E-bus será um dos destaques no Salão do Veículo Elétrico

ônibus

E-bus, ônibus articulado elétrico que só depende de baterias para se movimentar, fabricado no Brasil com tecnologias nacional e japonesa, será um dos destaques no VE – Salão do Latino Americano do Veículo Elétrico. Foto: Filipe Rodrigues

E-bus, da Eletra, será um do destaques do Salão Veículo Elétrico – VE
Entre os dias 4 e 6 de setembro, evento vai reunir soluções e modelos de ônibus, carros e caminhões com tecnologias limpas
ADAMO BAZANI – CBN
Apesar da falta de investimentos e de incentivos públicos em prol da mobilidade limpa no Brasil, em especial os sistemas e veículos que têm a eletricidade como fonte de tração, é tendência mundial a busca por deslocamentos menos poluentes.
Mesmo que lentamente e sem ainda o envolvimento necessário das autoridades, no Brasil esta tendência começa ganhar força.
Soluções e produtos, tanto da indústria nacional como tecnologias de outros países, já estão presentes no País.
Neste ano, o 10º Salão Latino Americano de Veículos Elétricos, Componentes e Novas Tecnologias vai apresentar as novidades na área de tração limpa, com ênfase para os transportes urbanos.
O evento ocorre entre os dias 4 e 6 de setembro no Pavilhão Amarelo, no Expo Center Norte, em São Paulo (SP).
Um dos destaques do evento será o E-bus, ônibus elétrico articulado de 18 metros que só depende de baterias para se movimentar desenvolvido num veículo que já circulava como trólebus no Corredor Metropolitano ABD, com carroceria caio Millennium II e chassi Mercedes-Benz O 500 UA.
O sistema foi criado pela Eletra, empresa de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, em parceria com a Mitsubishi Heavy Industries e Mitsubishi Corporation.
Desde o início do ano, opera em testes na ligação entre Diadema, na Grande São Paulo, e a estação Berrini, da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropololitanos.
De acordo com nota da assessoria de imprensa da Eletra, “o veículo tem emissão zero de gases poluentes e a energia vem de um conjunto de 14 baterias, que precisa de apenas 3 horas para recarga total, garantindo autonomia operacional de 200 km. O veículo conta ainda com um sistema de recarga rápida, que pode ser feito em 5 minutos, oferecendo mais 11 km de autonomia.”
No evento, a Eletra vai novamente disponibilizar transporte para os visitantes num ônibus elétrico-híbrido, que vai fazer a ligação entre o Terminal Rodoviário do Tietê e o Expo Center Norte.
Segundo nota da Eletra, os motores a combustão e elétrico no ônibus híbrido da fabricante funcionam em conjunto, mas a movimentação do veículo se dá apenas pelo propulsor elétrico:
“No caso do HíbridoBR, da Eletra, apenas o motor elétrico movimenta o veículo, caracterizando a tecnologia “híbrido série”. O motor elétrico foi desenvolvido pela WEG, que já fabricou mais de 200 unidades com essa tecnologia para ônibus elétrico. A energia para o motor elétrico vem de um grupo motor gerador formado por um motor veicular Mercedes-Benz – EURO V – movido a diesel comum, biodiesel ou mesmo diesel de cana-de-açúcar, e um gerador também fabricado pela WEG. Um banco de baterias tracionárias, desenvolvido pela Moura, complementa a energia disponível para o motor elétrico, quando necessário. Em cada parada para entrada de passageiros ou semáforos, o grupo motor gerador recarrega as baterias. As baterias são de chumbo ácido, fabricadas no Brasil e 100% recicladas em um dos centros mais modernos de reciclagem da América Latina, de propriedade e com tecnologia desenvolvida pela Moura. O motor diesel aplicado nesta tecnologia do ônibus elétrico, além de ser menor que o aplicado a um ônibus diesel similar, opera em rotação constante, o que reduz muito a emissão de poluentes, pois nas acelerações é o motor elétrico que atua. O motor diesel permanece em rotação constante (calibrada para o ponto ideal de baixa emissão e de baixo consumo) ou em marcha lenta. É fácil perceber a diferença. No híbrido com tecnologia série apenas o motor elétrico traciona o ônibus. Além de reduzir as emissões, a tecnologia desenvolvida pela Eletra permite a recuperação de energia nas frenagens, conceito conhecido como “frenagem regenerativa” ou como ficou conhecido na Fórmula 1: “KERS – Kinetic Energy Recovery System (Sistema de Recuperação de Energia Cinética). Simplificando: quando o freio é acionado, o motor elétrico vira um gerador e a energia que seria desperdiçada na frenagem é reaproveitada e armazenada no banco de baterias. A otimização do motor diesel para a aplicação, a eficiência dos motores elétricos, a tecnologia de baterias, o sistema de frenagem regenerativa e a tecnologia de tração que gerencia todos os conjuntos permitem que o ônibus elétrico híbrido reduza a emissão e o consumo de combustível. As emissões locais, como o material particulado – são reduzidas em até 95% e o consumo de diesel, em operação comercial, está em torno de 20%.”
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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Haddad promete início das obras de 60 quilômetros de corredores de ônibus a partir de outubro

ônibus

Ônibus em São Paulo. Haddad promete início das obras ded 60 quilômetros de corredores em outubro. Foto: Adamo Bazani

Haddad promete construir 60 quilômetros de corredores de ônibus a partir de outubro
Entre as obras previstas estão os corredores da Luiz Carlos Berrini e da Nove de Julho
ADAMO BAZANI – CBN
O prefeito Fernando Haddad prometeu que em outubro serão iniciadas obras de ao menos 60 quilômetros de corredores de ônibus.
Segundo Haddad, são aguardadas licenças ambientais da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente.
O prefeito disse também que além dos 60 quilômetros que aguardam licença, há outros 37 quilômetros já em obras. São 97 quilômetros, portanto, dos 150 quilômetros prometidos em campanha por Haddad.
Segundo o prefeito, entre as obras em execução estão o corredores da Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, ampliação do corredor Nove de Julho, entre a Avenida São Gabriel e Avenida Cidade Jardim, e a reforma do corredor da Avenida Inajar de Souza.
Uma portaria do Ministério das Cidades, liberando verbas, ainda vai garantir a construção de outros 60 quilômetros de corredores. De acordo com o prefeito Fernando Haddad, se não houver problemas, estas obras devem começar em março de 2015 e ser entregues no final de 2016.
Hoje a cidade tem pouco mais de 120 quilômetros de corredores.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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El Salvador vair ter Solar para médias distâncias

ônibus

Caio Solar será usado para transportes entre províncias e estados em El Salvador. Caio vende nove unidades com ar condicionado e duas portas pantográficas cada para a empresa Star Motors. Divulgação Caio

EL Salvador vai ter Caio Solar para rotas de média distância
Ônibus com chassi Mercedes-Benz vai ligar estados e províncias
ADAMO BAZANI – CBN
A fabricante de carrocerias de ônibus Caio Indusscar informou nesta terça-feira, dia 02 de setembro de 2014, que vai fornecer nove modelos “Caio Solar II” para a empresa Star Motors, de El Salvador.
Com chassi Mercedes-Benz, os ônibus vão atender rotas entre 100 quilômetros e 200 quilômetros de extensão, ligando diferentes províncias e estados.
Pelo país ser de clima quente, as unidades serão equipadas com ar-condicionado.
As poltronas são do tipo rodoviário que amoldam melhor o corpo. Cada ônibus possui dois monitores de TV para entretenimento dos passageiros.
Os ônibus terão cada um duas portas pantográficas, uma na frente e outra na parte traseira para facilitar o acesso.
A poltrona do motorista é hidráulica, com deslocamento longitudinal, o que aumenta o nível de conforto para o motorista que também conta com apoio para a cabeça, segundo a Caio.
A capacidade do modelo enviado a El Salvador é para 54 pessoas sentadas.
Os ônibus também possuem farol de neblina.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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Transcarioca é multado depois de manifestação de passageiros

BRT

Passageiros reclamam de extinção de linhas e redução de frota no sistema BRT Transcarioca. Grupo fez manifestação que paralisou as atividades de parte do corredor. Foto: Guilherme Portugal/Arquivo Pessoal – G 1

Prefeitura do Rio multa Transcarioca por redução na frota
Grupo fez protesto para melhoria dos transportes e contra extinção de linhas
ADAMO BAZANI – CBN
Com Agências
A prefeitura do Rio de Janeiro multou o consórcio Transcarioca em R$ 1,3 mil pela redução da frota da linha 736 – Cascadura/Riocentro sem aviso à Secretaria Municipal de Transporte.
A atitude do poder público, porém, só ocorreu depois de uma manifestação de passageiros que bloqueou por cerca de três horas a Avenida das Américas na região da estação Salvador Allende do corredor BRT – Bus Rapid Transit.
Aproximadamente 70 ônibus foram parados, o que afetou 13 mil passageiros, de acordo com estimativas da secretaria. A manifestação reuniu cem pessoas segundo a Polícia Militar. Houve início de tumulto.
Além de reclamarem dos intervalos maiores pela redução de frota, os passageiros também se queixavam da extinção de linhas para a implantação do sistema tronco-alinentador.
O término da linha entre o Recreio dos Bandeirantes e Jacarepaguá também causou insatisfação dos passageiros. O consórcio Transcarioca, pela assessoria de imprensa, afirmou que esta linha não pertence ao sistema de BRT.
Quanto à redução da frota da linha 736, o consórcio diz que vai apurar como está a operação e informou pela assessoria que “como opção à linha 736, existem as linhas 809A (Colônia-Recreio, via Curicica) e 959A (Curicica-Recreio, via Salvador Allende)”. Os passageiros, no entanto, disseram não ter sido informados adequadamente sobre estas opções.
Nem a prefeitura nem o consórcio informaram quantos ônibus foram tirados da linha 736.
Ainda de acordo com a prefeitura, a linha será substituída também, dentro do planejamento para o BRT.
A substituição será pela linha alimentadora 931A, Curicica – Recreio (via Arroio Pavuna), com integração na Estação Praça do Bandolim, do BRT Transcarioca.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes
Com Agências

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VENDAS DE ÔNIBUS: 8 meses de queda – reflexo de um conjunto de fatores

vendas de ônibus

Além da conjuntura do País, que registra baixo ritmo econômico, e de questões específicas do segmento de transportes, a postura de alguns gestores públicos e empresários que permitem o sucateamento dos serviços, travam ou não deixam interessantes licitações e não renovam as frotas também influencia negativamente no mercado.

Vendas de ônibus amargam queda de 13,82% até agosto
Economia fraca e indefinições no setor de transportes de passageiros continuam desestimulando a compra de veículos novos Valer ressaltar também que maus empresários e a postura de gestores públicos que levanta dúvidas influenciam negativamente o mercado.
ADAMO BAZANI – CBN
Há segmentos que são o reflexo de um momento econômico. E com certeza a indústria de caminhões e ônibus está entre eles.
Como estes veículos tratam-se de bens de capital, se há queda nas vendas é um sinal de que a economia como um todo não está gerando oportunidades de investimentos.
Caminhões e ônibus significam mais bens para atender outros segmentos da indústria, obras, mais pessoas indo trabalhar, frequentando estabelecimentos comerciais, entre outros cenários.
Mas não é isso que está ocorrendo no Brasil. Com previsão do PIB – Produto Interno Bruto podendo ficar abaixo de 1 por cento, as vendas de caminhões e ônibus mostram forte retração.
É o que revelou mais uma vez a Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, no balando do acumulado de janeiro a agosto, divulgado nesta terça-feira, dia 02 de setembro de 2014.
Nos oito primeiros meses deste ano, as vendas de ônibus somaram 19 mil 873 unidades. O número representa queda de 13,82% em relação aos 23 mil e 60 ônibus emplacados entre janeiro e agosto do ano passado.
Se as vendas por mês estavam esboçando uma recuperação, em agosto o ciclo foi interrompido e houve nova queda. Em julho, a Fenabrave registrou a venda de 2.481 ônibus. Já em agosto, foram vendidos 2.417, a queda foi de 2,58%.
Se for comparado o desempenho de agosto do ano passado com agosto deste ano, mais uma queda. Se neste mês de agosto a indústria de ônibus vendeu 2.417 unidades, em agosto do ano passado foram vendidos 3.111 ônibus. A queda de agosto deste ano para agosto de 2013 foi de 22,31%.
O segmento de caminhões também não está nada animador. Com 88.710 unidades vendidas entre janeiro e agosto de 2014, a queda é de 13,85 % na comparação aos 102.975 caminhões vendidos em igual período de 2013.
Considerando carros de passeio (-12,44%), comerciais leves (+0,54%), caminhões (-13,85%), e ônibus (-13,82%), o setor automotivo amarga no acumulado do ano queda nas vendas de 9,73%. Entre janeiro e agosto do ano passado, foram vendidos 2 milhões 470 mil 421 destes veículos enquanto que em semelhante intervalo de tempo em 2014, as vendas somaram 2 milhões 230 mil 126 carros de passeio, comerciais leves, caminhões e ônibus.
O segmento de motos também registra queda. Nos oito primeiros meses de 2013, foram vendidas 1 milhão 011 mil 566 motos. Já neste ano, de janeiro a agosto, foram 950 mil 048 motos, o que significa queda de 6,08%.
PROBLEMAS ESPECÍFICOS DO SETOR DE TRANSPORTES COLETIVOS:
Além de a economia brasileira registrar uma significativa desaceleração, mesmo com ameaça constante do crescimento da inflação, o que inicialmente parece ilógico, mas está acontecendo, há problemas relacionados ao setor de transportes de passageiros.
—- ÔNIBUS RODOVIÁRIOS: Até a metade do ano, o segmento de ônibus rodoviários vivia a incerteza quanto à licitação da ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres, que envolveria quase duas mil linhas nacionais e internacionais com percursos iguais ou superiores a 75 quilômetros. Os empresários de ônibus não aceitavam o modelo proposto pela ANTT e a licitação era alvo de disputas judiciais e administrativas desde 2008, quando expirou o prazo da maior parte das licenças de operação nestas rotas. Na queda de braço, os empresários de ônibus ganharam. Não vai ter mais licitação e as linhas, com características semelhantes ao que já acontece no setor aéreo, devem ser concedidas por autorizações individuais.
As expectativas são de recuperação deste segmento com os empresários tendo o modelo que queriam
—- LEGADO DA COPA: Já em relação ao segmento de transportes urbanos, ainda não há uma estimativa positiva em curto prazo. A Copa do Mundo de 2014 deixou um legado na área de mobilidade: um monte de obras incompletas. A maioria dos sistemas de corredores de ônibus, de VLTs, metrô e monotrilhos prometidos antes do mundial não foi entregue. Assim, sem corredor novo, também não se comprou ônibus novo.
—- ELEIÇÕES E TARIFAS: Em pleno ano de eleição, muitas prefeituras e governos estaduais não se arriscam a autorizar aumentos nas tarifas de ônibus. Várias estão congeladas há mais de dois anos, após serem reduzidas novamente durante as manifestações de junho de 2013. Alguns sistemas recebem subsídios, mesmo assim, o empresariado diz que não é suficiente para dar segurança a uma renovação maior de frota. Em outros, sequer há complemento de verbas, mesmo com as tarifas congeladas.
—- LICITAÇÕES TRAVADAS E FALTA DE CREDIBILIDADE: As licitações de serviços de ônibus urbanos também não apresentam um quadro animador, desde grandes sistemas até médios e pequenos.
Na Capital Paulista, por exemplo, a licitação dos serviços de 15 mil ônibus, de empresas e cooperativas, deveria ser realizada em 2013. Mas após as manifestações, a prefeitura cancelou o certame para analisar as contas do sistema. Para isso, contratou uma empresa de auditoria Ernest & Young.
Em sistemas menores, como de Mauá, na Grande São Paulo, o cenário foi de insegurança e não atraiu investidores O total é de 248 ônibus envolvidos. Após o descredenciamento duvidoso e contestado judicialmente de duas empresas, foi aberta uma licitação. Só quatro empresas, e na prática três grupos participaram. A companhia contratada emergencialmente é que levou o sistema interior, antes dividido por duas empresas: o mercado já previa isso desde o controverso descredenciamento.
Na área 5 da EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, correspondente ao ABC Paulista, o Governo do Estado de São Paulo não consegue fazer a licitação desde 2006. São aproximadamente 900 ônibus. O resultado é uma frota de ônibus velhos na maior parte das empresas intermunicipais do ABC.
A gestora promete para este ano concluir o certame.
Mauá e a Aérea 5 são provas de que maus gestores, instabilidades do poder público e empresários pouco comprometidos com a melhoria dos transportes também influenciam no mercado de ônibus.
Afinal, exemplos como estes, ocorrem no País todo.
MARCAS E MODELOS DE ÔNIBUS – EMPLACAMENTOS:
Em relação às marcas e modelos de ônibus, quase nenhuma variação no ranking, de acordo com a Fenabrave.
ACUMULADO DO ANO (JANEIRO A AGOSTO)
1º MERCEDES-BENZ – 9.417 ônibus – 47,39% de participação no mercado
2º VOLSWAGEN/MAN – 4.691 ônibus – 23,60% de participação no mercado
3º MARCOPOLO (minionibus Volares) – 3.169 ônibus 15,95% – de participação no mercado
4º VOLVO – 1.054 ônibus – 5,30%-de participação no mercado
5º SCANIA – 628 ônibus – 3,16% de participação no mercado
6º AGRALE – 447 ônibus – 2,25% de participação no mercado
7º IVECO – 419 ônibus – 2,11% de participação no mercado
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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Ônibus matam 37% mais pessoas atropeladas neste ano em São Paulo

ônibus

Número de mortes em atropelamentos por ônibus subiu 37% em São Paulo neste ano. Foto: Arquivo Band.

Atropelamentos com mortes envolvendo ônibus crescem 37% em São Paulo
Dados da SPTrans e da CET comparam os sete primeiros meses deste ano com o mesmo período de 2013
ADAMO BAZANI – CBN
Os ônibus em São Paulo estão matando mais gente atropelada neste ano do que em 2013, segundo dados da Companhia de Engenharia de Tráfego e da SPTrans – São Paulo Transporte divulgados para a TV Globo.
Entre janeiro e julho de 2013, foram 24 mortes ocasionadas por atropelamentos por ônibus contra 33 mortes no mesmo período deste ano.
Apesar de representarem apenas 3% da frota de veículos em São Paulo, os ônibus na Capital foram responsáveis por 20% dos casos de atropelamentos, com ou sem morte, em todo o ano de 2013. Foram 87 atropelamentos por ônibus dos 427 registrados pela CET na cidade no ano passado.
Segundo o SPUrbanuss, sindicato das empresas de ônibus em São Paulo, 30% dos acidentes envolvendo ônibus são de responsabilidade dos motoristas. Ainda segundo o sindicato, à TV Globo, os motoristas recebem treinamentos a cada seis meses.
A gerenciadora dos transportes da cidade, SPTrans, diz que investe em programas para reduzir o número de acidentes e que, os resultados, o que já trouxe resultados “gradativos”.
A autarquia disse também que cobra o cumprimento do cronograma de treinamentos das empresas.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes
Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde destaca que os atropelamentos, sejam por ônibus ou outros veículos, são um dos grandes causadores de mortes em São Paulo.

Levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que, em média, quatro pessoas morrem por dia no Estado vítimas de atropelamentos.
Em 2013, 1.515 óbitos por atropelamento foram registrados, dos quais 722 na capital e em municípios da região metropolitana da Grande São Paulo, o que representa 47,6% do total. A região de Campinas foi a segunda que registrou mais óbitos no ano passado, com 172 (veja dados regionais abaixo).
Também em 2013 foram registradas 9,5 mil internações, o que corresponde a 26 pacientes internados por atropelamento a cada dia no Estado.
No Estado, a maioria das mortes por atropelamento ocorre entre idosos a partir de 60 anos e adultos de 30 a 49 anos de idade, que correspondem a 64% do total de óbitos.
“A primeira coisa a se fazer, caso se presencie um atropelamento, é chamar imediatamente o resgate ou o Samu para atendimento de primeiros-socorros”, diz o médico Jorge Ribera, gerente operacional do Grau (Grupo de Resgates e Atenção às Urgências e Emergência, serviço da Secretaria em parceria com o Corpo de Bombeiros. “É importante também que, durante a ligação, a pessoa mantenha a calma, relate o ocorrido e o número de vítimas envolvidas”, ressalta Ribeira.
Outro fator importante, segundo ele, é verificar se a vítima não corre o risco de ser atropelada novamente, e sinalizar o local do acidente com alguns metros de distância, mas sem colocar em risco a própria vida.
O médico também recomenda que a vítima não seja removida do local onde está antes da chegada de socorro especializado, que irá prestar a assistência pré-hospitalar necessária e depois, realizar a remoção para o hospital.
“As vítimas só devem ser removidas pelas testemunhas em caso de risco de um novo atropelamento, porém com muito cuidado, para não haver lesões na coluna. Fora isso, somente profissionais treinados devem transportar as vítimas”, conclui Ribera.

Números regionais de óbitos por atropelamento no Estado de São Paulo em 2013

Capital e Grande São Paulo – 722
Araçatuba – 20
Araraquara – 32
Baixada Santista – 101
Barretos – 12
Bauru – 53
Campinas – 172
Franca – 13
Marília – 23
Piracicaba – 51
Presidente Prudente – 22
Registro – 11
Ribeirão Preto – 37
São João da Boa Vista – 26
São José do Rio Preto – 42
Sorocaba – 110
Taubaté – 68
Total – 1.515

Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo
Assessoria de Imprensa

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Prêmio quer incentivar boas ideias em prol da melhoria da mobilidade

ônibus

Ônibus urbano em São Paulo. Grandes investimentos, como em redes de metrô, corredores de ônibus e renovação da frota de coletivos, são essenciais para a melhoria da mobilidade urbana. Mas ações consideradas simples e de baixo custo também são importantes para o ir e vir das pessoas. Instituto internacional quer premiar iniciativas que possam servir de exemplo. Foto: Adamo Bazani

Prêmio vai incentivar ideias que podem melhorar a mobilidade
De iniciativa do IVM Brasil, premiação quer disseminar atitudes consideradas simples, mas que podem ter bons resultados para o ir e vir das pessoas
ADAMO BAZANI – CBN
Ampliação de redes de metrô de alta capacidade, construção de corredores de ônibus que permitam maior velocidade ao transporte público e que possibilitem a colocação de ônibus maiores e mais modernos, como superarticulados e biarticulados, sistemas de gerenciamento e monitoramento informatizados e até políticas tributárias em prol da desoneração do transporte coletivo. Todas estas ações são hoje essenciais e básicas para a mobilidade urbana, apesar de terem custo, que são compensados com a melhoria da qualidade de vida e redução dos desperdícios gerados pelos congestionamentos.
No entanto, atitudes aparentemente simples e quase sem custos podem ajudar e muito na locomoção das pessoas, como mudanças de horários de entrada e saída de trabalhadores, sistemas de caronas, rodízio de carros entre funcionários de uma mesma empresa ou vizinhos e até formas de melhor informar sobre partidas e opções de linhas no transporte público.
Para estimular estas práticas e disseminar os exemplos, o IVM Brasil, Instituto Cidade em Movimento – Institut pour la Ville en Mouvement, criou o Prêmio Mobilidade Minuto.
De acordo com o órgão, criado na França em 2000, com escritórios em Xangai (China), em Buenos Aires (Argentina) e São Paulo (Brasil), o prêmio vai abordar a mobilidade como um todo: o transporte, a qualidade do espaço público, o uso das tecnologias, as novas formas de organização da sociedade civil e do trabalho, padrões de consumo mais sustentáveis, enfim, quaisquer ações que, de fato, transformem os padrões e a qualidade dos deslocamentos cotidianos no espaço urbano de nossas cidades.
Podem ser inscritas ações que já estão em curso e tiveram resultados práticos de iniciativa de associações de bairro, institutos, ONGS, empresas, poderes públicos, agentes públicos, escolas e outras entidades da Sociedade.
De acordo com nota do instituto são seis categorias:
1. Transporte particular – experiências de compartilhamento e carona, rodízios, estacionamento alternativo, taxi e outras formas de uso racional do automóvel.
2. Transporte coletivo – sistemas de informação ao usuário, intermodalidade, incentivo ao uso, segurança e outras formas de aumento e melhoria da qualidade dos sistemas de transportes coletivos.
3. Modos não-Motorizados – informação e segurança, campanhas de convivência pacífica e compartilhamento dos espaços de mobilidade, sistemas de informação de trajetos, intermodalidade com os transportes coletivos e outras formas de melhoria das condições e incentivo ao uso da bicicleta e ao pedestrianismo.
4. Qualidade do espaço público da mobilidade – ações pela melhoria dos espaços públicos de passagem, espera e acesso aos sistemas de transportes, qualidade dos espaços públicos utilizados para a mobilidade urbana (calçadas, iluminação segurança), sistemas de informação, acessibilidade e apoio a pessoas com mobilidade reduzida, sinalização e informação, segurança, educação para a mobilidade, convivência entre os modais, cultura de paz no trânsito e na cidade, novas cortesias, novos modos de acesso aos bens comuns de mobilidade, e outras ações de melhoria dos espaços públicos de mobilidade urbana e de resgate do sentido de comunidade no transito e na cidade.
5. Novas alternativas de organização comunitária e do trabalho – escalonamento e flexibilização do horário de trabalho, teletrabalho e uso de ferramentas virtuais, estímulo ao compartilhamento de carros, ao sistema de rodízio e à carona solidária, associação com outras empresas, formação de redes de condomínio e vizinhança, ações de comunitárias para o uso racional dos transportes e segurança, fóruns de discussão e troca de informações, formação de redes em escolas e outros locais de afluência, e outras formas de estímulo ao uso dos modos sustentáveis de transporte, disseminação do conhecimento e ampliação da atuação comunitária.
6. Tecnologia e comunicação – criação de ferramentas reais e virtuais, interativas ou não, que propiciem e facilitem a mobilidade, aumentem a segurança nos deslocamentos pela cidade, incentivem o uso racional dos transportes e o uso dos sistemas coletivos e não-motorizados e estabeleçam a troca de informações e o debate sobre mobilidade urbana entre os cidadãos. Inclui programas de radio e televisão, sites e aplicativos, assim como sistemas de informação e comunicação in-loco.
As inscrições devem ser feitas até o dia 30 de setembro no seguinte site:
http://cidadeemmovimento.org/premiomobilidademinuto/
As iniciativas vencedoras serão apresentadas em cerimônia de premiação a ser realizada no dia 15 de outubro de 2014, no Museu da Casa Brasileira, São Paulo.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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