Cresce a importância das cooperativas de ônibus em São Paulo

cooperativas

Ônibus de cooperativas transportam em média mais pessoas por veículo que os carros das empresas. Números mostram aspectos positivos, como preferência pelas cooperativas, e negativos, como diminuição da frota disponível no sistema local.

Cresce importância das cooperativas nos transportes da Capital Paulista
Média de passageiros transportados por veículos aumentou, mas número de micro-ônibus diminuiu, assim como remuneração por pessoas atendidas também é menor para as cooperativas
ADAMO BAZANI – CBN
Nos últimos dez anos, a importância das cooperativas de transportes de passageiros em São Paulo aumentou, de acordo com dados da SPTrans – São Paulo Transportes, gerenciadora do sistema da Capital Paulista.
Segundo o órgão gestor, no ano de 2012, em média por veículo, as cooperativas transportaram mais pessoas que os ônibus das empresas do sistema de concessão, conforme revelou reportagem dos colegas Fabiana Cambricoli e Rafael Italiani no jornal Agora São Paulo, e que o Blog Ponto de Ônibus/Canal do Ônibus tomou a liberdade para acrescentar mais dados, outros números e outros contextos relacionados aos levantamentos da SPTrans e dos colegas.
Em 2012, a frota de cooperativas transportou 211 mil 754 passageiros por veículo enquanto as empresas de ônibus transportaram em média 183 mil 156 passageiros por carro.
Em números absolutos, no entanto, as companhias ainda atendem mais pessoas. Dos 2 bilhões 916 milhões 954 mil 960 atendimentos no ano passado, 1 bilhão 647 milhões 064 mil 166 foram por parte das viações no sistema estrutural e 1 bilhão 269 milhões 890 mil 794 foram atendimentos no sistema local, das cooperativas.
Vale ressaltar que os números não podem ser analisados isoladamente. Isso porque, na maior parte das vezes, quem usa os serviços das cooperativas também usa na mesma viagem os ônibus das empresas, já que o objetivo principal do sistema local é levar as pessoas até as linhas de ônibus maiores, corredores de ônibus, estações de trens da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos e estações do Metrô.
No entanto, apesar de ganhar importância nos serviços da Capital Paulista, as cooperativas recebem por passageiro, remuneração bem menor que das empresas de ônibus. Em média, o sistema de permissão (cooperativas) ganha R$ 1,41 por passageiro enquanto o sistema de concessão (empresas) recebe R$ 2,40, em média também.
A SPTrans justifica a diferença alegando que os custos das empresas são maiores e que as viações têm encargos, inclusive trabalhistas, que as cooperativas não possuem.
Para a SPTrans, o tipo de veículo operado pelas cooperativas, geralmente ônibus de pequeno porte e as linhas menores resultam em gastos menores em comparação às viações.
MAS O QUE EXPLICA ESSE CRESCIMENTO NO NÚMERO DE PASSAGEIROS TRANSPORTADOS POR VEÍCULO DAS COOPERATIVAS?
Existem fatos positivos e negativos que em geral são:
1) Muitas pessoas optam pela agilidade e flexibilidade que os ônibus de pequeno porte possuem (FATO POSITIVO)
2) O número de veículos e cooperativas de 2003 para 2012 caiu de 8 mil 7911 micro-ônibus para 5 mil 997 carros. Isso significa aumento da lotação em cada carro e diminuição do conforto, já que menos veículos estão transportando mais pessoas. (FATO NEGATIVO)
3) O porte dos veículos de cooperativas tem aumentado. Algumas possuem ônibus convencionais que podem atender 75 pessoas (FATO POSITIVO)
4) A extinção de muitas linhas de ônibus de longa distância que ligavam extremos de periferias até a região central (O LADO POSITIVO OU O LADO NEGATIVO DEPENDE DE CADA CASO. Por causa do trânsito, linhas muito longas hoje não são consideradas mais soluções de mobilidade. Entretanto, muitas destas linhas não foram cobertas pelas integrações entre cooperativas e empresas de ônibus e algumas poderiam continuar existindo).
5) Concentração dos serviços nas mãos de poucas cooperativas. Algumas delas possuem mais de uma garagem e frota muito superior a muita empresa. (SE É POSITIVO OU NEGATIVO, DEPENDE DE CADA CASO. Ao mesmo tempo que a concentração pode tirar o caráter de cooperativismo com donos de vários veículos numa mesma cooperativa, elas ganham estrutura operacional, de frota e de garagem semelhante à das viações.
6) Número de viagens: com uma reestruturação dos serviços em 2009, as linhas de cooperativas (com exceções, é claro) tendem a ser mais curtas. Assim, os veículos conseguem fazer mais viagens e transportar mais pessoas (FATO POSITIVO, pois este deve ser o papel de fato de um sistema local).
7) Informalização. Estima-se que quase 20 mil pessoas que atuam em cooperativas atual de maneira informal, sem direitos trabalhistas (FATO NEGATIVO CUJA SITUAÇÃO PRECISA SER REVERTIDA)

OS NÚMEROS:

Desde 2009, a média de passageiros transportado por veículo pelas cooperativas é maior que os atendimentos por ônibus das empresas. Mas desde 2003, quando o sistema foi legalizado pelo secretário de transportes Jilmar Tatto na gestão da prefeita Marta Suplicy, a frota das cooperativas vem caindo quase todos os anos. Hoje, na gestão de Fernando Haddad, Jilmar Tatto é novamente titular da pasta. Sua relação com as cooperativas sempre foi muito próxima.

2003 –
NÚMERO DE ÔNIBUS: 8 mil 791
NÚMERO DE “LOTAÇÕES”: 6 mil 502
MÉDIA DE PASSAGEIROS POR ÔNIBUS: 110 mil 859
MÉDIA DE PASSAGEIROS POR “LOTAÇÕES”: 34 mil 910

2004 –

NÚMERO DE ÔNIBUS: 8 mil 591
NÚMERO DE “LOTAÇÕES”: 6 mil 477
MÉDIA DE PASSAGEIROS POR ÔNIBUS: 132 mil 104
MÉDIA DE PASSAGEIROS POR “LOTAÇÕES”: 83 mil 776

2005 –
NÚMERO DE ÔNIBUS: 8 mil 397
NÚMERO DE “LOTAÇÕES”: 5 mil 993
MÉDIA DE PASSAGEIROS POR ÔNIBUS: 184 mil 715
MÉDIA DE PASSAGEIROS POR “LOTAÇÕES”: 160 mil 940

2006 –
NÚMERO DE ÔNIBUS: 8 mil 356
NÚMERO DE “LOTAÇÕES”: 6 mil 405
MÉDIA DE PASSAGEIROS POR ÔNIBUS: 187 mil 828
MÉDIA DE PASSAGEIROS POR “LOTAÇÕES”: 170 mil 431

2007 –
NÚMERO DE ÔNIBUS: 8 mil 539
NÚMERO DE “LOTAÇÕES”: 6 mil 372
MÉDIA DE PASSAGEIROS POR ÔNIBUS: 186 mil 258
MÉDIA DE PASSAGEIROS POR “LOTAÇÕES”: 179 mil 144

2008 –
NÚMERO DE ÔNIBUS: 8 mil 835
NÚMERO DE “LOTAÇÕES”: 5 mil 880
MÉDIA DE PASSAGEIROS POR ÔNIBUS: 196 mil 295
MÉDIA DE PASSAGEIROS POR “LOTAÇÕES”: 187 mil 345

2009 –
NÚMERO DE ÔNIBUS: 8 mil 917
NÚMERO DE “LOTAÇÕES”: 5 mil 979
MÉDIA DE PASSAGEIROS POR ÔNIBUS: 191 mil 643
MÉDIA DE PASSAGEIROS POR “LOTAÇÕES”: 193 mil 031

2010 –

NÚMERO DE ÔNIBUS: 9 mil
NÚMERO DE “LOTAÇÕES”: 6 mil 003
MÉDIA DE PASSAGEIROS POR ÔNIBUS: 190 mil 330
MÉDIA DE PASSAGEIROS POR “LOTAÇÕES”: 200 mil 391

2011 –
NÚMERO DE ÔNIBUS: 8 mil 900
NÚMERO DE “LOTAÇÕES”: 6 mil 008
MÉDIA DE PASSAGEIROS POR ÔNIBUS: 192 mil 145
MÉDIA DE PASSAGEIROS POR “LOTAÇÕES”: 204 mil 852

2012 –
NÚMERO DE ÔNIBUS: 8 mil 975
NÚMERO DE “LOTAÇÕES”: 5 mil 997
MÉDIA DE PASSAGEIROS POR ÔNIBUS: 183 mil 517
MÉDIA DE PASSAGEIROS POR “LOTAÇÕES”: 211 mil 754

O RAIO X DA FROTA DE 2012:
O número mostra um crescimento no número de veículos de maior porte nas cooperativas.

MICRO-ÔNIBUS (Capacidade para 21 passageiros)
Empresas de Ônibus: 28 veículos
Cooperativas de Transportes: 02 veículos

MINIÔNIBUS (Capacidade para 40 passageiros):
Empresas de Ônibus: nenhum
Cooperativas de Transportes: 3 mil 988 veículos

MIDIÔNIBUS – MICRÃO (Capacidade para 53 passageiros)
Empresas de Ônibus: 25 veículos
Cooperativas de Transportes: 1 mil 106 veículos

ÔNIBUS BÁSICO (Capacidade para 75 passageiros)
Empresas de Ônibus: 3 mil 389 veículos
Cooperativas de Transportes: 891 veículos

ÔNIBUS PADRON (Capacidade entre 83 passageiros e 110 passageiros – no caso de veículos de 15 metros)
Empresas de Ônibus: 3 mil 774 veículos
Cooperativas de Transportes: nenhum

ÔNIBUS PADRON ELÉTRICO HÍBRIDO (Capacidade para 90 passageiros)
Empresas de Ônibus: 13 veículos
Cooperativas de Transportes: nenhum

ÔNIBUS ELÉTRICOS COM FIAÇÃO DE REDE AÉREA – TRÓLEBUS (Capacidade para 88 passageiros e 110 passageiros no caso dos veículos de 15 metros):
Empresas de Ônibus: 190 veículos
Cooperativas de Transportes: nenhum

ÔNIBUS ARTICULADOS (Capacidade para 120 e 170 passageiros)
Empresas de Ônibus: 1 mil 315 veículos
Cooperativas de Transportes: nenhum

ÔNIBUS BIARTICULADOS (Capacidade entre 190 e 270 passageiros)
Empresas de Ônibus: 259 veículos
Cooperativas de Transportes: nenhum

Vale ressaltar que o número de veículos pode variar de acordo com as renovações e frota e a capacidade de cada tipo de ônibus também varia de acordo com a configuração interna
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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Ministério Público promete fazer a limpa nos transportes do Rio Grande do Sul

ônibus

Ônibus no Rio Grande do Sul. Ministério Público do Estado promete passar a limpo os transportes em mais de 70 cidades

Ministério Público vai investigar transportes em 70 cidades do Rio Grande do Sul
Suspeitas vão desde irregularidades em licitações até abusos nas tarifas.
ADAMO BAZANI – CBN
O Ministério Público Estadual no Rio Grande do Sul promete fechar o cerco às irregularidades de empresas de ônibus.
Os promotores vão investigar a situação em cerca de 70 municípios com mais de 30 mil habitantes.
E as suspeitas de irregularidades são diversas, indo desde descumprimento de contratos a até mesmo abuso na cobrança do valor das tarifas ou fraudes nos processos de licitação para privilegiar determinados grupos de empresas de ônibus.
Constatadas as irregularidades, os promotores podem fazer Recomendações, Termos de Ajustamento de Conduta ou mesmo moverem ações contra prefeituras, secretarias de transportes e empresas de ônibus.
Os promotores foram orientados pela procuradoria em relação aos possíveis questionamentos e sobre os pontos principais que devem ser investigados para os trabalhos não perderem o foco dos trabalhos.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

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No Dia Mundial do Rock, o ônibus do Rei

ônibus elvis

Flxible usado pro Elvis Presley, o rei do Rock, em turnê. Modelo semelhante rodou pelo Brasil na Expresso Brasileiro, na concorrida e polêmica linha Rio – São Paulo. Reprodução.

No dia do Rock, o ônibus de Elvis Presley
Considerado Rei do Rock, cantor usou modelo que teve fama internaciona . No Brasil foi operado pela Expresso Brasileiro Viação Ltda.
ADAMO BAZANI – CBN
Ônibus é Rock in Roll.
E no Dia Mundial do Rock, este veículo não pode ser esquecido.
Quantas bandas e cantores percorreram mundo afora milhares de quilômetros em ônibus que não se tornaram apenas meios de transportes, mas casas, estúdios e, pelas paisagens das janelas, locais de inspiração.
Mas uma história chama atenção pelos laços indiretos com o Brasil.
Trata-se de Elvis Presley que em 1959, para fazer sua turnê, comprou um ônibus Flxible VL 100.
O veículo, na época, era digno de transportar um rei. Com 14 toneladas, o ônibus possuía 190 cavalos de potência. Próximo a área do motorista, havia um assento basculante, como se fosse para co-piloto. O ônibus tinha poltronas com inclinação tipo leito, tocador de fita cassete estéreo (um luxo na época e que muitos jovens sequer sabem o que é isso), despertador digital e termômetros indicando a temperatura interna e a temperatura externa do veículo.
O veículo possuiu uma cozinha com fogão e churrasqueira elétricos, geladeira, triturador de lixo, torradeira, pia de aço inoxidável e armários.
Havia também uma sala de estar com poltronas giratórias e um sofá. O sofá poderia ser aberto e transformado numa cama de casa.
O banheiro tinha até chuveiro e na parte traseira, havia um quarto, isolado por portas e divisórias sólidas, com uma cama bem ampla e armários.
De acordo com sites especializados em Rock, Elvis circulou por boa parte nos Estados Unidos com este ônibus até 1967.
E a história conta uma curiosidade: em alguns momentos, ele às vezes dirigia o ônibus. Seria o rei do Rock um busólogo?
Para não chamar a atenção, o ônibus não recebeu nenhuma pintura especial ou mesmo nenhuma alusão a Elvis.
No ano de 1968, Elvis vendeu o ônibus para Herb Shriner, um artista que era conhecido como “Hoosier Hotsht”. Mas Herb e a mulher morreram num acidente antes de usar este ônibus.
De acordo com informações sobre a biografia de Elvis, no final de 1970, o ônibus foi comprado por Crowell projetos para ser utilizado em viagens de negócios.
Neste ano, o ônibus teve um pequeno incêndio e teve o interior remodelado com os itens de luxo citados.
O treinador Angola Co., que fazia trabalhos personalizados para artistas, adquiriu o ônibus em 1971, e usou-o para exibições. O ônibus foi comprado pelo seu atual proprietário em 12 de agosto de 1977, pouco antes da morte de Elvis. Ele está emprestado para exposição aqui em Graceland.
Há uma versão que dá conta que o ônibus foi usado mais pelo amigo JD Summer que por Elvis. Mas o veículo era do rei do Rock.
No Brasil, o Flxible marcou as estradas com a Expresso Brasileiro Viação Ltda. Para fazer frente à sua concorrente Viação Cometa na linha Rio – São Paulo, que havia importado os GMPD 4104, a Expresso em 1958 importou cerca de 30 unidades do modelo.
Para isso, fez altos investimentos e se desfez de parte de frota. Mas os ônibus ficaram por pelo menos dois anos parados por problemas alfandegários. Isso trouxe um abalo financeiro que fez com que Manoel Diegues, fundador da Expresso, desanimasse do negócio anos depois.
Há versões de que a retenção dos ônibus teve influência da Viação Cometa numa jogada desleal com a concorrente. Já há quem defenda que a importação teve irregularidades de fato. Para incentivar a indústria nacional, o governo federal restringiu a vinda de veículos montados do exterior e os ônibus da Expresso teriam sido importados como equipamentos náuticos.
No dia Rock, muita história e onde há história, há com certeza, ônibus no meio
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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Grana vai se reunir com EMTU para evitar sobreposições e em agosto 75 ônibus novos em Santo André

ônibus

Ônibus em Santo André. Frota terá 75 ônibus novos em agosto e prefeitura vai negociar com EMTU fim de sobreposições de linhas. Foto: Adamo Bazani

Grana vai se reunir com EMTU para evitar sobreposições em Santo André
Até metade de agosto, 75 novos ônibus serão colocados em circulação na cidade
ADAMO BAZANI – CBN
O prefeito de Santo André, Carlos Grana, e autoridades de trânsito e transportes do município devem se reunir nas próximas semanas com representantes da EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos para readequar as linhas intermunicipais que passam pela cidade.
O objetivo é diminuir as sobreposições de linhas e auxiliar na fluidez do trânsito, principalmente na região central de Santo André.
A cidade hoje possui 404 ônibus municipais e é atendida por cerca de 750 intermunicipais.
Como já havia adiantado o Blog Ponto de Ônibus/Canal do Ônibus, a cidade vai receber 75 novos veículos.
Até a metade de agosto deve ser concluída esta primeira etapa de renovação, que vai significar a troca de cerca de 18% da frota circulante.
A maior parte será de tamanho convencional de 13 metros de comprimento e três portas, com motorização dianteira, elevador para cadeira de rodas, bancos especiais para portadores de deficiências, idosos, obesos e gestantes.
As primeiras unidades, modelo Caio Apache Vip III, motor Mercedes Benz OF 1721 Euro V, que já segue as mais recentes normas de restrição à emissão de poluentes, já estão na garagem da Viação Guaianazes, do Grupo de Ronan Maria Pinto.
Também haverá um acréscimo de 20% na frota da cidade.
O paço municipal deve concluir uma pesquisa de origem e destino no mês de novembro, o que vai provocar mudanças em parte das 48 linhas municipais.
Com a implantação do Bilhete Único, dede junho, a iniciativa da prefeitura é reduzir as linhas sobrepostas e fazer com que menos ônibus sigam até a região central. Para o passageiro, ainda segundo o poder público, não haverá prejuízos já que ele pode trocar de linha de ônibus nos bairros sem pagar uma passagem a mais.
O Bilhete Único de Santo André dá direito ao uso de três linhas de ônibus num mesmo sentido de viagem por uma hora e meia.
No sentido da volta, é necessário pagar nova passagem, mesmo se o retorno for feito antes do prazo de uma hora e meia.
Desde 10 de junho até a semana passada, foram realizadas 282 mil integrações com o Bilhete Único, o que representa 5,4% das viagens na cidade de Santo André.
Além do sistema de Vila Luzita, as linhas que mais concentraram integrações com o Bilhete Único foram B 51, B 11, B 64 e T 25.
Até o final do ano, a prefeitura pretende possibilitar a recarga do Bilhete Único pela internet e credenciar estabelecimentos comerciais como pontos de recarga, como farmácias, mercados e bancas de jornais.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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Mauá promete audiências públicas sobre transportes

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Prefeito Donisete Braga, de Mauá, recebe representantes de movimentos sociais e promete tornar públicas planilhas dos transportes coletivos na cidade. Foto: Roberto Mourão – Assessoria de Imprensa Prefeitura de Mauá.

Mauá anuncia audiências públicas para transportes
Prefeitura reconhece diferença de qualidade entre empresas operadoras e promete informar planilhas aos passageiros
ADAMO BAZANI – CBN
A Prefeitura de Mauá, na Grande São Paulo, deve realizar a partir do mês de agosto 14 audiências públicas para discutir o transporte público na cidade. As planilhas dos transportes devem ser apresentadas nestas audiências.
A promessa foi feita pelo prefeito Donisete Braga que recebeu Leandro Hernandez Felipe, Rodrigo Syerrah e Vinícuis Zomparelli, representantes de movimentos sociais que pedem melhorias na saúde, educação, transporte e redução no valor das passagens de ônibus.
Donisete explicou no encontro que as tarifas já foram reduzidas de R$ 3,30 para R$ 3,00 e que não são possíveis novas reduções.
Ele disse, no entanto, que com a aprovação pela Câmara Municipal, a integração entre os ônibus municipais e a CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos deu mais um passo para se concretizar.
A integração será custeada pelas passagens pagas pelos usuários e os valores devem ser definidos após estudos da CPTM e do poder público municipal. O dinheiro irá para uma câmara de compensação operada pela CPTM e pela empresa responsável pelo cartão “Da Hora”, denominada PK 9.
Os investimentos nos validadores das catracas serão a cargo das empresas operadoras Viação Cidade de Mauá (lote 01) e Leblon Transporte de Passageiros (lote 02).
A prefeitura estuda a possibilidade de um novo modelo gestão de transportes e, apesar de reconhecer que todos os serviços devem ser melhorados, aponta a diferença de qualidade operacional entre as empresas de ônibus. Enquanto a Leblon Transporte, segundo a Prefeitura, realiza investimentos na frota e nos serviços, a Viação Cidade de Mauá lidera o número de reclamações quanto à qualidade dos ônibus e não cumprimento de horários e partidas.
A Leblon afirma que pretende continuar os investimentos na cidade e que está em constante diálogo com o poder público para melhorar os serviços. O empresário Baltazar Júnior, da Viação Cidade de Mauá, afirmou que pretende trazer 40 ônibus novos para os serviços e que é maior o índice de cumprimento de horários.
O prefeito disse ainda que no segundo semestre deve criar a Mauá Trans, gerenciadora de transportes públicos da cidade.
O paço negou uma suposta guerra entre empresas de ônibus e prefeitura.
As companhias se defendem administrativamente de uma auditoria que apontou problemas no sistema de bilhetagem.
Ainda não foi concluída a análise da defesa das empresas por parte do paço.
Sobre uma eventual nova licitação do sistema, a prefeitura não descarta a possibilidade, mas neste momento o assunto é considerado especulação.
“Nossa visão é mais ampla do que a simples redução da tarifa. Queremos oferecer um novo modelo de transporte coletivo para a cidade e os reflexos dessa mudança deverão ser sentidos pela população até o final deste ano”, afirmou Donisete Braga, em nota à imprensa
Um grupo de militantes populares deve realizar um novo ato no centro de Mauá neste sábado, dia 13 de julho. Entre as pautas: redução do valor da passagem para R$ 2,90, perigos da volta do monopólio dos transportes, mesmo que de forma velada, melhoria nos serviços das duas atuais empresas de ônibus e transaparência do poder público nas relações com as companhias.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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Justiça Federal determina que ANTT inicie licitação de linhas rodoviárias em 10 dias

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Ônibus interestadual. Justiça obriga ANTT publicar edital de licitação. Foto: Adamo Bazani

Justiça Federal determina que a ANTT licite 2 mil linhas de ônibus interestaduais
Total afeta linhas operadas de maneira irregular desde 2008, segundo o Ministério Publico Federal.
ADAMO BAZANI – CBN
A Justiça Federal determinou na manhã desta sexta-feira, dia 12 de julho, que a ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres publique em dez dias o edital de licitação de linhas de ônibus rodoviárias interestaduais e internacionais com trajeto superior a 75 quilômetros de extensão.
De acordo com a Justiça, cerca de duas mil linhas operam desde 2008 de maneira irregular, sem contrato válido judicialmente.
ANTT e empresas de ônibus brigam desde 2008 em torno da licitação e divergem em vários pontos, como a divisão do sistema em 18 grupos e 60 lotes e não concordam com a dimensão da frota. A Abrati, que representa as empresas, diz que o ideal é cerca de 13 mil ônibus e a ANTT calcula cerca de 7 mil veículos. As empresas também são remuneradas por veículos.
No ano de 2011, o Ministério Público Federal moveu uma ação exigindo uma licitação para que haja transparência na concessão e na operação dos serviços.
Em 1993, o Governo Federal por decreto assinou contratos de permissões válidos por 15 anos, prazo que acabou em 2008.
Há possibilidade de recurso da decisão.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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Sindicato dos Motoristas de Ônibus quer Polícia nas eleições

ônibus

Por causa de briga sindical, já houve assassinatos, tiroteio, tumultos e terminais fechados. Entidade movimenta muito dinheiro. Foto: Uol

Sindicato dos Motoristas de SP quer acompanhamento da Polícia nas Eleições
Jorginho em entrevista coletiva confirma que representação sindical é cercada de violência
ADAMO BAZANI – CBN
O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de São Paulo – Sindmotoristas- vai enviar ofícios para a Polícia Militar, Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Secretaria Municipal dos Transportes, Ministério da Justiça e para o gabinete do Governador Geraldo Alckmin para que as eleições previstas para os dias 25 e 26 de julho sejam acompanhadas por forças de segurança.
Por causa das eleições, que deveriam ocorrer nos dias 10 e 11 de julho, o passageiro e os trabalhadores sofreram.
Na manhã do dia 10, a ala de oposição fechou 16 terminais de ônibus afetando 500 linhas e 750 passageiros.
À noite, a sede do sindicato, na Liberdade, região central de São Paulo, virou uma verdadeira Praça de Guerra, com bombas, tiros e pancadaria.
O atual presidente do Sindimotoristas Isao Hosogi, o Jorginho, confirmou em entrevista pela manhã desta sexta-feira que as disputas sindicais são violentas. Ele contabilizou nos últimos anos, cerca de 20 assassinatos de diretores.
Jorginho é presidente da entidade desde 2004. Ele também quer o acompanhamento da imprensa e do Ministério Público Estadual no processo de eleições.

BRIGA SINDICAL ENVOLVE MILHÕES DE REAIS:

Definitivamente a briga pelo controle do Sindimotoristas – Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de São Paulo não tem como principais motivos questões ideológicas ou a sede pela representatividade de uma categoria.
O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus em São Paulo movimenta por ano milhões de recursos.
Mas reportagem do jornal O Estado de São Paulo relembra uma série de denúncias sobre movimentações ilegais de muito dinheiro por parte da atual diretoria do Sindicato e da ala de oposição.
Presidente do Sindicato desde 2004, Isao Hosogi, o Jorginho, é acusado pelos adversários de desviar R$ 500 mil por mês de contratos de planos de saúde, compras de cestas básicas e convênios com farmácias, mercados e outros estabelecimentos. Assassinatos de sindicalistas e de motoristas nas portas das garagens foram atribuídos a esta denúncia.
Jorginho teria, segundo a oposição, uma casa de alto padrão em Itanhaém e outra em Ilha Bela, no Litoral de São Paulo, além de um patrimônio de R$ 16 milhões.
Já a situação acusa os oposicionistas de diversas irregularidades e envolvimento em vários crimes.
Um dos “cabeças” de chapa de oposição, “Valdevan Noventa” há cerca de cinco meses, antes de romper com Jorginho, era diretor justamente de finanças do sindicato.
Ele foi investigado por suspeita de “lavar” dinheiro do tráfico de drogas da favela do “Paraisópolis” em lotações da cidade de Taboão da Serra.
O vice dele, Edivaldo Santiago, que esteve à frente de uma das maiores greves de ônibus da cidade de São Paulo, era parceiro de Jorginho. Ele também é suspeito de enriquecimento ilícito.
Há ainda poucas investigações sobre a atuação de sindicalistas.
Também há suspeitas de relacionamentos irregulares, onde o dinheiro fala alto, entre o Sindicato e funcionários de diversos escalões da SPTrans, da Secretaria Municipal de Transportes e até de empresas de ônibus.
A “caixinha” de R$ 5 mil para pretendentes a vagas em diversas funções na Via Sul Transportes, envolvendo membros do sindicato, nunca foi levada a sério pelas autoridades responsáveis por investigações.
Nos últimos dois anos, há registros de pelo menos 19 mortes com suspeitas de envolvimento direto em questões do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus.
Pelo imposto sindical, a receita é de R$ 1,4 bilhão.
Nos últimos dois dias, o Sindmotoristas (oposição e situaçção) protagonizou cenas lamentáveis.
Na noite desta quarta-feira, a retirada de urnas na sede da entidade, na Liberdade, região central de São Paulo, foi marcada por tiroteio, bombas e muita agressão.
Na manhã do mesmo dia, a briga sindical prejudicou os passageiros. A ala de oposição fechou 16 terminais de ônibus, prejudicou cerca de 500 linhas e 750 mil passageiros.
Todas estas cenas, podem esconder uma verdadeira indústria que movimenta mais dinheiro do que muitas empresas que não gozam dos privilégios fiscais concedidos aos sindicatos.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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