VENDA DE ÔNIBUS: MERCEDES BENZ BATEU RECORDE DE PRODUÇÃO DE TODA A HISTÓRIA

ônibus

Monobloco O 321, o primeiro ônibus desta configuração da Mercedes Benz no Brasil. Modelo O 321 foi lançado em 1958 e fez com que o País entrasse de fato na era dos ônibus de fato e não de chassis de caminhão encarroçados para passageiros. A produção de monoblocos foi descontinuada, mas Mercedes Benz continuou liderando mercado de ônibus.

Mercedes bate recorde histórico em venda de ônibus no Brasil
Foram 1.785 unidades neste mês de maio, o maior resultado mensal em toda a história da fabricante em São Bernardo do Campo

ADAMO BAZANI – CBN

No mês de maio de 2011, a Mercedes Benz do Brasil bateu um recorde histórico na produção de ônibus. Foram fabricados, de acordo com a empresa, 1.785 chassis entre micros, urbanos, articulados e rodoviários.
A maior parte se refere a veículos urbanos, que aquecem o mercado de transportes.
Várias empresas têm renovado a frota dentro de suas programações e as licitações e renovações de contrato têm também estimulado a renovação das frotas nas cidades.
Mas o fato de em janeiro de 2012 só poderem ser comercializados ônibus dentro das novas normas da fase 7 do Proconve – Programa Nacional de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores – P7, que são mais rigorosas em relação à redução de emissão de poluentes, também agita o mercado de ônibus.
Isso porque os veículos que atendem os parâmetros do P7, baseados nas normas Euro V, devem ser até 10% mais caros que os ônibus atuais. Sendo assim, as empresas têm antecipado a renovação das frotas.
Além do preço, o empresário de ônibus, muito conservador, em sua maioria não quer ser o primeiro a “testar” a novidade do Euro V. Se algum problema aparecer ou alguma adaptação tiver de ser feita, quando ele comparar o ônibus, tudo deve estar mais definido.
O número de 1.785 ônibus é o maior mensal de toda a história dos 54 anos de Mercedes Benz do Brasil e representa aumento de produção de 16,7% em relação ao mês de maio do ano passado.
O recorde anterior foi alcançado em junho de 2010, quando foram produzidos 1.707 ônibus.
Neste ano, a Mercedes Benz já vendeu cerca de 7 mil chassis de ônibus.
O ano de 2011 deve ser um dos melhores para a indústria de ônibus no Brasil.
Além das antecipações da renovações de frota, contratos novos nas cidades, os eventos esportivos mundiais previstos para 2014 e 2016, a licitação das mais de 2 mil linhas de ônibus interestaduais e internacionais pela ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres – deve aumentar o número de produção de ônibus.

HISTÓRIA DOS ÔNIBUSD DA MERCEDES BENZ:

Com 54 anos de atuação no Brasil, a Mercedes Benz consolidou o tipo de ônibus Monobloco, um veículo com chassi, motor e carroceria formando um mesmo bloco.
A introdução do primeiro veículo deste tipo no País, em 1958, foi considerado o início da produção de ônibus de fato no Brasil. Isso porque até então, os veículos de transportes coletivos se resumiam em carrocerias afixadas sobre chassis de caminhão.
Antes da Mercedes Benz, a General Motors, em São Caetano do Sul, no ABC Paulista, montava um modelo Monobloco. O veículo não teve, no entanto, a mesma participação no mercado como o Monobloco da Mercedes Benz,
Acompanhe algumas datas que marcaram a história do ônibus da fabricante no Brasil.

1956: A Mercedes Benz se instala no Brasil, no município de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. A inauguração ocorreu no dia 28 de setembro de 1956 com a presença do então presidente Juscelino Kubitschek. Neste ano, a Mercedes Benz começou a fabricar o chassi de ônibus LP 312.

1958: O Brasil entrava na era dos monoblocos da Mercedes Benz e dos “ônibus de fato”. O primeiro veículo com estas características, que ofereciam mais conforto aos passageiros e trabalhadores do setor de transportes, foi o Monobloco O 321 H.

1960: O chassi LP 1111 é usado para ser encarroçado por ônibus.

1961: O Brasil, que até esta época importava ônibus, começou a exportar os veículos de transportes coletivos. E o modelo foi o pioneiro O 321. Neste ano foram, por exemplo, 380 ônibus na Argentina.

1966: Foram lançados os monoblocos interurbanos O 326

1969: Com inovações, era a vez do Monobloco O 352 entrar no mercado. Também se consolida no mercado o LPO 1113, com eixo dianteiro avançado, mais próximo ao parachoque e antes da porte, e o OF 1113, com eixo dianteiro mais recuado com a primeira porta antes deste eixo.

1970: Com o crescimento urbano desigual, com cidades apresentando evolução no sistema viário e outras ainda engatinhando, foi necessária a ampliação na variedade de ônibus para as mais diversas condições de tráfego. Neste ano foram lançados o OF 1313 (motor dianteiro) e o OH 1313 (motor traseiro).

1971: Lançamento oficial do ônibus monobloco urbano e interurbano O 362

1972: É apresentando ao mercado o Monobloco O 355 e o chassi do O 362 para encarroçamento.

1978: A família de monoblocos é renovada. Surge o O 364 urbano ou rodoviário com inovações tecnológicas e design mais moderno, com linhas mais retas e maior visibilidade. A produção de ônibus é realizada em Campinas, no Interior de São Paulo.

1984: Mais uma renovação na família dos Monoblocos. O O 370 traz novas linhas e têm espaço interno maior.

1985: Apresentada uma versão mais potente do popular e bem sucedido OF 1113, o OF 1115.

1987: A linha O 370 precisa de aperfeiçoamentos, o que deu origem à família de Monoblocvos O 371. Com a crise do Petróleo do final dos anos de 1970 e a maior conscientização de que o mundo não poderia depender de uma fonte de combustível para veículos automotores. O desenvolvimento de novas tecnologias de combustíveis alternativos ganha mais espaço frente a esta realidade. A Mercedes em 1987 apresenta o ônibus de motor traseiro OH 1315 a gás natural.

1988: Os chassis OF 1315 e OF 1318 são lançados e logo se tornam populares no mercado de urbanos. Para configurações de motor traseiro, é oferecido o chassi OH 1318.

1992: Os monoblocos O 371 ganham mais versões. Em 1992 são apresentados os modelos O 371 RSL (rodoviário) e o urbano UL. O chassi de motor dianteiro OF 1618 é apresentado ao mercado.

1994: Lançada última linha de monoblocos, o O 400. Neste mesmo ano, a Mercedes apresenta o ônibus de motor frontal OF 1620. Uma opção de potência para motor traseiro foi neste ano o OH 1635.

1997: Os ônibus OH 1621L ampliam participação no mercado.

1998: Os ônibus entram na era da motorização eletrônica. O primeiro modelo da Mercedes Benz com esta característica é o veículo de motor dianteiro OF 1417. Neste mesmo ano, foi apresentado o OF 1721, de motor dianteiro, mais potente.

1999: A lista de chassis com motores traseiros se amplia com o laçamento do OH 1628L

2000: A unidade de Campinas deixa de produzir ônibus que voltam a ser concentrados em São Bernardo do Campo – SP.

2001: Com a aposentadoria dos Monoblocos, pelo fato de o mercado achar a aquisição destes veículos e a manutenção mais caras, é lançada a série O 500.

2003: O lançamento do chassi OF 1418 torna-se opção para ônibus do tipo midi (micrão) ou de configuração menor que o convencional.

2004: São lançados os ônibus O 500 RS e O 500 RSD (de três eixos) para aplicações rodoviárias. Neste mesmo ano, chega ao mercado o Mercedes Benz OF 1722 M, ônibus de motor dianteiro.

2005: A demanda por ônibus de pequeno porte cresce no mercado com a popularização dos serviços de micro-onibus nas cidades no lugar de veículos convencionais. Neste ano, a Mercedes apresenta os chassis para ônibus menores LO 712 e LO 812.

2006: A família O 500 se amplia. São apresentados o O 500 M e os articulados O 500 MA (piso convencional) e O 500 UA (piso baixo).

2008: Apresentado o ônibus para estilo midi, que conquistou maios mercado ainda, inclusive no segmento urbano, OF 1218.

2010: Apresentados os chassis O 500 RSDD (com 4 eixos, indicado para ônibus de dois andares rodoviários) e ônibus com motor dianteiro de 300 cavalos, o OF 1730.

2011: Mercedes Benz apresenta a tecnologia BlueTec 5, com ônibus e caminhões que emitem menos poluentes para atenderem as normas do Proconve (Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores) P 7, baseadas nos padrões Euro V, de redução de gases nocivos. Os veículos devem começar a ser vendidos em 2012 por determinação legal.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

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4 respostas para VENDA DE ÔNIBUS: MERCEDES BENZ BATEU RECORDE DE PRODUÇÃO DE TODA A HISTÓRIA

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa tarde

    Esse 321 Super B, é um design, inesquecível.

    Se a Mercedes puder contar a historia do desenvolvimento
    deste design, eu ficarei muito contente.

    Grato

    Paulo Gil

  2. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa tarde.

    Como dito na matéria acima:

    ” Isso porque os veículos que atendem os parâmetros do P7, baseados nas normas Euro V,
    devem ser até 10% mais caros que os ônibus atuais.”

    Tudo explicado, nada de conservadorismo, a questão é uma só, ou uma,
    EURO V, é 10% mais caro.

    Assim ainda vamos engolir muita fumaça, afinal, nova renovação só
    após os 10 anos de uso – 2021.

    Grato

    Paulo Gil

  3. Roberto SP disse:

    Além dos fatores apontados pelo companheiro Paulo Gil, não podemos esquecer que 2012 será um ano eleitoral, infelizmente muitas prefeitura irão usar ônibus novos como “outdors”, ou seja, a renovação de frotas será usada como moeda eleitoral. Em relação ao fato de a MBB ter deixado de fabricar os monoblocos penso que foi precipitação da montadora, pois poderiam ter tentado desenvolver um produto mais enxuto e ao mesmo tempo introduzir aqui alguns modelos europeus como Cítaro (urbano), Travego e Setra(rodoviários) , posso estar enganado mas seriam muito competitivos e de certo modo poderiam dar outros rumos para a industria nacional, enfim podemos observar que os monoblocos MBB ainda estão muito presentes no dia a dia e muitos operadores tem saudades deles. Forte abraço

  4. Decio Oliveira disse:

    Não sei se voces notaram, mas esta é uma foto histórica. Este ônibus da foto, o nro 902 juntamente com o 901, foram os dois primeiros monoblocos entregues para a Viação Cometa, especialmente para a linha São Paulo – Itapetininga em 1958. Vejam que esta unidade ainda nao conta com a capelinha no teto, e o itinerário está pintado diretamente na lataria. Fazia anos que eu procurava por esta foto.

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