Corredores de ônibus: Só 13% da meta alcançados e obras entregues estão incompletas

corredor de ônibus

Corredor da Berrini tem trechos que sequer receberam pavimento – Foto: Adamo Bazani

Corredores de ônibus feitos por Haddad foram entregues incompletos e só 13% da meta saíram do papel

Prefeitura de São Paulo atribui o atraso à situação econômica do País

Texto: ADAMO BAZANI – CBN

Com informações de Eduardo Athayde – Diário de São Paulo

O tempo passa e os corredores de ônibus, apontados por especialistas como uma das soluções para melhorar os transportes na cidade e uma das principais promessas de campanha do prefeito Fernando Haddad, têm ficado apenas na esperança.

Os avanços foram poucos em relação à meta de campanha e mais ainda em relação à necessidade dos paulistanos.

Levantamento feito pelo repórter Eduardo Athayde, do Diário de São Paulo, mostra que dos 150 quilômetros de corredores de ônibus prometidos até 2016, 20 quilômetros foram entregues. O número corresponde a apenas 13% da meta.

E o pior, os quatro corredores de ônibus que a prefeitura entregou estão incompletos.

O corredor da Inajar de Souza, na zona Norte de São Paulo, segundo a prefeitura, teve 85,6% de obras prontas. Somente 40% do corredor M Boi Mirim, na zona Sul, ficaram prontos e os espaços do Binário Santo Amaro, também na zona Sul, só tiveram 30% concluídos.

A prefeitura promete concluir as vias neste ano ainda.

A SPObras diz que 60 quilômetros de corredores estão em andamento, o que corresponde a 40% da meta. Se forem somados estes 40% em obras com os 13% entregues, Haddad cumpriria 53% do total prometido. Quantos aos outros 47%, ainda há indefinições.

Alguns corredores estão sem previsão real, como o da Avenida Celso Garcia, na zona Leste de São Paulo, que deveria ter 26,5 quilômetros de extensão. Os 14 quilômetros do corredor Aricanduva, por enquanto, estão apenas no papel.

Há um conjunto de fatores que contribuem para isso:

– Situação econômica do País: Os problemas de gestão da equipe econômica do Governo Federal e os gatos públicos exagerados nos anos anteriores fizeram com que o país registrasse crescimento zero e que o Ministério da Fazenda propusesse cortes no Orçamento que devem ficar em torno de R$ 70 bilhões. Os recursos o PAC – Programa de Aceleração do Crescimento estão sendo liberados muito lentamente para novas obras. O PAC para a mobilidade deveria somar R$ 6 bilhões.

– Endividamento e renegociação: A cidade de São Paulo possui um endividamento com a União de R$ 62 bilhões. No ano passado, a presidente Dilma Rousseff sancionou a lei que troca dos indexadores dos débitos. Mas a lei não foi aplicada e nem regulamentada por causa da contenção de gastos que o Governo Federal está fazendo só agora. Com a troca do índice, a dívida cairia para R$ 34 bilhões. Haddad entrou na Justiça e conseguiu a aplicação da nova correção. Mas o dinheiro ainda não pode ser usado para obras e outros investimentos. Até o cumprimento da promessa da regulamentação da lei somente em fevereiro de 2016 ou até o esgotamento do processo, o dinheiro vai para uma conta judicial.

– TCM – Tribunal de Contas do Município: A licitação de 128 quilômetros de corredores, num total de R$ 4,2 bilhões, foi barrada em janeiro de 2014 pelo órgão que argumentou que a cidade de São Paulo não apresentava fontes de recursos para as obras. Em dezembro de 2014 a prefeitura então cancelou os editais. A postura do TCM é atribuída ao vice-presidente Edson Simões, considerado opositor de Haddad e que analisa os contratos da área de transportes. Como tática, a prefeitura mudou a licitação de três corredores para a Siurb – Secretaria de Infraestrutura Urbana. Quem analisa estes contratos é o conselheiro João Antônio da Silva Filho, aliado político de Haddad. Veja a matéria completa neste link: https://blogpontodeonibus.wordpress.com/2015/05/21/confira-os-tres-corredores-de-onibus-que-serao-licitados-em-junho-pela-siurb/

– Desapropriações: O grande número de desapropriações, que não são financiadas pelo PAC, também é considerado pela própria prefeitura fator que impede o avanço das obras. A SPObras realiza estudos para diminuir as cinco mil desapropriações previstas inicialmente.

ACOMPANHE A SITUAÇÃO DAS OBRAS DOS CORREDORES:

Em abril deste ano, a reportagem da Rádio CBN e do Blog Ponto de Ônibus visitou as principais obras de corredores de ônibus de São Paulo e verificou o ritmo lento dos trabalhos. Confira a situação das obras dos corredores no link:

https://blogpontodeonibus.wordpress.com/2015/04/10/especial-entrevistas-acompanhe-a-situacao-de-cada-corredor-de-onibus-em-sao-paulo/

No dia seguinte a veiculação da matéria, o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, admitiu que as obras devem atrasar. Confira em:

https://blogpontodeonibus.wordpress.com/2015/04/11/entrevista-tatto-admite-atraso-em-corredores-ate-2030-cidade-deve-ter-mais-500-km-de-corredores-de-onibus/

Texto: Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

Informações: Eduardo Athayde, repórter do Diário de São Paulo

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Metra conclui reforma de trólebus e abre programa de visita à garagem em promoção de aniversário

trólebus reformado Metra

Metra conclui modernização de último trólebus de um lote de 22 veículos que receberam novo sistema elétrico e itens de conforto e segurança. Foto: Adamo Bazani

Metra conclui modernização de último trólebus e faz promoção de aniversário com visita à garagem

No total, foram renovados 22 trólebus. Neste mês, empresa completa 18 anos. Em dezembro, corredor faz 27 anos precisando de modernização

ADAMO BAZANI – CBN

A Metra, empresa que opera o Corredor Metropolitano ABD, informou nesta quinta-feira, dia 21 de maio de 2015, que conclui a reforma do último trólebus do lote de 22 veículos que foram modernizados.

Estes trólebus receberam aperfeiçoamentos no sistema elétrico, para aumentar a eficiência, e itens de conforto e segurança para o motorista e passageiros, como piso emborrachado no lugar do assoalho de madeira, iluminação interna de LED, novas lanternas e faróis, além de painel de comando mais moderno para facilitar o trabalho do condutor, segundo a empresa.

A modernização destes trólebus começou em junho do ano passado.

O investimento na modernização dos veículos foi considerado vantajoso tanto para a empresa como para os passageiros por causa da vida útil maior dos ônibus elétricos, que são silenciosos e não emitem gases poluentes durante a operação.
Um ônibus movido a diesel pode durar entre 10 e 20 anos, dependendo da configuração e do uso. Já a vida útil de um trólebus pode chegar a 30 anos.

Os ônibus elétricos, de carroceria Marcopolo, modelo Torino, foram produzidos no ano de 1986 sobre chassi da Volvo para o sistema Metrobel, de Belo Horizonte, em Minas Gerais.
Mas em 1987, as obras de instalação da rede área para a Avenida Cristiano Machado foram interrompidas por rivalidades políticas locais.
Uma frota de 42 ônibus elétricos, ainda sequer licenciados, ficou parada por anos nas dependências da encarroçadora Marcopolo, em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul.
Em meados dos anos de 1990, 20 unidades foram exportadas para o sistema de trólebus de Rosário, na Argentina. As outras 22 unidades ficaram no Brasil. Uma parte chegou a circular pela Capital Paulista enquanto um lote de trólebus de São Paulo passava por modernizações.
No final dos anos de 1990, a Metra adquiriu os veículos com baixa quilometragem e ampliou os serviços com os ônibus elétricos.

EMPRESA COMPLETA 18 ANOS E FAZ PROMOÇÃO DE VISITA À GARAGEM:

Neste mês de maio, a Metra completa 18 anos de operação no Corredor Metropolitano ABD e realiza uma promoção destinada a admiradores de transportes e à comunidade em geral que deseja ver como funciona uma empresa de ônibus e como é a rotina da garagem.

A visita vai ser na próxima quinta-feira, dia 28 de maio de 2015.

Para participar do projeto “Garagem Aberta”, os interessados devem tirar fotos dos ônibus e trólebus no Corredor ABD ou na rua. Não serão permitidas fotos dentro de terminais ou tiradas na garagem. Depois, basta enviar para a empresa pelo “inbox” do Facebook ou postar no próprio perfil da Metra na rede social ou pelo Instagram com as as hastags #Metratransportes e #Metra18anos.

Os autores das 18 melhores fotos vão participar da visita à garagem, conversar com os profissionais e ainda fazer parte da gravação de um vídeo no canal do Youtube Metra TV, junto com atores que apresentam peças educativas nos ônibus e terminais.

PRIMEIRA CONCESSÃO DE TRANSPORTES METROPOLITANOS DO PAÍS:

As operações da Metra no Corredor ABD começaram em 24 de maio de 1997.

Segundo a EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos,  a contratação da Metra foi a primeira concessão de serviços metropolitanos de mobilidade no País seguindo a lei de licitações 8.666/93 e a Constituição Federal.

Pertencente à família Setti & Braga, que atua nos transportes do ABC Paulista desde a primeira década do século XX ainda na época de veículos puxados por cavalos, a Metra opera ônibus a diesel, trólebus, ônibus elétricos híbridos e testa novas tecnologias, como um ônibus elétrico articulado movido somente com energia armazenada em baterias, denominado E-bus. Também foram testados no corredor ônibus e etanol e movidos a hidrogênio – uma nova unidade de um veículo deste tipo está na garagem.

A Eletra, empresa brasileira que desenvolve sistemas de trólebus e ônibus híbridos, também pertence à família Setti & Braga.

A empresa diz que além de investir em renovação de frota e tecnologias para o transporte coletivo, desenvolve ações sociais e voltadas para a sustentabilidade, como o Programa Corredor Verde, responsável pelo plantio de cerca de cinco mil árvores ao longo do Corredor, desde 2008.

Hoje são 270 veículos em operação de diversas configurações. O Corredor Metropolitano ABD liga São Mateus, na zona Leste de São Paulo, ao bairro do Jabaquara, na zona Sul da Capital Paulista, passando pelos municípios de Santo André, São Bernardo do Campo, Mauá (Terminal Sônia Maria) e Diadema, com 33 quilômetros de extensão e o trecho de 12 quilômetros entre a cidade de Diadema e a Estação Berrini, da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, em outro ponto da zona Sul de São Paulo.

A demanda é de 5,5 milhões de passageiros por mês.

CORREDOR COMPLETA 27 ANOS NECESSITANDO DE MODERNIZAÇÃO:

trolebus Metrô Cobrasma

Corredor Metropolitano ABD foi inaugurado em 1988. Veículos pertenciam ao Metrô e embarque era pela porta dianteira. Prestes a completar 27 anos, corredor é considerado referência, mas precisa de modernizações.

Se a Metra faz 18 anos, o Corredor Metropolitano completa em dezembro 27 anos.

O sistema que liga municípios do ABC à Capital Paulista é considerado referência regional em mobilidade, com prêmios, visitas de delegações de outros países e alto índice de satisfação dos passageiros de acordo com pesquisas da ANTP – Associação Nacional dos Transportes Públicos e com o IQT – Índice de Qualidade de Transporte da gerenciadora EMTU.

No entanto, o corredor precisa de modernizações para atender melhor às atuais necessidades no ABC e nas zonas Leste e Sul de São Paulo.  Nem toda a extensão das linhas é segregada aos ônibus e trólebus, havendo compartilhamento com outros veículos. Em regiões como o centro de São Bernardo do Campo, centro de Santo André e Parque das Nações, os coletivos ficam presos nos congestionamentos.

Uma das alternativas é a criação de faixas exclusivas, como na cidade de São Paulo, nos trechos onde não há o pavimento de concreto separado para os ônibus e trólebus.

Também não há sistema de pré-embarque, pelo qual o passageiro em estações que oferecem melhor abrigo da chuva e do sol pode pagar a tarifa antes da chegada do veículo. A empresa chegou a testar na garagem uma estação que nunca foi implantada.

Em algumas áreas do corredor poderia também haver pontos de ultrapassagem para não formar filas de ônibus e trólebus nas paradas, tornando mais eficiente a operação e ajudando a distribuir melhor a lotação, uma das queixas dos passageiros.

As obras do Corredor ABD começaram em junho de 1985 e tiveram a primeira parte inaugurada em dezembro de 1988. Era o trecho entre Ferrazópolis (São Bernardo do Campo) / São Mateus (zona Leste de São Paulo).

O último trecho inaugurado foi entre São Bernardo do Campo e Jabaquara.

Em 1988, a responsabilidade pela operação dos veículos e manutenção do corredor era do Metrô e posteriormente da EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos. A EMTU foi criada em 13 de dezembro de 1977, na época da criação e da consolidação do conceito de regiões metropolitanas.

Após passar um tempo subordinada a partir de 07 de julho de 1980,  à Emplasa (Empresa Metropolitana de Planejamento da Grande São Paulo), no dia 24 de setembro de 1987 a EMTU era reconstituída e em junho de 1988 recebia a atribuição de gerenciar e fiscalizar os transportes intermunicipais metropolitanos, função que era do DER – Departamento de Estradas de Rodagem.

A EMTU operou a frota de trolebus e ônibus diesel entre 1988 e 1992. Em 1992 terceirizou a operação da frota diesel.

No ano seguinte, em 1993, terceirizava também os trólebus.

Consórcios de empresas operavam os veículos por contrato. Havia o Metrobus Consórcio Metropolitano de Transportes por Ônibus, formado pela Enob Engenharia, W. Washington Empreendimentos e Projetos, Construbase – Construtora de Obas Básicas e Engenharia e Amafi Comercial e Construtora. Também operava o Consórcio Inter – Três de Transporte Coletivo, que era composto pela Auto Viação ABC Ltda, Expresso Santa Rita Ltda e Viação Diadema Ltda, empresas que tiveram os serviços sobrepostos pelas linhas do Corredor ABD.

Esses consórcios operaram até 1997, quando a Metra venceu a licitação da concessão de operação do Corredor.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

 

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Greve do Metrô: Alckmin diz que fará o “possível” para evitar paralisação

greve do metrô

Metrô em São Paulo e trens da CPTM podem parar no dia 27. Alckmin diz que governo fará o possível para evitar greve

Greve do Metrô: Alckmin diz que fará o possível para evitar paralisação

Também há previsão de greve na CPTM. Ambas dia 27

ADAMO BAZANI – CBN

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse nesta quinta-feira, dia 21 de maio de 2015, que “fará o possível para evitar” a greve do Metrô e dos trens da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.

“A greve só prejudica a população e quem mais precisa trabalhar” – disse Alckmin.

O governador também afirmou que os metroviários tiveram aumento acima da inflação nos últimos quatro anos e que a média salarial da categoria é de R$ 5 mil 237.

Em assembleia, funcionários do Metrô e da CPTM decidiram que dia 27 de maio, na próxima quarta-feira, vão cruzar os braços. Mas dependendo do andamento das negociações, a paralisação pode ser evitada.

Os metroviários pedem 9,49% de aumento real da inflação mais uma reposição inflacionária de 8,24%.

A categoria também pede a readmissão de 38 funcionários quer foram desligados no ano passado depois de uma greve do metrô em junho.

A primeira proposta do metrô foi de 7,21% de aumento, sem a readmissão dos trabalhadores dispensados.

Os funcionários da CPTM reivindicam 7,89% como reposição da inflação e mais 10% de aumento real nos salários.

A CPTM ofereceu como primeira proposta, 6,65% de reajuste.

Os trabalhadores também pediram R$ 5 mil de PPR – Programa de Participação nos Resultados, aumento no vale-alimentação de R$ 400 e auxílio-maternidade infantil de R$ 500.

Os funcionários da CPTM são representados por três sindicatos, de acordo com a origem de cada linha: Sindicato dos Ferroviários de São Paulo (linha 7 – Rubi e linha 10 – Turquesa), Sindicato Central do Brasil (linha 11 Coral e linha 12 Safira) e Sindicato da Zona Sorocabana (linha 8 Rubi e linha 9 Esmeralda).

O Tribunal Regional do Trabalho determinou que, em caso de greve, o metrô opere com frota de 100% entre 06h e 09h e das 16h às 19h e 70% nos demais horários. Se houver descumprimento, o sindicato dos metroviários está sujeito a uma muda diária de R$ 100 mil

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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Obrigatoriedade de exames toxicológicos para motoristas profissionais é adiada para 2016

ônibus

Ônibus rodoviário. Obrigatoriedade de exame toxicológico para motoristas profissionais foi adiada para 2016. Foto: Adamo Bazani

Exame toxicológico para motoristas profissionais é adiado para 2016

Obrigatoriedade começaria em junho, mas descredenciamento de clínicas fez Contran prolongar o prazo

ADAMO BAZANI – CBN

A resolução 529 do Contran – Conselho Nacional de Trânsito que obriga motoristas de ônibus, caminhões e vans a fazer exames toxicológicos na hora de tirar pela primeira vez ou renovar a CNH – Carteira Nacional de Habilitação só vai entrar em vigor no dia 1º de janeiro de 2016. As categorias enquadradas são C, D e E.

O prazo previsto era dia 2 de junho deste ano, mas o adiamento, publicado no Diário Oficial da União, se deu por causa do descredenciamento dos únicos três laboratórios que poderiam fazer os exames: Citilab Diagnóstico, Omega Brasil e Psychemedics Brasil.

A justificativa do descredenciamento é a criação de uma reserva de mercado, havendo favorecimentos aos três laboratórios.

Eles possuem um selo de certificação norte-americano, impossibilitando o credenciamento de outras clínicas brasileiras.

O valor dos exames que seria arcado pelos motoristas, em torno de R$ 300, é outro motivo de polêmica.

Oficialmente, o Governo Federal diz que há divergências entre os prazos exigidos para a realização dos exames previstos na resolução do Contran e na lei 13.103.

A lei determina que os motoristas sejam examinados quando forem admitidos ou demitidos e quando a validade da CNH estiver na metade do prazo.

Os exames são capazes de identificar substâncias como cocaína, maconha, codeína, morfina, ecstasy, anfetamina, metanfetamina, entre outras. Estas substâncias podem ser detectadas mesmo se consumidas três meses antes do exame.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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Workshop gratuito em São Paulo vai discutir transportes

Workshop ETEC

Workshop vai trazer aos participantes novidades sobre mobilidade urbana, desde legislações até tecnologia, prometem organizadores.

Workshop na ETEC vai discutir transporte público

Evento é gratuito e vai contar com profissionais da área de mobilidade urbana

ADAMO BAZANI – CBN

Profissionais e especialistas vão se reunir neste sábado, dia 23 de maio de 2015, na ETEC – Escola Técnica Estadual de São Paulo – Centro Paula Souza, na região central da capital paulista.

O Primeiro Workshop sobre Transportes Rodoviários é aberto à população e gratuito.

O evento vai discutir temas relacionados à mobilidade urbana e sustentabilidade, como legislação, meio-ambiente, novas tecnologias de transporte limpo e a relação que as empresas de transportes de passageiros podem ter com a comunidade onde atuam.

O horário é das 8h00 às 12h00.

A ETEC – Centro Paula Souza fica na Avenida Tiradentes, 615, na região central, ao lado da Estação Tiradentes do Metrô.

Mais informações podem ser obtidas por e-mail: marcos.galesi@gmail.com

PROGRAMAÇÃO PREVISTA:

8h00 – Credenciamento

8h30 –  Palestra Felipe Alves  – Tema: Legislação, Meio Ambiente e Transporte

9h00 – Palestra José Angel – (Revista Mob) – Tema: Trânsito e Mobilidade

9h30 – Palestra Jorge Françoso – Tema: Trólebus Redes Aéreas e Novas Tecnologias

10h00 -Palestra Nilton Damasceno  – Tema: Relação Comunidade-Empresa

10h30 – Palestra Rodrigo Lopes – Tema: Mobilidade Urbana e Experiência ETEC

11h00 -Palestra Lael Cavalcante ( gerente da empresa de ônibus de São Paulo, VIP) – Tema: Gestão Operacional

11h30 – Debates

12h00 -Encerramento

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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Confira os três corredores de ônibus que serão licitados em junho pela Siurb

ônibus

Ônibus em São Paulo. Prefeitura transfere licitação de três corredores para a Siurb e com isso pode evitar novos bloqueios dos editais pelo TCM, com mudança de conselheiro. Foto: Adamo Bazani.

Haddad transfere para Siurb licitação de três corredores para não ser barrado

Apresentação de propostas será nos dias 16 e 17 de junho. Conselheiro do TCM que vai analisar editais é aliado político de Haddad

ADAMO BAZANI – CBN

Três corredores de ônibus que antes tinham sido licitados pela SPTrans – São Paulo Transporte, mas o processo foi barrado pelo TCM – Tribunal de Contas do Município, agora estão com a concorrência pública sob responsabilidade da Siurb – Secretaria de Infraestrutura Urbana.

Os corredores são:

– Lote 1 – Corredor Perimetral/Itaim Paulista/São Mateus (trechos 2 e 3) juntamente com o Terminal Itaim Paulista.

– Lote 2 – Corredor Leste Radial (trecho 3)

As propostas referentes a estes dois lotes devem ser apresentadas no dia 16 de junho de 2015.

– Corredor Perimetral Bandeirantes/Salim Farah Maluf  (trechos 1 e 2).

As propostas devem ser apresentadas nos dia 17 de junho de 2015.

Os pregões serão presenciais e o critério principal para a definição dos vencedores será por menor preço.  O modelo é por RDC – Regime Diferenciado de Contratações Públicas, que torna a licitação mais fácil e foi instituído pela lei federal 12.462 em 2011, com vistas à Copa do Mundo e Olimpíadas.

MANOBRA:

Aviso de licitação foi publicado no Diário Oficial. Com mudança, prefeitura quer agilizar escolha de empresas que vão construir os corredores de ônibus

Aviso de licitação foi publicado no Diário Oficial. Com mudança, prefeitura quer agilizar escolha de empresas que vão construir os corredores de ônibus

Estes corredores fazem parte do Plano de Mobilidade Urbana da prefeitura de São Paulo e da promessa do pacote de 150 quilômetros apresentada na campanha de Fernando Haddad para o posto de chefe do executivo.

O TCM – Tribunal de Contas do Município barrou a licitação de 128 quilômetros de corredores no valor de R$ 4,2 bilhões em janeiro do ano passado alegando que a cidade não mostrou as fontes de recursos para as obras. A prefeitura então cancelou todas as licitações em dezembro.

O responsável por analisar os editais relativos a transportes é o hoje vice-presidente do TCM, Edson Simões. Ele também barrou licitações de câmeras de trânsito e radares e das concessões das garagens subterrâneas.

Simões é considerado opositor político de Fernando Haddad.

Passando da SPTrans para a Siurb, a análise dos editais deixa de ser feita por Edson Simões e vai para o conselheiro João Antônio da Silva Filho.

João Antônio é aliado político e já foi secretário de Relações Governamentais da Gestão Haddad.

A prefeitura nega manobra e diz que a licitação não foi antes feita pela Sirub porque a pasta estava sobrecarregada.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transporte

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Consórcio Plus recebeu R$ 492 milhões de forma irregular, diz TCM

ônibus

Ônibus do Consórcio Plus. TCM diz que empresas receberam R$ 492 milhões de maneira irregular. Pagamentos são da época de Kassab Foto: Adamo Bazani

 

TCM diz que Consórcio Plus recebeu R$ 492 milhões de forma irregular da SPTrans

Segundo conselheiro, empresas receberam por serviços não realizados. Julgamento ocorre na próxima semana

ADAMO BAZANI – CBN

O vice-presidente do TCM – Tribunal de Contas do Município de São Paulo, Edson Simões, apontou em sessão desta quarta-feira, dia 20 de maio de 2015, que a SPTrans – São Paulo Transporte pagou de maneira indevida R$ 492 milhões ao Consórcio Plus, formado pela VIP Transportes Urbanos Ltda e Expandir Empreendimentos de Participações Ltda, empresas de ônibus que operam a área 3 do sistema da Capital Paulista, correspondente a região Nordeste.

Relatório técnico apresentado pelo conselheiro mostra que o Consórcio Plus teria recebido por uma série de serviços não realizados até o pagamento, como instalação de leitores de Bilhete Único nas catracas, e uma central de monitoramento dos ônibus não entregue a tempo.

O relatório se refere ao ano de 2006, época da gestão de Gilberto Kassab, e o valor de R$ 492 milhões já inclui a correção pelo IPCA – Índice de Preços ao Consumir Amplo.

O julgamento do contrato, que deveria ter ocorrido nesta quarta-feira, só deve ser feito na próxima semana porque outro conselheiro, João Antônio da Silva Filho, pediu vistas para analisar o relatório.

O Consórcio Plus não quis se manifestar.

Caso o pagamento seja considerado irregular, as empresas de ônibus terão de devolver o dinheiro aos cofres públicos e a SPTrans terá de se explicar.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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