Renovação de acordo automotivo com Argentina pode criar clima favorável para ônibus brasileiros

ônibus para Argentina

Ônibus brasileiros exportados para a Argentina. Renovação de acordo automotivo pode criar um clima favorável, inclusive além dos termos que devem constar no documento.

Renovação de acordo automotivo com a Argentina é esperança também para fabricantes de ônibus no Brasil
País vizinho é o maior consumidor de automóveis brasileiros. Relacionamento pode estimular maiores vendas de veículos pesados, mesmo fora do acordo
ADAMO BAZANI / ANNIE ZANETTI
O aquecimento de vendas de veículos brasileiros para a Argentina, previsto com a renovação do acordo automotivo entre os dois países, pode criar uma relação comercial favorável que estimule as exportações de ônibus feitos no Brasil.
E essa relação, segundo fontes de mercado ouvidas pelo Blog Ponto de Ônibus, pode até mesmo ocorrer mesmo fora dos termos do acordo.
Essa é uma das esperanças para as indústrias que produzem veículos de transporte coletivo no Brasil, entre fabricantes de chassis e carrocerias.
Assim como ocorre com outros automóveis, a Argentina está entre os maiores compradores de ônibus brasileiros.
Se o mercado interno ainda está indefinido, com receios em relação às licitações de transportes, conclusão de obras de mobilidade e até mesmo com o desempenho econômico brasileiro, é nas exportações que a indústria deve ter um alento. O real desvalorizado frente ao dólar também ajuda para os embarques de novos ônibus brasileiros.
Nesta quinta-feira, o Ministro do Desenvolvimento, Armando Monteiro, esteve com representantes da indústria.
A repórter Annie Zanetti, da Rádio CBN, acompanhou o encontro. O acordo, no entanto, deve ter algumas alterações

ACOMPANHE O ÁUDIO DA MATÉRIA E A ENTREVISTA NESTE LINK:
http://cbn.globoradio.globo.com/editorias/politica/2015/03/26/GOVERNO-RENOVARA-ACORDO-AUTOMOTIVO-COM-A-ARGENTINA-DIZ-MINISTRO.htm

Sugestão Cabeça: O Governo Federal anunciou que o acordo automotivo com Argentina, previsto para vencer em junho, será renovado. O país é o maior cliente do Brasil e a baixa nas exportações prejudica a indústria brasileira. Apesar da sequência de quedas na produção e vendas, para o governo, a crise não passa perto das montadoras.
Em um encontro com representantes da indústria para discutir o setor automotivo, o Ministro do Desenvolvimento, Armando Monteiro, disse nesta quinta-feira que o Brasil deverá renovar o acordo automotivo com a Argentina. O maior mercado para o Brasil no exterior.
A medida foi anunciada como forma de intensificar as atividades do setor.
Monteiro disse que as negociações com o país vizinho já começaram, mas também comentou sobre algumas alterações.
Sonora
Monteiro afirmou que a pasta está trabalhando no plano nacional de exportação e que o setor automotivo deve contribuir pra que o Brasil amplie as vendas aos outros países.
Só no ano passado as exportações de veículos nacionais despencaram 40,9%.
Essa queda em grande parte se deve a redução nas vendas para a Argentina.
Outra medida anunciada nesta quinta-feira foi a perspectiva de renovação de frota nacional, o que ele considera que dará eficiência e ganhos de produtividade no sistema de transporte. Também neste caso ele não deu detalhes sobre prazos pra medida.
Apesar da desaceleração da indústria desde o ano passado, e que foi ainda mais intensificada neste ano,
O ministro Armando Monteiro disse que não considera que o setor esteja em crise e se mostrou otimista quanto à retomada das vendas ainda neste ano ao lembrar que o país está entre os cinco maiores mercados de automóveis do mundo.
De São Paulo, Annie Zanetti

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Paulistano quer mais prioridade ao transporte coletivo, aponta pesquisa da Rede Nossa São Paulo

ônibus

Ônibus em São Paulo. Pesquisa Ibope/Rede Nossa São Paulo/Fecomércio mostra que os transportes e trânsito ainda desagradam o paulistano. Cidadão está mais consciente da necessidade de mais espaço para o transporte público. Avaliação dos ônibus tem pequena melhora. Foto: Adamo Bazani.

Paulistano quer mais prioridade ao transporte coletivo, aponta pesquisa da Rede Nossa São Paulo
Avaliação sobre ônibus teve pequena melhora. Mais ciclovias na cidade elevaram a nota sobre a necessidade de se investir em transporte não motorizado
ADAMO BAZANI – CBN
A pesquisa anual Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município (IRBEM), edição 2014, divulgada nesta quinta-feira, mostra que a mobilidade urbana ainda está entre os aspectos que mais geram insatisfação do paulistano. De 25 segmentos analisados pelos entrevistados, transporte/trânsito ocupa a 21ª posição, ficando atrás apenas dos indicadores de transparência e participação política, segurança, desigualdade social e acessibilidade para pessoas com deficiência.
Apesar de a insatisfação ser grande, houve uma melhoria em relação a 2013. Na edição de 2014, a nota para a mobilidade urbana foi de 4,1. Na pesquisa anterior, o indicador recebeu nota de 3,9.
A pesquisa foi realizada entre os dias 24 de novembro e 8 de dezembro de 2014. Foram ouvidos 1.512 moradores da cidade de São Paulo com 16 anos ou mais.
O levantamento é realizado anualmente pelo IBOPE Inteligência a pedido da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) em parceria com a Rede Nossa São Paulo.
De acordo com nota à imprensa da Fecomércio, o aumento no número de ciclovias na cidade melhorou a percepção dos paulistanos. A maioria, 68%, se descola de ônibus diariamente. A avaliação sobre os serviços de ônibus também registrou pequena melhora. A população está mais consciente da importância do transporte público receber prioridade no espalho urbano com equipamentos como corredores de ônibus. Confira parte da nota da Fecomércio:
“De acordo com a pesquisa, 68% dos entrevistados utilizam o ônibus como meio de transporte diário. Entre os usuários paulistanos, o tempo médio de espera nos pontos cai de 25 minutos em 2013 para 20 minutos em 2014 e a nota atribuída a esse item (tempo de espera nos pontos) sobe de 3,9 na pesquisa anterior para 4,4 no levantamento atual. Outros dois aspectos também apresentam avanços na nota dada pela população: tempo de deslocamento na cidade (de 3,7 para 4,1) e a quantidade de ciclovias na cidade (de 4,2 para 4,6). Além desses três quesitos, outros nove foram avaliados: tamanho da rede do Metrô, prioridade ao transporte coletivo no sistema viário, restrição aos fretados, pontualidade dos ônibus, tarifas do transporte público, soluções para diminuir o trânsito, respeito ao pedestre, qualidade das calçadas e segurança no trânsito. Embora todas as notas estejam abaixo da média, dez dos 12 itens apresentam percepção mais positiva quando comparada ao levantamento anterior. Apenas a prioridade ao transporte coletivo no sistema viário obtém nota inferior a 2013, enquanto a avaliação do tamanho da rede do Metrô não apresenta mudança. O segmento de transporte/trânsito obtém 44% de notas entre nove e 10 em relação à importância do fator para a qualidade de vida na cidade, tendo a terceira maior média.”
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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Gestores de transportes na América Latina buscam normatização de tecnologias para mobilidade urbana

OUÇA A MATÉRIA E OS ENTREVISTADOS NESTE LINK DA RÁDIO CBN:

http://cbn.globoradio.globo.com/editorias/pais/2015/03/26/GESTORES-DEFENDEM-PADRONIZACAO-NAS-TECNOLOGIAS-DE-MOBILIDADE-URBANA-NO-BRASIL.htm

ônibus

Ônibus estão cada vez mais modernos. Tecnologias de operação, gerenciamento e para comodidade do passageiro, no entanto, devem ser aproveitadas de maneiras melhores. Além disso, há necessidade de uma normatização para que haja ganhos práticos para a mobilidade urbana. Foto: Adamo Bazani

SUGESTÃO DE CABEÇA: Gestores públicos e operadores de transportes coletivos na América Latina buscam entendimentos para que haja uma padronização nas tecnologias de gestão e informação de mobilidade urbana. Isso permitiria, na visão de especialistas reunidos em Congresso Internacional em São Paulo, melhores serviços, editais de licitação mais adequados e até redução nos custos das tarifas

Texto:

A falta de padrões para o melhor aproveitamento de tecnologias aumenta os custos dos transportes públicos na América Latina e não permite que os serviços se tornem eficientes.

Esta foi uma das conclusões de especialistas, gestores e operadores de transportes que participaram nesta quinta-feira em São Paulo do Congresso da UITP – União Internacional dos Transportes Públicos.

A ausência de mecanismos que para orientar melhor o uso de tecnologia faz com que a mobilidade brasileira sofra com situações absurdas. Em São Paulo, por exemplo, há alguns anos, houve dificuldades de implantação de portas de segurança nas plataformas do Metrô porque esta tecnologia não se comunicava com as portas dos trens.

A presidente do comitê de Sistemas de Inteligência em Transportes da ANTP – Associação Nacional dos Transportes Públicos, Valeska Peres Pinto, diz que o Brasil precisa ainda de muitos avanços neste tema

SONORA

Os especialistas e profissionais criticam também a ausência de bancos de dados de transportes nas prefeituras. Responsável por implantar o aplicativo para celulares Moovit, no Brasil, Michel Costa, diz que boa parte das informações de mobilidade vem dos próprios passageiros

SONORA

Os empresários de transporte dizem estar conscientes de que os avanços tecnológicos são exigências dos passageiros, como explica Maria Beatriz Setti Braga, que opera um sistema de corredor de ônibus entre o ABC e a Capital Paulista

SONORA

Este nível maior de exigência dos passageiros é visto como fundamental para a melhoria dos serviços de mobilidade urbana no País.

De São Paulo, Adamo Bazani.

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ENTREVISTA: Tatto diz que não vai negociar maiores repasses para ex cooperativas

Ouca A ENTREVISTA:

Cooperativas Que se tornaram Empresas NÃO Vão Receber A MAIS, Diz Tatto.  Foto: Adamo Bazani

Cooperativas Que se tornaram Empresas NÃO Vão Receber A MAIS, Diz Tatto. Foto: Adamo Bazani

O Secretário municipal de Transportes de São Paulo, Jilmar Tatto, disse que a prefeitura não vai renegociar a remuneração das cooperativas de lotação que se tornaram empresas de onibus de para operações das Linhas de bairro na cidade.
Estas cooperativas foram transformadas em viações para a nova licitação do Transporte Público Municipal. Os Diretores alegam que agora como empresas, os gastos são. A diferença seria de R$ 360 milhões por ano.
Jilmar Tatto disse que no momento da Assinatura dos Contratos, as Cooperativas que se tornaram Empresas aceitaram a atual remuneração por passageiro transportado.

CONFIRA TAMBÉM NOVIDADES SOBRE CICLOVIAS E A LIGAÇÃO METROPOLITANA ENTRE SÃO PAULO E GUARULHOS

http://cbn.globoradio.globo.com/sao-paulo/2015/03/26/PREFEITURA-DE-SP-ENTRA-NA-JUSTICA-PARA-REVERTER-DECISAO-QUE-IMPEDE-INSTALACAO-DE-CICLO.htm
De São Paulo, Adamo Bazani

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TCE condena contratação da VIDA em Cotia

Cotia

TCE considerou irregular contratação da VIDA – Viação Danúbio Azul sem licitação pela prefeitura de Cotia.

TCE condena contratação da VIDA em Cotia

Segundo conselheiros, prefeitura argumento da prefeitura para dispensa de licitação não se sustentam

ADAMO BAZANI – CBN

O Conselho da Primeira Câmara do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo considerou irregular a contratação pela prefeitura de Cotia, na região metropolitana, da empresa Vida – Viação Danúbio Azul sem licitação e em caráter emergencial.

De acordo com voto do conselheiro Renato Martins Costa, a prefeitura de Cotia não apresentou justificativas e esclarecimentos para este tipo de contratação, celebrada em 02 de junho de 2009.

Pelo entendimento dos conselheiros, a Constituição Federal obriga a contratação de empresas privadas para prestação de serviços públicos, como é o caso dos transportes coletivos de passageiros, por meio de licitação ou concorrência que assegure a competitividade entre empresas.

De acordo com o voto do conselheiro, esta prática da prefeitura de Cotia continuou sendo tomada, descaracterizando assim a situação de emergência informada pelo poder público municipal:

“- fragilidade das justificativas que ampararam a dispensa licitatória, acentuando que a medida tornou-se prática reiterada pela Administração Municipal, o que descaracteriza a situação emergencial alegada”.

Acompanhe o voto na íntegra por este link:

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Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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Ex cooperativas querem mais repasses de Haddad

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As cooperativas do sistema local da Capital Paulista que agora se tornaram empresas para a nova licitação do transporte público cobram maiores repasses da prefeitura de São Paulo.
Os diretores alegam que após se tornarem empresas, houve um aumento de custos, em especial com direitos trabalhistas e impostos, mas que ainda recebem como cooperativas.
Segundo reportagem do jornal Folha de São Paulo, essas diferenças podem chegar a R$ 360 milhões por ano.
Isso tem criado um impasse entre os ex perueiros e a administração Fernando Haddad.
A SPTrans diz que agora estas companhias têm vantagens em financiamentos que não contavam quando eram cooperativas.
Adamo Bazani

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Mais de sete milhões de brasileiros trabalham em cidades diferentes de onde moram

ÔNIBUS

Ônibus que liga Guarulhos e São Paulo, as duas cidades reúnem o maior movimento intermunicipal do Brasil

Mais de sete milhões de brasileiros trabalham em cidades diferentes de onde moram

Dados são do IBGE e reforçam a necessidade de investimentos em transporte metropolitano

ADAMO BAZANI – CBN

Nesta semana, o Blog Ponto de Ônibus divulgou editorial sobre a necessidade de maior atenção do poder público para com os transportes metropolitanos. Há poucos investimentos e comprometimento dos governos estaduais. Ver em: https://blogpontodeonibus.wordpress.com/2015/03/23/editorial-a-dificil-vida-de-quem-depende-de-transporte-metropolitano-no-brasil/

Já nesta quarta-feira, com base no Censo de 2010, o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apresentou um estudo sobre a quantidade de pessoas que moram numa cidade e trabalham em outra.

De acordo com o IBGE, no Brasil são 7,4 milhões de pessoas. O Estado de São Paulo reúne 1,75 milhão e no Rio de Janeiro, o total é de 1 milhão de cidadãos nestas condições.

O IBGE tomou como base o perfil de deslocamento e empregabilidade de habitantes de conglomerados urbanos, que reúnem 107 milhões de pessoas, ou 56% da população.

Muitas destes arranjos de cidades não precisam necessariamente ser formados por grandes municípios. Há cidades com até 100 mil habitantes interdependentes de outras com número praticamente igual de pessoas.

Para definir estes arranjos, o IBGE levou em conta a relação social, econômica e de mobilidade entre os conglomerados, sendo estes mais numerosos que as regiões metropolitanas, que são definidas pelos estados.

No estado de São Paulo, o maior número de deslocamentos é entre Guarulhos e a Capital Paulista, com 146 mil pessoas por dia. É o mais numeroso do País.

Em todos os casos, são indicadas medidas urgentes para garantir a mobilidade, como construção de corredores de ônibus com maior eficiência.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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