segunda-feira, 16%.
A faixa de horário que registra mais acidentes é em Pleno Dia. Das 10 mil 630 ocorrências de 2012 envolvendo ônibus, 6 mil 399 acidentes ocorreram neste período, com 288 mortos.
Mas o número maior de mortos foi registrado em Plena Noite: 358 pessoas que perderam a vida em 2 mil 957 acidentes com ônibus em 2012, no período noturno.
Os dados mostram ainda a importância de todas as áreas das empresas de ônibus atuarem em conjunto: coordenação de tráfego, instrução de motoristas e manutenção.
Treinamentos não apenas em relação à operação dos veículos, mas palestras e programas com ênfase à qualidade de vida do motorista também são considerados hoje fundamentais para evitar acidentes.
Condutores estressados, com dores e até com problemas familiares não acompanhados adequadamente acabam mais sujeitos a cometerem erros.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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Greve de ônibus no Rio continua na quarta-feira e reunião sobre ABC termina sem acordo

greve ônibus Rio de Janeiro

Ônibus do Rio de Janeiro devem continuar parados nesta quarta-feira, mesmo com determinação de frota mínima de 70% pela Justiça. Foto: José Lucena/Futura Press

Greve de ônibus continua no Rio de Janeiro e reunião sobre o ABC Paulista não teve acordo
Sindicato dos Rodoviários do Rio vai recorrer da multa por afirmar que não é responsável pela paralisação. Em São Paulo, desembargadora não aceitou parcelamento de reajuste oferecido pelos empresários do ABC Paulista
ADAMO BAZANI –CBN
A greve de ônibus do Rio de Janeiro continua nesta quarta-feira, dia 14 de maio de 2014.
O movimento foi considerado ilegal pela desembargadora Maria das Graças Paranhos, do Tribunal Regional do Trabalho.
Ela determinou que nesta quarta-feira, pelo menos 70% da frota de ônibus estejam circulando na cidade do Rio de Janeiro. Os grevistas não deram garantia de retorno e de cumprimento da determinação.
Mas o Sindicato dos Trabalhadores já disse que será impossível cumprir este percentual. Até mesmo o secretário municipal de Transportes do Rio, Alexandre Sansão, não acredita que 70% dos ônibus estejam nas ruas. Ele prevê que apenas em torno de 30% da frota de ônibus da cidade estejam circulando.
Os serviços dos trens da Supervia, do Metrô Rio e das Barcas da CCR devem continuar reforçados nesta quarta-feira.
Caso a ordem não seja cumprida, o Sintraturb/RJ – Sindicato Municipal dos Trabalhadores Empregados em Empresas de Transporte Urbano de Passageiros do Município do Rio de Janeiro, que representa os motoristas e cobradores, pode receber multa diária de R$ 50 mil.
A greve é abusiva e ilegal, segundo a Justiça, porque não respeitou quantidade mínima de frota, por se tratar de serviços essenciais à população, e não cumpriu o prazo de 72 horas de antecedência após a decisão para ser iniciada com o objetivo de a população, empresas e poder público se preparar, como exige a lei.
A ilegalidade da greve já tinha sido decretada por liminar pela juíza Andréia Florêncio Berto, do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ/RJ), atendendo pedido do Rio Ônibus – Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro.
Por causa da determinação, quatro pessoas apontadas como organizadoras da paralisação foram proibidas de participar de piquetes, protestos ou qualquer ato que prejudique a circulação dos ônibus. São elas: Hélio Alfredo Deodoro, Maura Lúcia Gonçalves, Luiz Cláudio Gonçalves e Luiz Fernando Mariano.
O Sintraturb/RJ deve recorrer da decisão sobre a multa por alegar que não foi o sindicato dos trabalhadores que incitou a greve e sim uma ala dissidente.
Esta ala está insatisfeita com o acordo firmado em abril entre o Sintraturb/RJ e o Rio Ônibus.
Na ocasião, foi acertado aumento salarial de 10% para os motoristas e cobradores. O salário base de um motorista no Rio de Janeiro passou para R$ 1950, 00 aproximadamente. Também foi acertado do Vale-Alimentação de R$ 120 para R$ 150, com desconto de R$ 10, passando a R$ 140,00.
A ala dissidente quer aumento salarial de 40% e Vale-Alimentação de R$ 400. Os grevistas argumentam que o acordo em abril entre Sintraturb/RJ e Rio Ônibus foi feito sem discussão com os trabalhadores.
Em nota conjunta à imprensa, vice-presidente do TRT, desembargadora Maria das Graças Viegas Paranhos e a procuradora do Ministério Público Deborah da Silva Félix, disseram que o acordo de abril foi legal e um dos “melhores para a categoria” em todo País, neste ano.
Mas a procuradora disse que a alegação de que não houve consulta dos trabalhadores está sendo apurada.
Caso não haja consenso entre empresas de ônibus e grevistas, até mesmo o acordo que garante os 10% de aumento salarial pode ser ameaçado segundo a procuradora Deborah da Silva Félix.
O dissídio teria prosseguimento normal. As partes devem apresentar argumentações e contestações. Depois o Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro tem 48 horas para se pronunciar. O desembargador relator do caso então pode dar a reposta na próxima semana.
DEPREDAÇÃO:
Segundo balanço do Rio Ônibus, o sindicato das empresas, 158 ônibus foram depredados desde o início da paralisação dos rodoviários até o fim da tarde desta terça-feira. As principais avarias são quebras de parabrisas, janelas, retrovisores e furto de chaves. A frota que está circulando neste momento pela cidade é de 18% do número total dos ônibus. Durante a manhã, apenas 10% da frota circulou pela cidade e na parte da tarde a quantidade chegou a 16%.
O Sintraturb/RJ disse que não tem como garantir a frota de 70% determinada pelo TRT.
Ouça reportagem da CBN Rio de Janeiro:

http://cbn.globoradio.globo.com/rio-de-janeiro/2014/05/13/RODOVIARIOS-AFIRMAM-QUE-NAO-TEM-COMO-GARANTIR-70-DA-FROTA-NAS-RUAS-DO-RIO.htm

REUNIÃO NO TRT SOBRE ABC PAULISTA TERMINA SEM ACORDO:

ônibus Santo André

Ônibus em Santo André. Reunião de conciliação entre trabalhadores dos transportes e empresários do ABC terminou sem acordo. Desembargadora criticou proposta de parcelamento de reajuste oferecida pelos donos de empresas de ônibus. Foto: Adamo Bazani.

Terminou sem acordo a reunião de conciliação entre os trabalhadores e as empresas de transportes coletivos do ABC Paulista para evitar uma greve anunciada pelos motoristas e cobradores para esta quinta-feira.
O encontro foi realizado no TRT – Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo entre a AETC/ABC – Associação das Empresas de Transporte Coletivo do ABC e o Sintetra – Sindicato dos Trabalhadores nas empresas de Transportes Rodoviários e Anexos do ABCDMRPRGRS (Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra).
A desembargadora Rilma Aparecida Hemetério, do TRT Paulista, propôs reajuste salarial para os motoristas e cobradores das 28 empresas de ônibus do ABC de 7,31%, sendo 5,81% correspondentes ao INPC – Índice Nacional de Preços ao Consumidor mais 1,5% de aumento real pelo aumento de produtividade.
Este índice valeria para salários e também para o reajuste de benefícios, como vale-alimentação e vale-refeição.
Ela considerou “abusiva” a proposta dos empresários de parcelar em quatro vezes o reajuste oferecido pelas viações de 5,62%.
Segundo ela, a lei não prevê este tipo de parcelamento. A desembargadora disse que não poderia “julgar algo que não é previsto pela lei” e a proposta só passaria pelo Tribunal se fosse de comum acordo entre as empresas e trabalhadores, o que não é o caso.
As empresas então propuseram o aumento de 5,62% em parcela única, o que foi rejeitado pelos trabalhadores.
O sindicato dos motoristas e cobradores apresentou uma proposta de 10% de aumento salarial e depois disse que aceitaria negociar um reajuste de 8%.
As empresas de ônibus disseram não ter condições de arcar com o reajuste.
O diretor jurídico da AETC/ABC, Francisco Bernardino, disse que as empresas foram prejudicadas pelo congelamento das tarifas. Segundo ele, após as manifestações de junho do ano passado, as prefeituras quiseram fazer “graça com a população”.
A desembargadora lembrou que em boa parte dos casos no ABC, as empresas de ônibus contaram com subsídios e complementações de verbas e que a questão não deveria influenciar as discussões de cunho trabalhista, já que as liberações de subsídios, para ela, não foram claras e não se sabe ao certo o quanto as complementações conseguem cobrir os custos das empresas – se falta ou se sobra dinheiro.
Uma nova rodada de negociações no TRT está marcada para às 12h30 desta quarta-feira, mas não está descartado um acordo antes.
A assembleia dos motoristas e cobradores do ABC está marcada para às 16 horas na sede do Sintetra, na Vila Assunção, em Santo André.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

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Mobilidade Urbana: a grande promessa e a grande decepção da Copa do Mundo

VLT

Obras para o VLT de Cuiabá só ficarão prontas em 2015. Apenas 10% das intervenções de mobilidade que seriam legado da Copa em todo o País devem ser entregues até a data do Mundial, apesar de todos os projetos estarem na matriz de responsabilidade. Foto: Gazeta do Mato Grosso

Mobilidade urbana, a maior promessa e a maior decepção da Copa
Apenas 10% das intervenções foram feitos.Muitas incompletas
ADAMO BAZANI – CBN
Prometidas como um dos maiores legados para a população deixados pela Copa do Mundo 2014 no Brasil, as obras de mobilidade urbana apresentam os maiores atrasos.
Apenas 10% de tudo o que foi prometido para melhorar o ir e vir dos turistas e da população depois do evento esportivo foram feitos nas cidades-sede. E uma parte destas obras ainda está incompleta.
São melhoramentos de ruas, avenidas,construção de corredores de ônibus, monotrilhos, VLTs – Veículos Leves sobre Trilhos e de sistemas de Metrô.
Estas obras fazem parte da “matriz de responsabilidades” para a Copa entre Governo Federal, estados e municípios.
A primeira matriz foi firmada em 2010 e depois alterada, se tornando, mas flexível. Mesmo assim, os atrasos preocupam.
Em São Paulo, a maior parte das obras de mobilidade foi concluída, mas o transporte coletivo não teve prioridade. A nova sinalização dos trens da linha 3 Vermelha do Metrô, que permitiria menor distância entre as composições e mais oferta, só vai ficar pronta em 2015. Um corredor de ônibus na Radial Leste, apontado como essencial para desafogar o metrô e os trens da CPTM na região, não tem previsão, apesar de promessas. A prefeitura de São Paulo enfrenta entraves políticos, jurídicos e administrativos para a realização da meta de 150 quilômetros de corredores até 2016.
O VLT – Veículo Leve sobre Trilhos, de Cuiabá, que deveria ligar o aeroproto à região central, só vai ficar pronto depois do mundial.
Em Curitiba, o corredor de ônibus entre o aeroporto e as proximidades do estádio também teve as obras atrasadas. As empresas que iam fazer a obra não receberam e rescindiram os contratos.
Em Fortaleza, vários projetos de corredores de ônibus foram deixados para depois e a mudança do projeto do VLT também comprometeu a entrega das obras.
Em Salvador, a prefeitura diz que o BRT inviabilizaria o metrô, mas os próprios técnicos da prefeitura apontaram em relatório, a necessidade dos dois modais parta atender à população, com poucas adequações do corredor de ônibus.
Em Porto Alegre, também haverá atrasos nas obras de corredores de ônibus.
A pergunta que fica é: Se não houve agilidade e comprometimento antes da Copa, que mexe com a imagem do Brasil para todo o mundo e exige intervenções urgentes, depois da Copa como será o ritmo das obras de mobilidade?
Em relação às obras gerais, contando estádios e aeroportos, por exemplo, das 167 anunciadas, 68 intervenções, ou 41%, estão prontas. Outras 88 obras – 53% – sequer saíram do papel ou vão ser entregues só depois da Copa, apesar de estarem na matriz de responsabilidades. Onze projetos foram abandonados, como o Terminal Rodoviário de Itaquera, em São Paulo.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN,especializado em transportes

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Após paralisação na madrugada, Guarulhos Transportes volta ao normal

ônibus

Ônibus da Empresa Guarulhos. Companhia voltou às operações normais no início da manhã

Empresa Guarulhos Transportes volta ao normal
Motoristas e cobradores cruzaram os braços no início das operações

ADAMO BAZANI -CBN

Motoristas e cobradores de ônibus da Guarulhos Transportes não saíram da garagem da empresa no início das operações. Eles reivindicam melhores condições de trabalho. A empresa opera 26 linhas intermunicipais gerenciadas pela EMTU entre Guarulhos e São Paulo, até o Metrô Armênia, Metrô Penha, Terminal Rodoviário do Tietê, por exemplo. De acordo com a empresa, a paralisação acabou há pouco e os serviços devem ser normalizados em uma hora
A companhia de ônibus possui 229 veículos e atende 29 mil passageiros nos horários de pico.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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Marcopolo tem queda no lucro e receita, mas mantém previsão para 2014

ônibus

Ônibus da Marcopolo. Mesmo com queda do desempenho no primeiro trimestre, empresa mantém previsão de lucro e produção para 2014. Foto: Adamo Bazani

Marcopolo tem queda na receita e no lucro, mas mantém previsão para 2014
Fabricantes sentem atrasos nas obras para mobilidade urbana, indefinições da licitação pela ANTT e fraco desempenho da indústria do setor automotivo
ADAMO BAZANI – CBN
O cenário no primeiro trimestre deste ano para a indústria de ônibus teve resultados abaixo do esperado pelo mercado.
O setor automotivo passa por um momento delicado, com altos estoques e queda de produção, o que tem levado as montadoras a abrir programas de demissões ou conceder férias coletivas.
Se as montadoras sentem, as encarroçadoras de veículos seguem a tendência, mesmo que não necessariamente ao mesmo tempo, já que normalmente logo após escolher os chassis, os frotistas encomendam as carrocerias.
A Marcopolo, a maior encarroçadora de ônibus do País, divulgou nesta segunda-feira, dia 12 de maio de 2014, os resultados do primeiro trimestre.
O lucro líquido foi de R$ 54,3 milhões, queda de 2,5% em relação ao mesmo período de 2013.
Ainda na comparação dos primeiros trimestres de 2014 e 2013, neste ano, a receita líquida caiu 3,3%, chegando a R$ 741,8 milhões. A queda foi puxada pelo mercado interno, que registrou baixa de 9,9% na receita líquida somando R$ 531,2 milhões. Já a receita referente às exportações e negócios das unidades da Marcopolo fora do País, acumulou no primeiro trimestre deste ano R$ 210,6 milhões, alta de 17%.
O Ebtida, que é a sigla em inglês para explicar o lucro antes de pagamento de juros, impostos, depreciação e amortização, teve queda de 7,7%, chegando de janeiro a março de 2014 a R$ 74,8 milhões.
Além do cenário geral da indústria automobilística, há fatores específicos ao mercado de ônibus.
O congelamento das tarifas de ônibus, depois das manifestações de junho do ano passado, fez com que, mesmo com subsídios em alguns sistemas, as empresas modificassem seus planos de renovação de frota. Os serviços sem subsídios sentiram mais.
Muitas obras de mobilidade urbana para a Copa atrasaram é só agora as encarroçadoras receberam mais encomendas, o que não pode ser refletido no primeiro trimestre.
Além disso, indefinições de concorrências públicas, como das linhas rodoviárias interestaduais e internacionais gerenciadas pela ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres, têm feito com que as empresas aguardem para renovar as frotas.
Apesar da queda no primeiro trimestre, a Marcopolo diz acreditar em recuperação e mantém para este ano a previsão de investimentos de R$ 160 milhões, receita líquida consolidada de R$ 3,8 bilhões e produção de 20 mil 850 ônibus.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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Greve de ônibus no Rio de Janeiro nesta terça-feira

ônibus

Ônibus no Rio de Janeiro. Motoristas e cobradores decidem fazer nova greve. Desta vez paralisação deve ser de 24 horas.

Greve de ônibus no Rio de Janeiro é anunciada para esta terça-feira
Empresas de ônibus dizem que grupo que iniciou paralisação na semana passada não tem legitimidade para negociar
ADAMO BAZANI – CBN
Motoristas e cobradores de ônibus do Rio de Janeiro decidiram que entram mais uma vez em greve a partir da 00h00 desta terça-feira, dia 13 de maio de 2014.
Terminou sem acordo a audiência de conciliação no TRT – Tribunal Regional do Trabalho entre o Rio Ônibus, entidade que representa as empresas de transportes coletivos da capital fluminense, e o Sintraurb – Rio, que é o sindicato que reúne os motoristas e cobradores.
Agora, a categoria deve parar por 48 horas. Na quinta-feira da semana passada, a paralisação foi de 24 horas e 467 ônibus foram depredados.
O movimento é realizado por uma ala dissidente do sindicato dos rodoviários insatisfeita com o acordo entre empresas e Sintraurb – Rio que definiu aumento de 10% para os salários da categoria – retroativo a abril. Com isso, o salário base de um motorista de ônibus na cidade do Rio de Janeiro passou para aproximadamente R$ 1950,00. O valor da cesta-básica subiu 40%, indo para R$ 140.
Os grevistas querem aumento salarial de 40%, com base indo para aproximadamente R$ 2.500,00, e que o valor da cesta-básica suba para R$ 400.
Eles também pedem o fim da dupla função pela qual os motoristas dirigem e cobram as passagens ao mesmo tempo.
A ala dissidente disse que o Sintraturb não consultou os trabalhadores antes de aceitar as propostas das empresas de ônibus.
Diante da situação, a CCR que opera as Barcas, a SuperVia, responsável pelos trens, e o Metrô Rio devem oferecer quantidade maior de viagens.
A paralisação na semana passada deixou 2 milhões de pessoas sem transportes e atingiu de 20% a 70% ao longo do dia.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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