OS 60 ANOS DA RODOVIA PRESIDENTE DUTRA

rodovia Presidente Dutra

Obras de duplicação da Rodovia Presidente Dutra, inaugurada em 1951, mas que teve a duplicação só concluída em 1967. Ao fundo um Monobloco Mercedes Benz e um Ciferal Scania da Viação Cometa

Uma senhora de 60 anos com toda a vitalidade
Rodovia mais importante do País torna-se sexagenária com muita história para contar e disposição de sobra para continuar fazer o Brasil crescendo

Adamo Bazani – CBN
Mesmo ainda a ferrovia sendo uma das principais ligaÇões entre São Paulo e Rio de Janeiro até os anos de 1950 e a ponte aérea entre as duas cidades já sendo nos anos de 1940 uma das mais movimentadas do mundo, o Brasil demonstrava que cresceria pelas estradas.
Um dos fatores seria a opÇão política, de governo que desde Washington Luis que concordavam com a máxima dita por este presidente nos anos de 1920, que Governar é Abrir Estradas, até Juscelino Kubitscheck, que ao incentivar a indústria automotiva no Brasil, criou um política rodoviarista.
Além desta opÇão, a forma como se deu o desenvolvimento das cidades, de maneira desigual e muito rápida em algumas regiões, não permitia que toda a malha de transportes, de carga ou de passageiros, fosse ferroviária.
Os trens foram deixando de figuram como principais meios transportadores do Brasil.
Rio de Janeiro, ainda capital da República, se desenvolvia urbanisticamente e recebia toda a estrutura moderna necessária para ser o centro das decisões políticas. São Paulo, por sua vez, desde o final dos anos de 1860, ironicamente por conta da ferrovia, mostraria que seria a megalópole que se tornou. Investimentos industrias por conta dos transportes e da estrutura de serviÇos cresciam década a década, até a cidade se tornar numa das mais importantes da América Latina.
Não somente o Rio de Janeiro e São Paulo cresciam, como também suas cidades vizinhas, das chamadas Regiões Metropolitanas, e do Interior Paulista, como do Vale do Paraíba.
A ligaÇão rodoviária criada pelo governo das estrada, Washington Luis, em 5 de maio de 1928 já não dava conta da demanda de veículos e também do tamanho deles. Ônibus e caminhões, por causa do maior número de passageiros e cargas transportadas se tornavam maiores e as curvas fechadas e estreitas mais perigosas.
Desde os anos de 1940, já era planos do Governo Federal refazer o trajeto entre São Paulo e Rio de Janeiro e investir pesado em estradas. No ano de 1946, por exemplo, foi criado, para este objetivo o Fundo Nacional Rodoviário.
Em 19 de janeiro de 1951, com a participaÇão do presidente Eurico Gaspar Dutra era inaugurada a Rodovia Presidente Dutra, até então a BR 02, com uma solenidade em Lavrinhas, no Interior de São Paulo. As obra reduziu a distância entre as duas capitais em 11 quilômetros. A duplicação da Dutra só foi concluída em 1967.
Foram gastos para a obra 1,3 bilhão de cruzeiros, uma quantia elevadíssima eq eu fez muitos desconfiarem da obra. Mas até hoje, em contrapartida, ela transporta quase metade do Produto Interno Bruto Brasileiro.
Sua inauguração representou grandes avanços para o setor de transportes de passageiros por ônibus. A Viação Cometa inaugurou sua ligação entre Rio – São Paulo com os Twin Coach concomitantemente com a inauguração da Dutra.
Foi na Dutra que ocorrerm grandes concorrências entre empresas rodoviárias, como Cometa e Expresso Brasileiro, que significaram desenvolvimento não só para os serviços, mas para a indústria de ônibus. Por conta da concorrência modelos eram importados pelas duas empresas, que traziam tecnologia mais avançada para o Brasil.
A Dutra também tem em sua história fatos tristes como a tragégia da Serra das Araras, no Rio de Janeiro, em 1967, quando um deslizamento provocou a morte estimada de mais de 1700 pessoas, com 300 corpos encontrados, e as mortes do cantor Francisco Alves, em 1952, e do Presidente Juscelino Kubitscheck, em acidente que ainda levanta dúvidas, em 1976.
Privatizada em 1996, sob concessão da CCR – Nova Dutra, a rodovia não perdeu importância no transporte de passageiros, mesmo com o barateamento da ponte aérea.
Adamo Bazani, jornalista e pesquisador.

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Uma resposta para OS 60 ANOS DA RODOVIA PRESIDENTE DUTRA

  1. A Rodovia Presidente Dutra sempre é lembrada como fonte poluidora, pelos moradores dos municípios da Baixada ( São João de Meriti, Rio de Janeiro, Belford Roxo, Nova Iguaçu, Queimados, citando os que são cortados pela Dutra), em consequência da concentração dos gases dos escapamentos dos veículos (monóxido de carbono, hidrocarbonetos e óxidos de nitrogênio, principalmente) .
    Até os anos 80 as principais fontes poluidoras do ar eram as indústrias , em consequência da tardia industrialização brasileira , com início no período de 1930 a 1950 . As indústrias foram adequando-se às exigências dos órgãos de normatização e licenciamento ambiental e deixaram de ser o “vilão” da poluição do ar……
    http://limpezariomeriti.blogspot.com
    Newton Almeida
    MEIO AMBIENTE RIO DE JANEIRO

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