Somente na Capital Paulista, 868 ônibus foram atacados neste ano

ônibus queimaidos

Ônibus da Santa Brígida destruído por criminosos. Motorista teve queimaduras em 73% do corpo. São mais de 860 ônibus danificados em São Paulo durante ações violentas, dos quais, 114 incendiados somente do serviço municipal. Foto: Mario Ângelo/Sigmapress/Estadão Conteúdo

Só na Capital Paulista, 868 ônibus foram atacados neste ano
Deste total, 114 foram destruídos em incêndio. É grave estado de saúde de motorista da Santa Brígida
ADAMO BAZANI – CBN
Um dos fatos lamentáveis que marcaram o ano de 2014, que ainda não acabou, para a história dos transportes e de milhões de vidas relacionadas ao setor diretamente, é o número recorde de ônibus atacados em ações criminosas.
Nesta terça-feira, dia 21 de outubro de 2014, a SPTrans – São Paulo Transporte, que gerencia o sistema municipal da capital paulista, revela que foram atacados 868 ônibus, dos quais 114 foram destruídos em incêndios e outros 754 foram depredados ou sofreram algum tipo de avaria em manifestações ou em emboscadas.
Os números se referem apenas aos ônibus municipais entre primeiro de janeiro deste ano e a noite desta segunda-feira, dia 20 de outubro de 2014, quando aproximadamente trinta pessoas cercaram um ônibus na Rua Antônio Ramos Rosa, no Parque Santo Antônio, zona Leste de São Paulo e colocaram fogo no veículo.
Segundo levantamento da Polícia Militar, a maior parte dos casos não se trata de manifestações populares. São retaliações de criminosos pela morte de comparsas.
Os ataques também ocorrem perto de pontos de tráfico de drogas, portanto, previsíveis e podendo ser evitados ou, pelo menos, minimizados.
No entanto, quando há a morte de algum criminoso, em vez de a polícia reforçar o efetivo em determinada região, aparentemente com medo de retaliações, já que hoje o crime enfrenta os policiais até com condições bélicas superiores, as viaturas desaparecem.
O Gaeco – Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, do Ministério Público Estadual, com base nos levantamentos das polícias civil e militar constatou que uma parte relativa dos ataques é ordenada por facções criminosas que atuam dentro e fora dos presídios paulistas. A cúpula da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo não quer admitir por questões políticas, mas de acordo com os trabalhos dos promotores, até mesmo as manifestações supostamente em prol de água, moradia e infraestrutura são pano de fundo para que o crime organizado mostre força, o que hoje consiste em queimar ônibus.
Também chamou a atenção do Ministério Público o fato de a grande maioria dos ônibus queimados pertencer às empresas e não às cooperativas. Diferentes investigações do órgão e da Polícia Civil mostram suspeitas de ligação entre alguns coordenadores de cooperativas de transportes e facções criminosas.
ESTADO DE SAÚDE DE MOTORISTA DE ÔNIBUS É GRAVE:
Enquanto no jornalismo policial, os holofotes caem em crimes que ocorrem em classes mais altas ou que tenham um teor passional e emotivo, pouco se fala e, como consequência, a polícia parece pouco investigar a ação contra um ônibus da Viação Santa Brígida que fazia a linha 8047/41 (Jaraguá/Metrô Vila Madalena), por volta das 18h30 de sábado, dia 18 de outubro de 2014, na estrada Turística do Jaraguá. O veículo foi incendiado após um suspeito ter sido morto numa ocorrência policial.
O motorista do ônibus, John Carlos Brandão, de 40 anos, teve dificuldade para retirar o cinto de segurança e sofreu queimaduras de segundo e terceiro grau em 73% do corpo.
Desesperado, o cobrador jogou uma jaqueta sobre o motorista, o que evitou que os ferimentos fossem ainda maiores.
Ninguém foi preso.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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Marcopolo comemora a venda de mil unidades do Torino de Nova Geração

Novo Torino

: Marcopolo comemora a marca de mil unidades do Novo Torino vendidas no Brasil em menos de um ano. Modelo é um dos mais longevos ainda em linha de produção na história dos ônibus. Desde 1983, quando passou a ser produzida a primeira geração, foram 102 mil unidades para o Brasil e 20 mil exportações. Foto: Eduardo Ginaid – Matéria: Adamo Bazani.

Marcopolo comemora a venda do Novo Torino número Mil
Torino é produzido desde 1983. A nova versão foi lançada em dezembro do ano passado e já atingiu a marca de mil unidades comercializadas
ADAMO BAZANI – CBN
Ficar mais de 30 anos em linha de produção não é para qualquer modelo de veículo, ainda mais no setor de pesados, cujo ciclo de produção de um modelo, normalmente com a troca de nome, é de em média 10 anos.
Claro que desde 1983, quando começou a ser comercializado, o Torino mudou acompanhando o desenvolvimento da indústria e também do design exigido pelo mercado.
Mas o nome ficou. Muito mais que uma estratégia, a manutenção do nome Torino é sinal de que o modelo virou uma marca e uma referência bem aceita por frotistas e passageiros. Caso contrário, a fabricante Marcopolo não continuaria com o nome.
A primeira unidade foi feita em 1982 na planta da encarroçadora Eliziário, em Porto Alegre, nesta época já adquirida pela Marcopolo, como sucessor do Marcopolo Veneza, tambpem considerado um modelo de êxito. Mas a produção em linha é de 1983. No ano de 1986, a produção foi transferida para a fábrica da Marcopolo em Ana Rech, também em Caxias do Sul. O ano de 1999 foi marcante também para o Torino, que entrava numa nova geração. Uma nova geração em relação ao aperfeiçoamento estético e funcional e porque começava a ser produzido na planta da Ciferal, no Rio de Janeiro.
Em 13 de dezembro de 2013, após várias versões, a Marcopolo lançou uma nova geração de Torino. Menos de um ano depois, nesta terça-feira, dia 21 de outubro de 2013, a Marcopolo anuncia que já foram comercializadas mil unidades do Novo Torino, ou New Torino, como alguns chamam no mercado.
A unidade número mil é encarroçada sobre chassi da Mercedes-Benz e vai prestar serviços pelo Consórcio Parangaba ao sistema de transportes de Fortaleza, no Ceará.
Em nota à imprensa, o diretor de operações comerciais da Marcopolo, Paulo Corso, considera o modelo um dos maiores sucessos da indústria brasileira de ônibus urbanos
“As características de conforto, segurança e robustez sempre foram marcas do seu sucesso. Com certeza, estes foram os atributos que permitiram conquistar os empresários do setor e alcançar este expressivo resultado”, explica o executivo.
Para se ter uma ideia, desde quando começou a ser produzido em linha, em 1983, até este primeiro semestre, foram vendidas no mercado nacional 102 mil unidades do Torino. Para o mercado exterior, foram 20 mil ônibus deste modelo exportados.
Na nota, a Marcopolo destaca algumas das características da nova geração do Torino:
“Com visual moderno e tecnologia aplicada a favor da funcionalidade, conta com sistema multiplex redesenhado, painel de instrumentos com tela colorida de LCD de 3,5 polegadas, sistema de ar-condicionado opcional, novos conjuntos ópticos traseiro e frontal com luz diurna, que agrega mais segurança no trânsito urbano. Com capacidade para transportar 47 passageiros, o Novo Torino possui maior largura interna, que garante amplo espaço para circulação, iluminação interna em LEDs e poltronas preferenciais para idosos, gestantes e/ou deficientes. As poltronas City são mais ergonômicas, contam com novos apoios de cabeça, que facilitam a movimentação dos passageiros, além de moderna decoração. Outra inovação é o sistema de campainha com acionamento de chamada de parada por botão (sem fio). A Marcopolo Rio está localizada em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, tem capacidade para produzir mais de 7.500 unidades por ano e conta com aproximadamente 2,6 mil colaboradores” – diz a nota.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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Novos ônibus em Corumbá começam a operar no dia 1º de novembro

ônibus

Ônibus que vão operar em Corumbá possuem itens de acessibilidade e motores que seguem os atuais padrões de restrição a emissão de poluentes. Foto: Marcos Boa Ventura – Prefeitura de Corumbá

Frota nova em Corumbá começa a operar no dia 1º de novembro
Passageiros devem adquirir novo vale-transporte
ADAMO BAZANI – CBN
A partir do dia 1º de novembro começa a operar na capital de Mato Grosso uma nova empresa de ônibus: a Viação Cidade de Corumbá.
De acordo com informações da prefeitura, a frota da empresa será de 25 ônibus, todos zero quilômetro já com motores que seguem às atuais regras de restrição à emissão de poluentes e com itens de acessibilidade como elevador para cadeira de rodas e bancos especiais para idosos, portadores de deficiência, pessoas que se recuperam de procedimentos médicos e gestantes, também conforme a legislação.
Não haverá dupla função. Todos os ônibus, mesmo os que vão para as áreas rurais, terão motorista e cobrador.
Dos 25 ônibus, 18 serão para linhas urbanas, 3 para linhas rurais, 3 reservas para linhas urbanas e 1 reserva para linhas rurais.
Os modelos que já chegaram à empresa são Comil Svelto sobre chassi da Mercedes-Benz.

ônibus

Ônibus novos de empresa que vai assumir transportes em Corumbá começam a entrar em operação no dia 1º de novembro. Serão 25 veículos, dos quais 21 para operação e cinco como frota reserva. Foto: Marcos Boa Ventura – Prefeitura de Corumbá

De acordo com a prefeitura, os trabalhadores da Empresa Canarinho Ltda. terão prioridade na contratação na Viação Cidade de Corumbá.
Segundo nota do poder público, “os passes e vales transportes adquiridos junto à Empresa Canarinho Ltda., terão validade até o dia 31 de outubro. A venda de vales transportes às empresas de Corumbá começou nesta segunda-feira, 20 de outubro. Já a venda de vale transporte para estudante, com desconto de 50%, acontecerá a partir do dia 28 de outubro. Em relação à entrega de novos passes estudantes, a diretora-presidente da Agetrat, Silvana Ricco, adiantou que isto será feito pela própria Agência Municipal, a partir do dia 28. Até o dia 1º de novembro, todas as escolas estarão com os passes para repassar aos estudantes beneficiados.”
LINHA UNIVERSITÁRIA:
A prefeitura também anunciou uma nova linha de ônibus para o bairro Universitário, também prestada pela Viação Cidade de Corumbá.
De acordo com nota da assessoria de imprensa da prefeitura, inicialmente a linha vai contar com um ônibus, mas a frota pode ser ampliada de acordo com as necessidades dos passageiros.
“A cidade contará com um veículo na linha do Universitário; dois atendendo o Maria Leite; um no Dom Bosco; dois na linha da fronteira; dois na linha da Popular Velha; três no Guanabara; três na linha do Guató; dois na do Cristo Redentor, e dois fazendo a linha da Popular Nova. Se for necessário, esses quantitativos podem ser aumentados, de acordo com a demanda.”
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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Acidente com ônibus. De quem é a culpa? Treinamento mostra que este não deve ser o principal fator a ser levado em conta

treinamento motorista de ônibus

Ônibus da Região Metropolitana de Curitiba. Palestras e treinamentos constantes das empresas da capital paranaense e municípios vizinhos visam um trânsito mais seguro. Companhia de ônibus instrui motoristas que muito mais que saber de quem é ou não a culpa, o importante é agir para evitar as ocorrências de trânsito. Foto: Adamo Bazani.

Setransp e empresas de ônibus de Curitiba e região intensificam ações para redução de acidentes
Entidade que reúne companhias de ônibus promoveu palestra para instrutores de tráfego. Empresa reúne motoristas envolvidos em ocorrências para dar orientações e mostrar que muito que saber de quem é ou não a culpa do acidente, o importante é tentar evitá-lo
ADAMO BAZANI – CBN
A segurança no trânsito depende de conscientização constante dos diversos agentes envolvidos, sejam pedestres, ciclistas, motociclistas, motoristas amadores e motoristas profissionais.
No caso dos condutores profissionais, em especial os motoristas de ônibus, a atenção deve ser ainda maior pelo fato de eles terem sob sua responsabilidade dezenas e até centenas de vidas de uma só vez, visto que dependendo do porte, os veículos de transporte coletivo podem transportar de 50 (micro-ônibus) até 250 (biarticulados) pessoas.
Palestras, trocas de ideias, dinâmicas e atividades de reciclagem dos conhecimentos são essenciais. Por que reciclagem de conhecimento? Porque o trânsito é algo dinâmico como a sociedade. Se o comportamento na sociedade muda, é claro que o trânsito também vai mudar.
O Setransp – Sindicato das Empresas de Transporte Urbano e Metropolitano de Passageiros de Curitiba e Região Metropolitana promoveu uma palestra destinada a instrutores de tráfego das companhias de ônibus sobre a realidade atual do trânsito da capital paranaense e das cidades vizinhas.
Foram expostos números atuais para mostrar aos instrutores as maiores incidências de acidentes e como evitá-los.
A palestra foi ministrada pelo diretor da Escola Pública de Trânsito, da Secretaria Municipal de Trânsito (Setran), Cassiano Ferreira Novo, que enfatizou o número de ocorrências envolvendo pedestres.
De 86 mortes por atropelamento no ano passado em Curitiba, o automóvel esteve presente em 45, seguido de ônibus (15), motocicleta (9), ignorado, ou seja, não foi possível apurar (8), caminhão (6) e trem (3).
Em Curitiba, o total de mortes no trânsito em 2013 caiu 14% em relação ao ano de 2012. Foram 263 mortes no ano retrasado contra 226 em 2013, quando 86 mortos eram pedestres, 76 ocupantes de motocicleta, 46 de automóvel, 14 de bicicleta, 3 de caminhão e 1 era ocupante de ônibus.
DE QUEM É A CULPA? PARA O TREINAMENTO, NÃO É O PRINCIPAL FATOR:
Quando ocorre um acidente de trânsito, logo uma das questões para diagnóstico dos problemas e registros de ocorrência é sobre de quem foi a culpa.
No entanto, na visão do instrutor de tráfego da Leblon Transporte de Passageiros e da Viação Nobel, Altair de Lima Mazur, que participou da palestra de segurança do trânsito promovida pelo sindicato das empresas de Curitiba e Região Metropolitana – Setransp, é importante sim determinar os culpados num acidente. Mas este não deve ser o principal fator a ser considerado num treinamento de motorista profissional porque o mais importante é instruir como evitar o acidente.
“Sempre procuramos mostrar aos motoristas no Grupo Leblon que o fato de não haver culpa não tira a responsabilidade total do condutor profissional. Afinal, ele recebe o preparo e possui a experiência que os demais motoristas no trânsito não têm. Mostramos também que, justamente por causa disso, sentir-se seguro ao volante é bom, mas o excesso de autoconfiança é extremamente perigoso. Trânsito requer cautela, precaução e os motoristas profissionais devem sempre conseguir prever as piores situações para evitá-las. Não basta apenas dizer: Eu não fui culpado” – explica Altair de Lima Mazur, que considerou positiva a iniciativa do Setransp em promover a palestra que, na visão dele, trouxe dados atuais e importantes para novos treinamentos nas empresas de transporte de passageiros.
Nesta terça e quarta feiras, dias 21 e 22 de outubro, o Grupo Leblon reune motoristas que foram alvos de reclamações por parte de passageiros ou se envolveram neste ano em alguma ocorrência de trânsito na qual não tiveram culpa.
O objetivo é discutir as situações em cada caso e poder evitar outros novos.
“Queremos aumentar a segurança e a satisfação dos passageiros, da comunidade em geral e dos próprios motoristas e cobradores. O intuito destes treinamentos, em relação às ocorrências de trânsito, não é punitivo, afinal, o motorista não teve culpa. Mas é discutir com ele, numa franca troca de ideias de forma democrática e dando a ele oportunidade de falar, como a ocorrência poderia ser evitada independentemente de quem foi culpado. Com isso, não apenas ajudamos na formação constante de bons motoristas de ônibus, mas de motoristas-cidadãos. Afinal, estes profissionais do volante também conduzem seus carros de passeio e suas motocicletas. Não é porque o profissional não está dirigindo um veículo de 13, 18, 28 metros de comprimento que ele deve se tornar menos cauteloso quando está à frente de um veículo menor” – diz Altair de Lima Mazur, que acrescenta.
“O ônibus não é uma máquina em si. É um veículo a serviço das pessoas. Nós do Grupo Leblon temos esta ideia de servir. E para isso, é importante sempre investir na qualificação dos funcionários, aos quais classificamos como colaboradores, para que toda a sociedade seja atendida com a qualidade que merece. Acreditamos que o investimento no funcionário é o melhor que uma empresa pode fazer.” – complementa.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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Corredor Norte-Sul recebe mais 500 metros de faixas para táxis e ônibus

táxis

Táxis no Corredor Norte-Sul que nesta segunda-feira recebe mais 500 metros de faixas compartilhadas entre táxis e ônibus. Foto: Hermann Wecke/Estadão Conteúdo

Corredor Norte-Sul ganha mais 500 metros de faixa para táxis ônibus
Operação vai ser no sentido centro em praticamente o dia todo
ADAMO BAZANI – CBN
O corredor Norte-Sul, na Capital Paulista, recebe nesta segunda-feira, dia 20 de outubro de 2014, mais 500 metros de faixas compartilhadas para táxis e ônibus.
A operação é no sentido centro, de segunda a sexta-feira, das 6 horas da manhã às 10 horas da noite, à direita do fluxo.
Na avenida 23 de maio, o espaço para táxis e ônibus no sentido centro fica entre 50 metros antes da Rua Dr. Astolfo Araújo e a Rua Victor Brecheret.
Já no sentido centro da avenida Washington Luís, a faixa fica entre a alça de saída para a Avenida dos Bandeirantes e a Avenida Miruna.
Pelas duas avenidas, no sentido centro, passam por dia 383 mil passageiros de ônibus em 44 linhas municipais, segundo a CET – Companhia de Engenharia de Tráfego.
A CET não soube precisar quantos passageiros os táxis atendem na região destas novas faixas.
Com este novo trecho, a cidade de São Paulo passa a ter 465 quilômetros e 800 metros de faixas compartilhadas entre táxis e ônibus. Somente desde janeiro de 2013, foram criados 360 quilômetros e 800 metros. Anteriormente, a cidade de São Paulo tinha aproximadamente 105 quilômetros de faixas.
As faixas que antes eram somente para o transporte coletivo passaram a ser compartilhadas em 13 de setembro de 2014, uma semana após visita da presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, a lideranças de taxistas em São Paulo, no dia 06 de setembro. De acordo com a prefeitura de São Paulo, são cerca de 35 mil motoristas de táxis que transportam por dia 500 mil passageiros. A cidade conta com 15 mil ônibus municipais que atendem a aproximadamente 6 milhões de pessoas por dia, contando as integrações com os trens da CPTM e o Metrô.
Até então, o prefeito Fernando Haddad e o secretário municipal de transportes, Jilmar Tatto, defendiam a exclusividade dos ônibus nas faixas.
Estudos da CET – Companhia de Engenharia de Tráfego, SPTrans – São Paulo Transporte e por uma empresa independente divulgados em março deste ano sobre os corredores que ficam à esquerda do fluxo mostraram que a presença dos táxis nos espaços reduz a velocidade do transporte coletivo em cerca de 25%, sem poder parar para embarcar e desembarcar passageiros.
Nas faixas, os táxis podem parar para realizar o embarque e desembarque. Mesmo assim, segundo estudo da prefeitura divulgado um mês depois da liberação nas faixas, a presença destes carros não prejudica a velocidade dos ônibus. Ver matéria no link: http://blogpontodeonibus.wordpress.com/2014/10/13/estudo-da-cet-diz-que-velocidade-dos-onibus-melhorou-com-taxis-nas-faixas/
O promotor de habitação e urbanismo do Ministério Público do Estado de São Paulo, Maurício Ribeiro Lopes, vai analisar juntamente com técnicos independentes da prefeitura este estudo.
Ele diz estranhar a diferença entre os resultados dos levantamentos sobre o impacto dos táxis na velocidade comercial dos ônibus nos corredores e nas faixas.
Maurício Ribeiro Lopes declarou à Rádio CBN, um dia depois do anúncio da liberação, que não descarta que a medida anunciada pela prefeitura tenha motivação política e disse que pode entrar na Justiça para que a circulação de táxis volte a ser proibida pelas faixas de ônibus.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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Estação Sé terá exame gratuito de osteoporose

osteoporose

Estação Sé do Metrô, onde serão realizados exames gratuitos e orientações para o diagnóstico e prevenção da Osteoporose

Estação Sé do Metrô terá exame gratuito de osteoporose
Atividades ocorrem na Estação da Sé. Além do exame, profissionais vão trazer orientações em relação ao problema
ADAMO BAZANI – CBN
Com um padrão de vida mais sedentário e má alimentação, além de agravantes como vício e até mesmo poluição, a osteoporose é uma doença que atinge uma número cada vez maior de brasileiros. De acordo com o Ministério da Saúde, sofrem no País com este problema aproximadamente 10 milhões de pessoas.
A osteoporose faz parte do processo natural de envelhecimento e caracteriza-se pela diminuição substancial da massa óssea que provoca ossos ocos, finos e de extrema sensibilidade, mais sujeitos a fraturas.
No entanto, há mitos sobre a doença. Por exemplo: que ela é exclusiva de mulheres.
É Fato que a osteoporose atinge mais pessoas do sexo feminino. De acordo com a OMS – Organização Mundial da Saúde, de 13% a 18% da população feminina em todos os países sofrem com a osteoporose. Mas a doença também atinge homens. Ainda segundo a OMS, são aproximadamente, 6% da população mundial masculina com osteoporose.
Outro mito é em relação à idade. Apesar de se tratar de um processo de envelhecimento, a prevenção deve vir desde a infância.
Na próxima segunda-feira, dia 20 de outubro, é celebrado o Dia Mundial de Combate à Osteoporose. A data é marcada por uma série de atividades para prevenir e diagnosticar o problema.
Para quem mora na Capital Paulista, no ABC e demais municípios da Grande São Paulo, uma oportunidade para quem quer saber mais sobre a doença e fazer exames gratuitos é participar de uma ação que ocorre na Estação Sé do Metrô, por onde passam as linhas 1 – Azul e 3 – Vermelha.
Entre 7h e 15h a Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (ABRASSO) vai disponibilizar quatro profissionais da saúde.
Eles vão realizar em quem passar pela estação o exame de Ultrassonometria Quantitativa do Calcâneo (USQ), método que permite identificar risco de fratura dos ossos e desgaste. Quem for diagnosticado, vai ser recomendado a procurar de maneira correta tratamento médico. Segundo nota do Metrô, também “serão distribuídos folhetos para a população com orientações sobre a doença, cujos fatores de risco incluem o tabagismo, alcoolismo, vida sedentária e obesidade, entre outros. A ação ocorre na área livre da estação e tem o apoio do Metrô.”
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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Os ônibus como signos de um povo

Routmaster

Os famosos “Routmasters”, ônibus de dois andares vermelhos, são marca registrada de Londres para todo o mundo.

Os ônibus como signos de um povo
Veículo pode representar desenvolvimento, tradição e cultura, mas também a situação desfavorável de uma cidade ou até mesmo de uma nação
ADAMO BAZANI – CBN
Para comemorar o “Ano do Ônibus” em Londres, foi organizada esta semana uma exposição diferente na capital inglesa.
Réplicas dos famosos “Routmasters”, ônibus de dois andares vermelhos, viraram obras de arte num dos pontos mais tradicionais de Londres.
Símbolos da capital, através da leitura de diversos artistas em pinturas nas próprias réplicas, os ônibus assumiram a cidade, retratando história, orgulho, superação e até mesmo os fracassos de Londres.
É o que mostra o repórter Sérgio Utsch, no Jornal do SBT.

http://www.sbt.com.br/jornalismo/noticias/45749/onibus-vermelhos-de-Londres-ganham-exposicao.html

A reportagem permite ampliar um pouco mais outro aspecto sobre o papel do ônibus.
Muito mais que transportar pessoas, o ônibus está inserido nas cidades e pode ser um reflexo da história, das tradições e até mesmo de como está a situação de um país inteiro.
Assim, não é exagero nenhum dizer que o ônibus também pode revelar como a população tem sido tratada e o momento econômico, político e social.
O ônibus faz parte da imagem de uma cidade e torna-se um dos seus personagens principais.
Veículos mal conservados, sujos, velhos demonstram não só que os transportes vão mal, mas que há todo um contexto desfavorável seja pela situação econômica que impede a renovação e qualificação da frota, ou mesmo pelo descaso em relação à população, com operadores e administradores públicos não garantindo aos cidadãos a qualidade de vida que merecem.
E isso não afeta somente quem anda de ônibus.
Até quem nunca usou um coletivo vai mesmo que indiretamente e inconscientemente se sentir incomodado com veículos em mau estado circulando pelas ruas.
Desta forma, o ônibus pode até mesmo servir para qualificar ou desqualificar um espaço urbano.
Claro que não é o ônibus sozinho que terá este resultado positivo ou negativo. Mas ele é um dos elementos centrais na paisagem de uma cidade e das estradas.
Conclui-se então que investir em transporte coletivo, dando a ele prioridade no espaço urbano, criar condições para que as empresas renovem suas frotas e que possam adquirir veículos de padrão superior, além de melhorar o deslocamento das pessoas também contribui e muito para uma sensação de bem estar em determinado local.

bus new york

bus greyhound

schooil bus

Nos Estados Unidos, os ônibus também viraram símbolos conhecidos no mundo todo, como os metropolitanos de faixa azul, os rodoviários com o cão galgo da Greyhound e os escolares de cor amarela

Os ônibus, portanto, podem ser classificados como signos (no sentido de símbolos) de tradição, cultura, história, desenvolvimento, futuro, mas também de descaso e fracasso.
Em diversos lugares do mundo, inclusive no Brasil, os ônibus viraram espécies de referências culturais e até mesmo geográficas. Pelo ônibus é possível identificar o local, sem a necessidade de pinturas padronizadas com o nome da cidade ou do governo de determinado estado.
Na Inglaterra, os famosos ônibus vermelhos de dois andares viraram marca internacional. Quando se fala nos Estados Unidos, logo aparecem na mente imagens como dos tradicionais ônibus escolares amarelos, dos rodoviários da Greyhound com a pintura do cão galgo ou os metropolitanos em Nova Iorque brancos com uma faixa azul. Muitos destes ônibus não circulam mais, no entanto, continuam presentes na memória e foram eternizados como marcas das regiões onde prestam ou prestaram serviços.

buses buenos aires

Em várias cidades da América do Sul, como em Buenos Aires, os ônibus coloridos viraram tradição.

Em cidades da América do Sul, são marcantes os ônibus coloridos como ocorre em municípios da Argentina, Chile e Peru.

biarticulado

trólebus

No Brasil, os ônibus também viraram identidades de algumas regiões, como os biarticulados em Curitiba e os trólebus do ABC Paulista

No Brasil, o ônibus também representa algumas localidades. Exemplos são os biarticulados de Curitiba cuja imagem é vendida até mesmo nos cartões postais. Os trólebus do Corredor Metropolitano ABD são também parte já marcante da paisagem de algumas cidades do ABC Paulista.
Com tudo isso, é possível reforçar a ideia de que muito mais que um veículo, o ônibus é um agente ativo na sociedade.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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