Greve de Ônibus e de Trem: Mais um dia de tormento para quem precisa de transportes

onibus

Ônibus em Florianópolis. A cidade de Santa Catarina e as vizinhas sentem a paralisação dos transportes urbanos. É mais uma região sem serviços por causa de greve a exemplo de São Luís, Ribeirão Preto, Natal, Recife, Maceió, João Pessoa e Belo Horizonte.

Greve de ônibus em Florianópolis: mais de um milhão de pessoas sem transportes
Justiça determinou frota mínima durante a greve, mas cidadão diz faltar ônibus

ADAMO BAZANI – CBN

Mais de um milhão de pessoas em Florianópolis e região estão sem transportes coletivos nesta segunda-feira, dia 28 de maio de 2012.
Depois de indicarem a paralisação desde a semana passada, os motoristas e cobradores, representados pelo Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo Urbano de Florianópolis e Região – Sintraurb, decidiram em assembléia no final da noite deste domingo entrar em greve.
A Justiça determinou que o Sintraurb garanta 80% dos serviços nos horários de pico e 40% nas demais horas.
Os motoristas e cobradores pedem correção salarial de acordo com o INPC – Índice Nacional de Preços ao Consumidor e mais 5% de aumento real.
Já as empresas de ônibus oferecem 4,88% do INPC, 2% de aumento real e elevação no vale-refeição de R$ 388,00 para R$ 420,00.
As companhias de ônibus não aceitam reduzir as jornadas de trabalho de 6 horas e 40 minutos por dia para 6 horas conforme pede o sindicato dos trabalhadores.
A Prefeitura colocou cerca de 640 veículos do transporte alternativo para minimizar os impactos da greve, mas a passagens são mais caras e podem custar entre R$ 4 e R$ 5.

GREVE DE ÔNIBUS EM RIBEIRÃO PRETO:

Em Ribeirão Preto, no Interior Paulista, os motoristas e cobradores de ônibus, também em greve, não acataram determinação do Tribunal Regional do Trabalho que obriga a circulação de 50% dos ônibus durante a paralisação, com percentual que deve ser elevado para 70% nos horários de pico.
A multa ao Sindicato dos Empregados do Transporte Urbano de Ribeirão Preto – Seturp, em caso de descumprimento da decisão da Justiça, é de R$ 20 mil por dia.
Na cidade, cerca de 100 mil pessoas são prejudicadas. Elas são atendidas em pouco mais de 100 linhas servidas por 340 ônibus.
Os trabalhadores pedem reajuste salarial de 15%, aumento no vale-alimentação de R$ 400 para R$ 500 e elevação na Participação dos Lucros e Resultados de R$ 250 para R$ 350 para os motoristas que acumulam dupla função de dirigir e cobrar.
As empresas de ônibus ofereceram 6,3% de reajuste salarial.

GREVE DE ÔNIBUS EM SÃO LUÍS:

Desde a semana passada, mais de 600 mil pessoas são prejudicadas pela greve de ônibus em São Luís.
Na tarde desta segunda-feira outra reunião de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho vai tentar colocar fim à paralisação.
Desde sábado, após acordo, 50% dos ônibus começaram a circular.
Os motoristas e cobradores rejeitaram aumento salarial de 7% estipulado pela Justiça.
CAPITAIS SEM TRENS:

Há duas semanas passageiros de trens das CBTU – Companhia Brasileira de Trens Urbanos estão sem transportes coletivos em cinco capitais: Belo Horizonte, Recife, Maceió, João Pessoa e Natal.
Os trens operam apenas em horários de pico, mas o sindicato dos ferroviários admite a possibilidade de nem circularem nestas horas de maior movimento.
Os trabalhadores pedem reajuste de acordo com os índices do Dieese – Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos, 50% de adicional noturno e Participação nos Lucros e Resultados.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

Publicado em Notícia | Com a tag , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

INTEGRAÇÃO NOS TRANSPORTES: Diferença de postura entre governos

onibus

Ônibus da Região Metropolitana de Curitiba. Convênio entre Governo do Estado e Prefeitura de Curitiba garante a manutenção da integração entre os ônibus municipais e os metropolitanos, uma das características que destacam positivamente o sistema da RIT – Rede Integrada de Transporte, como modelo de serviços. Governo Estadual vai repassar R$ 64 milhões em 12 meses para o Fundo de Urbanização de Curitiba e com isso permite equilíbrio financeiro tanto para os atendimentos na Capital como nas cidades vizinhas, seguindo a Política Nacional de Mobilidade Urbana que determina transporte acessível para o cidadão. Já em São Paulo, mesmo com toda a necessidade dos os transportes se tornarem mais baratos para o cidadão, Governo do Estado briga até na Justiça para acabar com transferência entre ônibus municipais e metropolitanos em Diadema, na Região Metropolitana. Mesmo sem nenhuma decisão judicial, as catracas já estão colocadas em terminas. Fotos e Montagem: Adamo Bazani.

Convênio entre Estado do Paraná e Prefeitura de Curitiba vai garantir integração para os passageiros
Iniciativa beneficia quem usa os transportes coletivos na Capital e nas cidades da Região Metropolitana. Governo vai repassar R$ 64 milhões para equilibrar financeiramente o sistema de transportes

ADAMO BAZANI – CBN

A integração entre os serviços de ônibus municipais de Curitiba, no Paraná, e os ônibus que atendem aos municípios que formam a Região Metropolitana recebeu uma garantia prática para continuar em vigor.
A Comec (Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba), do Governo do Estado do Paraná, e a Prefeitura de Curitiba assinaram um convênio que vai permitir o equilíbrio financeiro do sistema da RIT – Rede Integrada de Transporte.
Para isso, o governo estadual vai realizar o repasse de R$ 64 milhões nos próximos 12 meses para o FUC – Fundo de Urbanização de Curitiba, destinado ao transporte coletivo.
O dinheiro vai ser usado para cobrir a diferença entre o que é pago pelos passageiros nas catracas e o custo dos transportes.
Atualmente, a passagem em Curitiba e Região Metropolitana é de R$ 2,60, mas a tarifa técnica, que corresponde a quanto é necessário para transportar cada passageiro, é de R$ 2,79.
Além dos corredores de ônibus do tipo BRT – Bus Rapid Transit, que oferecem conforto e mais rapidez nos transportes, de acordo com especialistas, uma das características que permitem que o sistema de Curitiba seja classificado como referência em mobilidade urbana, é justamente a integração entre as mais diversas linhas não só na capital mas nas cidades vizinhas.
Com a medida, essa integração continua beneficiando os passageiros da RIT, tanto da Capital como das outras cidades, com a vantagem de não diferenciar a sustentabilidade dos serviços por serem municipais ou metropolitanos.
Para se ter uma noção da importância dos transportes metropolitanos, só nos municípios ao entorno de Curitiba são transportados mensalmente 5,4 milhões de passageiros em 697 ônibus que atendem 105 linhas.
A RIT – Rede Integrada de Transporte, onde são possíveis as transferências gratuitas para o passageiro entre as linhas, é responsável por 73% da demanda de toda a Região Metropolitana.
A integração proporcionada pela RIT e assegurada por este convênio atende inclusive à nova Lei de Mobilidade Urbana, sancionada este ano pela presidente Dilma Rousseff, que determina transporte com custo acessível para o cidadão.
Também segue a tendência mais moderna de mobilidade que é justamente pensar nos transportes interligados e não somente em cidades isoladas.
Os ônibus da Rede Integrada de Transporte fazem 21 mil viagens por dia, percorrendo 490 mil quilômetros diários em 14 cidades: Curitiba, Araucária, Fazenda Rio Grande, Campo Largo, Campo Magro, Rio Branco do Sul, Itaperuçu, Almirante Tamandaré, Colombo, Bocaiúva do Sul, Pinhais, Piraquara, São José dos Pinhais e Contenda

SÃO PAULO:

Se no Paraná, o Governo do Estado tem uma posição ativa em relação à manutenção de transferências gratuitas entre ônibus municipais e metropolitanos, em São Paulo não pode ser dito o mesmo.
Desde o ano passado, alegando não ter como equilibrar o sistema, o Governo do Estado de São Paulo declarou que pretende terminar com a integração gratuita entre os ônibus municipais de Diadema, na região metropolitana, e os trólebus e ônibus da Metra, que ligam a zona Leste de São Paulo a Zona Sul por um corredor segregado do trânsito, operado pela empresa Metra, que passa por municípios do ABC Paulista.
O caso foi parar na Justiça.
Após oficializar a intenção de terminar com o benefício, o Governo do Estado, mesmo sem ter a posição favorável da prefeitura de Diadema, já instalou as catracas para a cobrança dentro dos terminais de Piraporinha e central da cidade.
A postura causou reação negativa em vários setores, além da prefeitura. O Ministério Público, depois de aceitar ofícios da prefeitura de Diadema e do Procon na cidade, entrou com ação para que o prazo de 90 dias para alteração de contrato entre a Prefeitura e o Governo seja respeitado, indicando que a integração gratuita seja mantida.
A integração, por este contrato, existe desde 1991.
A proposta do Governo do Estado é de cobrar R$ 1,00 nas transferências tanto na ida como na volta.
O Ministério Público entendeu que a intenção vai contra a política de mobilidade, que estabelece que os esforços do poder público devem ser no sentido de baratear os transportes para o cidadão.
O presidente da EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, Joaquim Lopes, disse que não quer terminar a integração por vontade própria.
Para ele, é necessário ter responsabilidade para com o dinheiro público e tornar o sistema de transportes economicamente equilibrado.
Joaquim Lopes afirmou que se o município de Diadema conseguir enxugar os gastos dos transportes municipais, os ganhos podem ser transferidos para a manutenção da integração.
Se a cobrança de R$ 1,00 na ida e mais R$ 1,00 na volta passar na Justiça, o cidadão vai desembolsar no mínimo R$ 44 a mais por mês para usar os transportes públicos.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

Publicado em Notícia | Com a tag , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | 7 Comentários

Greve de ônibus em Ribeirão Preto: Justiça determina frota mínima

Ribeirão Pretop

Ônibus em Ribeirão Preto. Justiça determina 50% de circulação durante a greve dos motoristas e cobradores, frota que deve ser aumentada para 70% nos horários de pico

Greve de ônibus em Ribeirão Preto: Justiça determina frota mínima
Quantidade de ônibus é menor do que empresas haviam pedido em liminar

ADAMO BAZANI – CBN

A desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho, Susana Graciela Santiso, determinou na manhã deste domingo que 70% dos veículos nos horários de pico e 50% nas demais horas circulem durante a greve de ônibus em Ribeirão Preto, no Interior Paulista, que deve ter início nesta segunda-feira, dia 28 de maio de 2012.
Cerca de 100 mil pessoas devem ser prejudicadas.
O Sindicato dos Empregados do Transporte Urbano de Ribeirão Preto – Seturp decidiu pela greve, após recusar a proposta de 6,3% de aumento salarial feita pelo Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Ribeirão Preto e Região – Sincrepass – Urb.
Os trabalhadores pedem reajuste salarial de 15%, aumento no vale-alimentação de R$ 400 para R$ 500 e elevação na Participação dos Lucros e Resultados de R$ 250 para R$ 350 para os motoristas que acumulam dupla função de dirigir e cobrar.
O sistema de Ribeirão Preto possui 640 profissionais que atendem em 340 ônibus.
Os serviços são prestados pelas empresas Rápido D’Oeste, Turb e Transcorp em 104 linhas.
O sindicato que reúne as empresas de ônibus pediu na Justiça circulação de 100% nos horários de pico e 70% nos demais, mas a desembargadora estabeleceu 70% dos ônibus nos horários de maior movimento e 50% nas demais horas.
O cidadão de Ribeirão Preto e Região deve estar atento, mesmo com a determinação da Justiça, para a falta de transportes coletivos a partir desta segunda-feira.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

Publicado em Notícia | Com a tag , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | 1 Comentário

Greve de ônibus em Salvador chega ao fim

onibus

Motoristas e cobradores de ônibus voltaram ao trabalho neste sábado em Salvador. Na sexta-feira a noite, o sindicato disse que manteria a greve. Mas depois das multas aplicadas contra a entidade, na manhã do sábado os sindicalistas orientaram os trabalhadores a voltarem.

Greve de ônibus em Salvador chega ao fim
Decisão foi tomada em assembleia extraordinária na manhã deste sábado

ADAMO BAZANI – CBN

O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado da Bahia – Sinttroba realizou na manhã deste sábado uma assembleia extraordinária e decidiu pelo fim da greve de ônibus em Salvador, que chegou a prejudicar cerca de 1,3 milhão de passageiros por dia.
Na noite desta sexta-feira, o sindicato tinha decidido pela continuidade da greve, após recusar o aumento salarial de 7,5% proposto pelo Tribunal Regional do Trabalho.
Pesou na decisão dos sindicalistas, a multa de R$ 150 mil contra o Sinttroba e mais R$ 50 mil por dia se a paralisação continuasse.
As empresas de ônibus, pelo sindicato das viações, foram multadas em R$ 75 mil e mais R$ 25 mil caso a greve continuasse.
Apesar de a paralisação ser de responsabilidade dos trabalhadores, as empresas foram multadas, na opinião da desembargadora Maria das Graças Boness, porque não foram proativas para tentar acabar com a paralisação.
A desembargadora também concedeu vale-refeição de R$ 11,22
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

Publicado em Notícia | Com a tag , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Greve de ônibus: Salvador continua parada, São Luís com metade da frota e Ribeirão Preto pode ter paralisação

onibus

Mesmo com determinação da Justiça de retorno e aumento de 7,5% nos salários de motoristas e cobradores, greve continua em Salvador. Paralisação prejudica 1,3 milhão de pessoas.

Mesmo com aumento de salários, motoristas de ônibus de Salvador vão continuar em greve
Reajuste de 7,5% foi negado pelos grevistas. Sindicatos dos motoristas e das empresas foram multados
ADAMO BAZANI – CBN
A Justiça da Bahia concedeu aumento salarial de 7,5%, regime de quinquênio, mas o Sindicato dos Motoristas em Salvador negou os ganhos e a categoria continua em greve.
A desembargadora Graças Boness, relatora de dissídios, decretou a abusividade mas não a ilegalidade da greve.
Também foi aplicada multa de R$ 150 mil ao sindicato dos trabalhadores e R$ 75 mil para o das empresas. Os valores já foram bloqueados das contas pelo sistema Bacen-Jud.
Esses valores são por conta do descumprimento da ordem judicial de frota mínima de ônibus de 40% durante cada dia de greve com elevação para 60% nos horários de pico.
Nenhum dos cerca de 2 mil 600 ônibus da frota saiu para as ruas.A população está sendo atendida apenas por cerca de 300 micro-onibus do serviço complementar.
E a partir de agora, se os serviços não voltarem ao normal, as viações serão multadas em R$ 25 mil por dia e o sindicato dos trabalhadores em R$ 50 mil.
No total, aproximadamente 1,3 milhão de pessoas são prejudicadas diariamente por conta da greve, que já entra nesta sábado no quarto dia.
Alguns passageiros são obrigados a optar pelo transporte clandestino. Muitos veículos não oferecem segurança e os preços das passagens são abusivos.
Os rodoviários pedem 13,8% de aumento salarial, plano de saúde para familiares, aumento no valor do tíquete-refeição de R$ 10,80 para R$ 15,00 e no número de folhas de 26 para 30 unidades.
GREVE EM SÃO LUÍS: Metade da Frota volta a circular
Após reunião na Procuradoria Regional do Trabalho nesta sexta-feira, entre o STTREMA- Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes Rodoviários do Maranhão e o SET – Sindicato das Empresas de Transportes de São Luís, foi decidido que metade da frota dos ônibus de São Luís, no Maranhão, voltará a circulação nesta sábado, dia 26 de maio de 2012.
Mesmo com o aumento concedido de 7% nos salários, conforme determinado pela desembargadora Ilka Esdra, além do reajuste do vale-alimentação de R$ 341 para R$ 358 e a retomada do plano de saúde da categoria, o estado de greve continua.
Em São Luís, mais de 600 mil pessoas são prejudicadas por dia por causa da greve dos motoristas e cobradores.
Juntos, os sindicatos patronal e dos trabalhadores já receberam R$ 490 mil.
As multas para cada sindicato pelo não restabelecimento dos serviços, como foi determinado pela Justiça, foi de R$ 40 mil por dia mais R$ 10 mil por uma paralisação na sexta-feira passada das 9 horas ao meio dia.
Nesta sexta-feira, dia 25 de maio, o valor da multa diária para as duas instituições foi para R$ 60 mil.
A Justiça realizou penhoras on line nas contas dos dois sindicatos. Na representação trabalhista não havia saldo, por isso as contas foram bloqueadas e todos os repasses para o STTREMA serão destinados ao FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador até que as multas sejam pagas.
GREVE DE ÔNIBUS EM RIBEIRÃO PRETO:
O Sindicato dos Empregados do Transporte Urbano de Ribeirão Preto (Seturp) decidiu em assembleia nesta sexta-feira pela paralisação dos serviços de ônibus da cidade do Interior Paulista.
A entidade rejeitou o aumento salarial de 6,3% oferecido pelo Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Ribeirão Preto e Região (Sincrepass-Urb).
A categoria pede 15% de reajuste salarial, aumento no vale alimentação de R$ 400 para R$ 500 e elevação na Participação nos Lucros das Empresas de R$ 250 para R$ 350.
Ribeirão Preto possui 640 profissionais do setor operacional nos transportes que atuam em 340 ônibus.
O sindicato das empresas entrou com pedido na Justiça para que durante a greve seja estipulada frota mínima de 80% em todos os horários, subindo para 100% nas horas de pico.
Segundo o Sincrepass, entre 2009 e 2012, os trabalhadores em Ribeirão Preto acumularam reajustes salariais de 30,83% enquanto a inflação registrada pelo IPC – Índice de Preços ao Consumidor foi de 22,49%
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

Publicado em Notícia | Com a tag , , , , , , , , , , , , , , , , | 1 Comentário

Venda ilegal de linhas de cooperativas em São Paulo é maior ainda fora da internet

venda de lotação

Além da venda de ônibus com credenciais e linhas, o que é proibido por lei, ocorrer na Novo Horizonte, empresa que opera como cooperativa, na zona Leste de São Paulo, a prática ocorre em outras cooperativas, como a Transcooper. Responsáveis negam a prática, mas cooperados afirmam que as vendas são muito comuns fora da internet. Em vez de as cooperativas terem donos de ônibus individuais, como seria o papel de uma entidade desta natureza, há verdadeiros frotistas dentro das coopers em São Paulo. Ministéro Público investiga leilões em garagens. Reprodução do Mercado Livre

Venda de linhas de ônibus fora da internet é bem maior
Esquema divulgado pelo Blog Ponto de Ônibus no dia 17 de maio é investigado pelo Ministério Público. Equipe do site G 1, da Globo, mostra mais anúicios

ADAMO BAZANI – CBN

Em 17 de maio, o Blog Ponto de Ônibus divulgou reportagem sobre venda de linhas e ônibus da empresa Novo Horizonte, do Consórcio Leste 4, investigado pelo Ministério Público, uma ação civil pública por má prestação de serviços, confusão entre pessoas jurídicas e até mesmo enriquecimento suspeito por parte de alguns diretores.
O promotor Saad Mazloum, que moveu a ação em março do ano passado, investiga a prática de leilão e venda de linhas desde quando começou a elaborar as denúncias.
No dia 06 de fevereiro de 2011, por exemplo, houve uma espécie de leilão de veículos com seus serviços na então Garagem II, da Himalaia Transporte. Cerca de cem pessoas estavam interessadas. Diversas linhas que eram da Himalaia foram repassadas de forma suspeita para a Novo Horizonte, que apesar de ser uma empresa registrada como S.A, com registro até mesmo no Caged – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho, funciona na prática como cooperativa, o que não é permito pelo contrato que a Novo Horizonte assinou com a Prefeitura de São Paulo, pela SPTrans.
Nesta sexta-feira, dia 25 de maio de 2012, o site de notícias G 1, da Rede Globo, traz outros vários anúncios de venda de linhas e ônibus não só da Novo Horizonte, como da Transcooper, cooperativa de transportes coletivos que também atende na Capital Paulista.

EX SECRETÁRIO DE TRANSPORTES É ADVOGADO DA NOVO HORIZONTE E A TRANSCOOPER:

À reportagem do G 1, assinada por Rafael Sampaio, a Novo Horizonte disse que a prática não é permitida e nem ocorre. A prestadora de serviços é representada pelo advogado Alexandre de Moraes, que foi secretário de transportes de São Paulo por três anos, entre 2007 e 2010.
Os diretores da empresa WFabrill, que faz trabalho de limpeza em ônibus, Fabrício e Giuliano Rainatto seriam os responsáveis por um dos anúncios que ofereciam os ônibus e as linhas da Novo Horizonte.
Ao G1, Giuliano reiterou o que disse ao Blog Ponto de Ônibus, cuja nota foi publicada em seguida na matéria do dia 17 de maio, ao classificar o anúncio como equívoco de propaganda e culpou a equipe de marketing contratada.
A Transcooper também tem ônibus sendo vendidos pela intenet com as linhas.
O ex secretário de transportes da cidade de São Paulo, Alexandre de Moraes, também é advogado da Transcooper.
Ele disse que os micro-ônibus pertencem à cooperativa e que nem os veículos e nem as linhas podem ser vendidos.
O vendedor do micro-ônibus da Transcooper confirmou que o carro pertence a cooperativa, mas disse que a venda era feita com o direito a linha, mesmo sendo esta de concessão do poder público. Ele comparou a venda de linhas e ônibus de cooperativas a transferência de alvarás de táxi, o que também é proibido:
“Sempre que sai um [cooperado], é que nem táxi, sai um e entra outro. A gente assina uma desistência, entendeu? Aí entra outra pessoa que esteja interessada.”

VENDA ALÉM DA INTERNET:

Se as vendas de ônibus e linhas da Novo Horizonte e de outras cooperativas estaria ocorrendo pela internet, é fora da rede mundial de computadores que os negócios são feitos em maior número.
“A venda de ônibus e transferência de linhas entre uma pessoa e outra é normal” – disse um cooperado ao Blog Ponto de Ônibus que, por questões de segurança, pediu para não ser identificado.
Prática normal, mas proibida pela lei.
Sobre o leilão apurado pelo Ministério Público, que ocorreu em fevereiro de 2011, vários donos de ônibus de outras cooperativas compraram veículos da Himalaia com as linhas para serem transferidos para a Novo Horizonte.
Todos estes ônibus, depois da denúncia do Ministério Público, foram retidos, o que causou indisposição entre as diretorias de cooperativas.

NÃO SÓ COOPERADOS:

Quando se fala em cooperativa, logo a primeira imagem que vem à cabeça é de cada pessoa prestando seu serviço, no caso de transportes, com seu veículo individual.
Mas o que ocorre no sistema de São Paulo é que algumas pessoas em cooperativas têm uma grande quantidade de veículos, a maioria registrada em nome de terceiros, o que dificulta as investigações.
“São frotistas que não têm as obrigações que um frotista de verdade têm” – disse um cooperado.

BENS BLOQUEADOS:

A Justiça aceitou a denúncia do promotor Saad Mazloum sobre irregularidades nos transportes e de cunho financeiro com as empresas que prestam serviços na zona Leste de São Paulo e pertencem ao Consórcio Leste 4
Ônibus com baratas, atrasos, transferências de recursos do poder publico entre uma empresa que consta como operadora, a Happy Play, mas que não tem nenhum ônibus, e a Novo Horizonte. e até mesmo dilapidação de bens das empresas com interesses particulares fazem parte da denúncia.
A Justiça bloqueou os bens dos acusados.
São denunciados:

- Consórcio Leste 4, representado por André Martins de Lissandre
- Himalaia Transportes S.A.
- Empresa de Transportes Coletivos Novo Horizonte S.A.
- Happy Play Tour Passagens, Turismo e Transportes de Passageiros Ltda
- Himalaia Investimentos e Participações Ltda, que é sócia majoritária da Himalaia Transportes S.A. e é representada por Felipe Ricardo Batista dos Santos.
- Vilson Ferrari sócio proprietário e diretor presidente da Novo Horizonte e sócio proprietário e administrador da Happy Play.
- Antônio Pereira da Silva Sobrinho, sócio priprietário e diretor presidente da Novo Horizonte
- Gerson Adolfo Sinzinger, sócio proprietário e diretor administrativo da Novo Horizonte e sócio prorietário e administrador da Happy Play
- Edmar Vieira Rodrigues, sócio proprietário e diretor administrativo da Novo Horizonte e diretor e teseoureiro da Coopernova Aliança – Cooperativa de Transporte Alternativo Nova Aliança.
- Guilherme Correia Filho, sócio proprietário e administrador da empresa Happy Play
- Paulo Roberto dos Santos, também sócio proprietário e administrador da Happy Play
- Aldari Serrano, Diretpr Administrativo da Himalaia
- Ângelo Viera dos Reis, Diretor Operacional da Himalaia Transportes Coletivos
- Antônio Soares também diretor operacional da Himalaia

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

CONFIRA A MATÉRIA NA ÍNTEGRA DO G 1, DE SÃO PAULO, ASSINADA PELO REPÓRTER RAFAEL SAMPAIO:

O Ministério Público Estadual (MPE) e a SPTrans vão investigar a venda ilegal de concessões e permissões para explorar linhas de transporte público em São Paulo. O G1 flagrou, nesta semana, anúncios em site de leilões que ofereciam cinco ônibus de um consórcio e dois micro-ônibus de cooperativas, todos ativos no serviço municipal.
Representantes das empresas e cooperativas afirmam que a prática é ilegal e que não tinham conhecimento da venda. Segundo eles, os responsáveis vão ser investigados e, se comprovada a fraude, punidos. A Prefeitura de São Paulo afirma que negociar a exploração das linhas de ônibus é estritamente proibido, pois elas são “concedidas pelo poder público às empresas operadoras do sistema municipal de transporte”.
Os anúncios encontrados na internet divulgavam coletivos vendidos por até R$ 296 mil, mediante pagamento parcelado. Além do veículo, o vendedor prometia entregar a credencial para operar a linha através de um documento de doação e desistência feito pelo atual cooperado.
Anúncio informa a venda de ônibus da linha
374T-10, do Consórcio 4 Leste (Foto: Reprodução)
Dois anúncios prometiam a venda de micro-ônibus em operação em linhas nas zonas Leste e Norte. Em outro, eram oferecidos cinco ônibus do Consórcio Leste 4.

A empresa Novo Horizonte, integrante do consórcio, afirmou que “tal prática não é permitida nem realizada” e que “não teve qualquer ciência prévia” dos anúncios, segundo e-mail enviado pelo advogado Alexandre de Moraes. Ex-secretário municipal dos Transportes, Moraes ficou à frente da pasta por três anos, entre 2007 e 2010. Hoje, ele defende empresas de transporte público.
O Consórcio Leste 4 é responsável por ônibus de médio e grande porte que circulam em bairros como Tatuapé, Belém, Vila Carrão e Cidade Tiradentes. O anúncio de venda oferece cinco coletivos da linha 374T-10, que faz o percurso entre Cidade Tiradentes e a estação de Metrô Vergueiro. Procurado peloG1, o consórcio não retornou as ligações até o final da noite desta quinta-feira (24).
Dois veículos anunciados são de 2003, dois são de 2007 e um deles é de 2011, segundo a SPTrans. A idade dos ônibus anunciados permite que eles sejam explorados por um ou até nove anos, já que uma norma da Prefeitura determina que coletivos em circulação na capital paulista podem ter, no máximo, dez anos de idade.
O anunciante promete ceder o ônibus com a concessão para a linha, e afirma que o “retorno sobre o investimento” se dará em “aproximadamente 36 meses” após a compra. Os números de registro dos coletivos anunciados confirmam que eles pertencem ao Consórcio Leste 4, segundo a assessoria da SPTrans. O preço não é citado neste anúncio em específico.
Os vendedores citados no anúncio são ligados à empresa WFabrill, que presta serviços de limpeza de ônibus em São Paulo. Entre eles estão dois diretores da companhia, os irmãos Fabrício e Giuliano Rainatto.
O G1 tentou contato várias vezes por telefone com ambos, mas não foi atendido. Por e-mail, Giuliano afirmou que o anúncio foi um “equívoco de propaganda” e atribuiu a culpa à equipe de marketing que contratou. Ele diz que a proposta de venda corresponde a um “tipo de serviço a ser usado, como no caso dos veículos a serem negociados servirem para linhas rurais, autônomas e particulares” e ressalta que “não possui nenhum tipo de linha”. Ele disse ainda que os coletivos no anúncio tem mais de dez anos de uso e, por isso, não estariam em operação. A SPTrans afirma que todos os coletivos anunciados tem menos de uma década e estão em funcionamento.
Moraes afirma que os irmãos são ligados a uma cooperativa de ônibus, que os veículos no anúncio estão “financiados” e não pertencem aos dois. Ele diz que, apesar do desmentido, ambos podem “estar querendo prejudicar a Novo Horizonte ou a Transcooper”. “[O ônibus] não pode ser vendido, a permissão é da concessionária, não dos permissionários. Isso é ilegalidade de um permissionário, e se eles insistirem vão responder civil e penalmente por isso.”
Lotações, ‘um bom negócio’
Responsável pelo anúncio da venda de um micro-ônibus, Leandro José dos Reis conversou com o G1 por telefone. A lotação, de linha 9191, opera na Zona Norte e vai até a Estação Barra Funda e o Hospital Cachoeirinha. Segundo o vendedor, o coletivo está em operação e a compra “é um bom negócio”, já que permitiria um retorno mensal de cerca de R$ 8 mil.
“[O micro-ônibus] é de cooperativa, é da Transcooper. O veículo é de 2007, você pode rodar com ele por mais três anos ainda”, disse Reis. O preço é de R$ 160 mil, sendo este o custo do coletivo e da transferência da documentação para que ele rode pela cidade.
Ao ser questionado sobre a ilegalidade da negociação, Reis em um primeiro momento citou a venda de alvarás de táxi, também proibida por lei. “Sempre que sai um [cooperado], é que nem táxi, sai um e entra outro. A gente assina uma desistência, entendeu? Aí entra outra pessoa que esteja interessada.”
Em seguida, o vendedor alegou desconhecer a lei. “Não sabia, não [que é ilegal]. Eu nunca fiz isso. Está no nome do meu irmão, está certinho no nome dele”, disse, alegando ter o micro-ônibus em sociedade com o parente. Uma hora após a equipe de reportagem falar com Reis, o anúncio virtual foi encerrado.
A Transcooper, cooperativa de micro-ônibus em São Paulo, disse desconhecer o esquema de venda. Moraes, que defende a empresa, afirmou que os responsáveis vão ser investigados e punidos. “O que é possível legalmente é não querer mais ser cooperado, sair, devolver [o veículo]. A pessoa não pode vender o micro-ônibus. A doação [da permissão] é gratuita, é a mesma ilegalidade que ocorre em relação aos táxis. Se a direção da cooperativa comprovar [a venda], vai expulsar o cooperado”, ressaltou.
Outro micro-ônibus anunciado na internet informava que o veículo pode transportar até 750 passageiros por dia em uma linha municipal na Zona Leste. O anunciante diz que a lotação tem “linha e cadastro Transcooper” e que o negócio sai por até R$ 296 mil, sendo dividido em uma entrada de R$ 140 mil mais 60 parcelas de R$ 2,6 mil.
Em resposta a uma das perguntas feitas pelos interessados, o vendedor informa que “está em dia” com a cooperativa, que o ponto é na Estação Itaquera do Metrô e que o percurso é pela Cidade Tiradentes, com “mais ou menos 50 minutos de ida e 50 minutos de volta”. O lucro, aponta ele, é de R$ 8,5 mil por mês explorando a lotação.
Procurado pelo G1, o anunciante não atendeu às ligações e não respondeu às mensagens deixadas em seu celular. O anúncio também foi encerrado após a equipe de reportagem tentar contato com o vendedor.
Tanto a placa quanto o número de registro dos micro-ônibus anunciados foram borrados da imagem pelos vendedores. “Quem for comprar, vai comprar gato por lebre, porque não vai conseguir nenhum veículo”, afirma o advogado da Transcooper.
Negociação proibida
A SPTrans afirma que são proibidas as negociações envolvendo linhas de ônibus em São Paulo, pois elas são concedidas pela Prefeitura. No caso das cooperativas, o poder público permite que os cooperados operem o sistema, o que não significa que as permissões e linhas possam ser vendidas.
“Não há proibição quanto à venda de veículos, desde que sejam descaracterizados como ônibus integrantes do sistema de transportes da capital”, afirma a SPTrans, em nota. A empresa diz que irá apurar as negociações e que, se for constatada ilegalidade, serão tomadas as medidas cabíveis.
Leilão de linhas
Os anúncios alarmaram o promotor Saad Mazloum, do Ministério Público. Ele pediu esclarecimentos à SPTrans e anexou dados sobre a venda a um inquérito aberto para investigar irregularidades no transporte municipal de São Paulo. “Isso é ilegal. Esse caso é recente, veio ao meu conhecimento agora. É algo que apenas confirma que os ônibus, que essa questão das linhas, elas estão sendo leiloadas, o que não pode acontecer”, disse.

Especialista em concessões e contratos, o advogado Ariosto Peixoto disse que a venda de linhas de ônibus e micro-ônibus é ilegal. “A autorização no caso de lotações é personalíssima. Não teria como fazer isso. Para abrir uma nova vaga, precisa de uma lista avaliada pela Prefeitura, tempo para abrir uma nova concessão”, analisa.

Texto Inicial: Adamo Bazani
Texto do G1 : Rafael Sampaio

Publicado em Notícia | Com a tag , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | 9 Comentários

GREVE DE ÔNIBUS: confira onde vai ter nesta sexta-feira

greve de ônibus

Em São Luís, a reunião entre empresários e sindicalistas terminou sem acordo nesta quinta-feira e novo encontro deve ser realizado nesta sexta-feira. Empresários não ofereceram novas propostas e dizem que isso só será possível se a Prefeitura de São Luís oferecer formas de compensar os aumentos nos salários e benefícios. Foto: Hilton Franco.

Reunião tenta acabar com greve de motoristas de ônibus em Salvador e em São Luís
Greve prejudica 1,3 milhão de pessoas por dia e provocou até o cancelamento de aulas, na Bahia. No Maranhão, mais de 600 mil pessoas estão sem ônibus. Em Osasco, na Grande São Paulo, houve acordo

ADAMO BAZANI – CBN

GREVE DE ÔNIBUS EM SÃO LUÍS:

Depois de mais de três horas, a reunião no Tribunal Regional do Trabalho, terminou sem acordo entre o SET – Sindicato das Empresas de Transporte de São Luís e o STTREMA – Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Maranhão.
Novo encontro entre as representações trabalhista e patronal deve ser realizado nesta sexta-feira, quando a greve de ônibus em São Luís chega ao seu quinto dia.
Os trabalhadores pedem aumento de 7% nos salários, inclusão de dependentes no plano de saúde e aumento do vale-alimentação de R$ 341 para R$ 450.
As empresas de ônibus não ofereceram nova proposta. Elas dizem que só podem fazer isso se a prefeitura de São Luís oferecer alternativas para manter o equilíbrio das viações. Isso não exclui, inclusive, aumento das passagens de ônibus.

GREVE DE ÔNIBUS EM SALVADOR:

greve de ônibus

Em Salvador, uma reunião nesta sexta-feira no Tribunal Regional do Trabalho vai tentar colocar fim à greve dos motoristas e cobradores de ônibus, que atinge mais de um milhão de pessoas e trezentas mil pessoas por dia. Até as aulas em várias instituições de ensino foram suspensas. Foto: Rafael Martins / Correio da Bahia

Uma reunião no Tribunal Regional do Trabalho da Bahia, nesta sexta-feira, dia 25 de maio de 2012, entre o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário da Bahia – Sinttroba – e as empresas de ônibus vai tentar acabar a greve nos transportes públicos que prejudica pelo menos 1,3 milhão de pessoas por dia em Salvador e municípios vizinhos.
A determinação da Justiça de operação de 40% da frota de ônibus durante o dia e de 60% nos horários de pico, das 5 h às 8 h, e das 17 às 20 h, não tem sido seguida pela categoria.
A multa estipulada é de R$ 50 mil contra o sindicato.
A greve de ônibus em Salvador prejudica até mesmo a área da educação.
Algumas escolas do ensino publico e instituições privadas de ensino superior tiveram de suspender as aulas pela dificuldade de acesso de professores e alunos.
O sindicato dos trabalhadores se defende dizendo que orientou os motoristas e cobradores a irem ao serviço, mas que eles se recusaram.
Os rodoviários pedem 13,8% de aumento salarial, plano de saúde para familiares, aumento no valor do tíquete-refeição de R$ 10,80 para R$ 15,00 e no número de folhas de 26 para 30 unidades.
As empresas de ônibus oferecem aumento de 4,88% para os salários e tíquetes.
Além do trânsito complicado, quem deseja se deslocar por Salvador e região Metropolitana, e não tem veículo próprio é obrigado a usar o transporte alternativo que cobra preços abusivos pelas passagens.
Alguns moto-taxistas, que antes cobravam R$ 2,00 por corridas curtas, agora só transportam os passageiros por R$ 10,00.

AUDIÊNCIA SOBRE GREVE DE ÔNIBUS EM OSASCO TEM ACORDO:

greve de ônibus

Ônibus ficaram boa parte da manhã parados nas garagens na região de Osasco, na Grande São Paulo, o que prejudicou cerca de 1,3 milhão de pessoas. Greve foi perdendo força e sindicato assinou acordo para aumento de salários de 7% aos motoristas e cobradores. Reprodução: Globo News.

Os responsáveis pelo Sincovero – Sindicato dos Condutores de Osasco e Região entraram em acordo após audiência no Tribunal Regional do Trabalho nesta quinta-feira, dia 24 de maio.
Os sindicalistas aceitaram um aumento salarial para os motoristas e cobradores de 7%, estabilidade de emprego por 90 dias e formação de uma comissão para discutir a jornada de trabalho e o intervalo com a condição de retorno às atividades nesta sexta-feira.
Inicialmente, os trabalhadores pediam reajuste de 15%, aumento no valor do tíquete refeição e protestavam contra o aumento do horário para refeição de 25 minutos para uma hora, conforme determina o Ministério do Trabalho, sem, no entanto, a diferença a mais ser remunerada como eram os 25 minutos.
Durante o dia, a paralisação que chegou a afetar 1,3 milhão de pessoas foi perdendo a força.
Todas as empresas voltaram a circular, com exceção da Viação Osasco, tanto a matriz na cidade como a filial em Carapicuíba, que não operou até a parte da noite desta quinta-feira.
Além de Osasco, foram atingidas as cidades de Carapicuíba, Jandira, Embu das Artes, Cotia, Itapevi, Barueri e parte da zona Oeste de São Paulo, que recebe linhas intermunicipais destas cidades.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

Publicado em Notícia | Com a tag , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | 4 Comentários