Uso do Cartão BOM com desconto gerou economia de R$ 1,3 milhão

Cartão BOM

Ônibus intermunicipal. Cartão BOM já garantiu R$ 1,3 milhão de economia para passageiros após desconto de R$ 1,35 por viagem na integração com trem e metrô. Foto: Adamo Bazani

Uso do Cartão Bom com desconto soma economia de R$ 1,3 milhão
De acordo com empresa que administra o bilhete, desde quando o desconto de R$ 1,35 por sentido de viagem foi aplicado, mais de 1 milhão de passageiros fizeram uso das transferências
ADAMO BAZANI – CBN
A empresa Promobom Autopass, que administra o Cartão BOM, e o Governo do Estado de São Paulo, fizeram um balanço sobre a integração com desconto de R$ 1,35 entre ônibus intermunicipais na Grande São Paulo, contando também com o Corredor Metropolitano ABD, operado pela Metra, e os serviços da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos e o Metrô.
De acordo com o balanço, desde que foi implantada a integração, no dia 30 de agosto, foram realizadas aproximadamente um milhão de viagens que contemplam no trajeto os ônibus e o sistema metroferroviário.
Isso permitiu uma economia acumulada de R$ 1,3 milhão ente os passageiros.
A integração com desconto é possível na transferência entre os ônibus , metrô ou trem num período de três horas.
Por dia, contando com desconto de R$ 1,35 por sentido de viagem, o passageiro pode economizar R$ 2,70. Mas nem sempre o passageiro que faz uso da integração na ida, realiza também na volta, por isso o acumulado de R$ 1,3 milhão.
O desconto de R$ 1,35 é válido independente do valor da passagem do ônibus intermunicipal, que varia de acordo com a extensão da linha e o tipo de serviço (seletivo ou comum).
Por exemplo, um passageiro que sai de Diadema usando a linha da Metra 287 (Diadema / Santo André Oeste) pelo Corredor Metropolitano ABD e depois pega a linha 10 Turquesa da CPTM em Santo André, antes pagava R$ 6,20 nas duas conduções (R$ 3,20 – Metra + R$ 3,00 – CPTM).
Agora, com o desconto, passa a pagar R$ 4,85.
O desconto é para as modalidades Vale Transporte, Comum e Empresarial.
JÁ PARA O IDOSO…
A mesma facilidade com o Cartão BOM não é ainda sentida pelos idosos, com idades entre 60 e 64 anos, que possuem direito à gratuidade.
Antes somente mulheres com esta idade não pagavam passagem, mas em 02 de julho o governador Geraldo Alckmin regulamentou a lei que garante transporte gratuito independentemente do sexo do passageiro.
O Cartão BOM Sênior que deveria ser emitido para este público desde 07 de julho ainda não tem sido confeccionado.
A empresa e o Governo do Estado alegam problemas técnicos para a emissão.
Muitos idosos tiveram o embarque negado por motoristas de ônibus e agentes de terminais.
A EMTU diz que a prática é irregular e que o idoso a partir de 60 anos deve ser transportado gratuitamente apenas com a apresentação do RG.
Se a empresa negar o transporte, deve ser denunciada:
O telefone da EMTU é: 0800 724 05 55. O atendimento é de segunda-feira a sexta-feira das 7 horas às 19 horas.
O passageiro deve informar os seguintes dados:
– Número do ônibus ou local da catraca do terminal que foi negado o embarque.
– Nome da empresa de ônibus.
– Linha Utilizada
– Sentido da Viagem
– Horário da negativa do transporte.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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Biarticulados começam a circular no Rio de Janeiro na próxima semana

biarticulado

Ônibus biarticulados começam a circular do Rio de Janeiro. Se veículos apresentarem bons retornos operacionais, econômicos e de satisfação por parte do passageiro, novas unidades devem integrar os sistemas de corredores BRTs na cidade. Foto: Divulgação Volvo – Matéria: Adamo Bazani

Biarticulados começam a circular no Rio de Janeiro na próxima semana
Dependo dos resultados, mais unidades passam a integrar a frota da cidade
ADAMO BAZANI – CBN
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, participou nesta sexta-feira, dia 19 de setembro de 2014, da apresentação dos dois ônibus biarticulados que a partir da próxima semana passam a operar no BRT Transoeste.
Os veículos serão testados em relação ao comportamento operacional, relação custo/benefício, capacidade de atendimento e satisfação do passageiro, podendo ser adquiridas novas unidades.
Em nota da prefeitura do Rio de Janeiro, o secretário municipal de transportes, Alexandre Sansão, fala de algumas vantagens do modelo:
“Em meados da semana que vem vamos começar a operar esses dois novos biarticulados. Esses veículos, como têm capacidade para 270 pessoas, são muito adequados para o serviço direto, que não para e transporta muita gente. Eles consomem 30% a mais de combustível do que os ônibus normais do BRT, mas também transportam 50% a mais de passageiros, o que mostra sua eficiência. Para aproveitarmos bem essa eficiência escolhemos a linha mais adequada a essas características, que é o trajeto Alvorada/Mato Alto (Transoeste), a linha direta que transporta a maior quantidade de pessoas no BRT.”
Ainda na nota, a prefeitura explica que o trecho onde devem ocorrer os testes com os passageiros é indicado para um veículo deste porte:
“A opção por iniciar o serviço dos biarticulados no BRT Transoeste também foi tomada levando-se em conta o percurso, que possui menos curvas, de mais fácil adaptação para os motoristas. O BRT Transcarioca, por possuir mais curvas, exige um treinamento mais duradouro dos motoristas de adaptação aos novos veículos.”
Os ônibus são do modelo Volvo B 340M, com carroceria Neobus Mega BRT.
Os veículos têm cada um 28 metros de comprimento e capacidade para transportar de uma só vez 270 passageiros.
A Volvo, também por nota, destaca alguns dos diferenciais do ônibus:
“Os ônibus biarticulados que entraram em circulação no Rio de Janeiro são equipados com caixa de transmissão automática, freio a disco e EBS, um sistema de controle eletrônico dos freios que oferece mais eficiência e estabilidade às frenagens. Estes itens garantem segurança à operação, conforto aos passageiros e diminuem o desgaste dos componentes, reduzindo os custos de manutenção. O modelo possui controle de aceleração inteligente, que otimiza o consumo de combustível. A tecnologia garante que somente a potência necessária seja empregada nos arranques e retomadas de velocidade, de acordo com o peso do veículo, evitando aceleração acima do necessário. Outra vantagem é que o biarticulado possui menor raio de giro que o ônibus articulado, melhorando a dirigibilidade e garantindo manobras mais tranquilas.”
Ônibus deste porte são usados desde 2011 em Curitiba, que já contava desde 1992 com biarticulados, mas menores.
Na nota da Volvo, o presidente de uma das empresas do Paraná, Maurício Gulin, a Viação Cidade Sorriso, diz que os biarticulados trazem vantagens não só operacionais, mas como econômicas para os serviços urbanos
“Em nossa operação nas canaletas do BRT de Curitiba, o uso de veículos biarticulados faz com que um número maior de passageiros seja transportado simultaneamente. Um biarticulado faz o papel de dois articulados de 18,6m, diminuindo o número de mão de obra operacional, o consumo em total de litros, e a quantidade de pneus rodando”
A cidade do Rio de Janeiro tem hoje dois sistemas de BRT em operação, detalhados pela prefeitura:
TRANSCARIOCA
Inaugurada em junho deste ano, a Transcarioca transporta atualmente 158 mil passageiros por dia, devendo chegar aos 320 mil ao final da implantação da terceira e última etapa. Primeiro corredor de alta capacidade no sentido transversal da cidade, a Transcarioca liga a Barra da Tijuca à Ilha do Governador (Aeroporto Internacional Tom Jobim) e já reduziu em 60% o tempo de viagem por ônibus no trecho. São 39 quilômetros de extensão, com 10 viadutos (sendo um estaiado), nove pontes (duas estaiadas), três mergulhões, 47 estações e cinco terminais, passando por 27 bairros como Curicica, Taquara, Tanque, Praça Seca, Campinho, Madureira, Vaz Lobo, Vicente de Carvalho, Vila da Penha, Penha, Olaria e Ramos.
TRANSOESTE
O BRT Transoeste, inaugurado em junho de 2012, é o primeiro corredor expresso em operação no Rio de Janeiro, e em sua primeira fase já conta com 56 km e 56 estações, conectando o Terminal Alvorada a Santa Cruz e Campo Grande, transportando 192 mil passageiros por dia. Sua operação já trouxe benefícios para milhões de usuários, com a redução do tempo de viagem quase pela metade entre Santa Cruz e a Barra da Tijuca. A segunda fase, em um trecho de 7 km, deve entrar em operação até 2016. A Transoeste já está integrada com o corredor Transcarioca, que o liga com o metrô, e futuramente terá a integração com a Transolímpica.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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Bilhete Único em São Paulo e no Rio de Janeiro com recarga por aplicativo pré-pago

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Ônibus em São Paulo. Bilhete Único poderá ser recarregado com modalidade pré-paga . Foto: Adamo Bazani

Bilhete Único em São Paulo e Rio de Janeiro poderão ser carregados por aplicativo pré-pago
Serviço do Conta Super já está disponível em Santo André, no ABC Paulista
ADAMO BAZANI – CBN
Passageiros que usam Bilhete Único para os transportes públicos nas cidades de São Paulo e no Rio de Janeiro devem contar na próxima semana com mais uma opção para as recargas de créditos de passagens.
Trata-se de um aplicativo do “Conta Super” que vai permitir as recargas pelo site da empresa, por celulares (Android,iIOS e Windows Phone) ou até mesmo por mensagens de texto.
O serviço “Conta Super” trata-se de uma pré-paga, não bancária, que atrela um cartão de bandeira “Masterd Card”
Para ter acesso, é necessário pagar uma mensalidade de R$ 4,90.
O aplicativo já permite a realização de outros serviços, como pagamento de contas e até a possibilidade de fazer jogos na loteria.
Também é possível fazer transações entre bancos, mas sujeitas às tarifas bancárias habituais.
Em Santo André, no ABC Paulista, a empresa já permite a recarga do Bilhete Único Andreense que pode ser usado também para outras funções inclusive pata saques em dinheiro (http://www.contasuper.com.br/aesa/index.html )
Apesar da mensalidade, não são cobradas taxas para as recargas dos bilhetes em Santo André e, na próxima semana, em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Mas os créditos comprados para o transporte não podem ser transferidos no cartão para outras finalidades. Se o passageiro carregou R$ 100 em créditos, este dinheiro só pode ser usado nos ônibus, trens e metrô.
No entanto, à parte dos créditos de transportes, o bilhete pode ser carregado com recursos que aí sim podem ter outras finalidades.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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BRT MOVE dobra velocidade do transporte coletivo, diz BHTrans

ônibus

Ônibus do sistema MOVE BRT. Com a implantação do corredor, média de velocidade do transporte coletivo dobou em um dos principais eixos da cidade.

Velocidade de ônibus dobra com BRT MOVE BH
Se for considerado o trecho com maior velocidade do sistema, os ônibus em Belo Horizonte estão 126% mais rápidos
ADAMO BAZANI – CBN
Viagens mais rápidas, ônibus maiores e mais confortáveis fazendo uma quantidade superior de partidas em relação ao sistema de transportes antes da implantação do BRT MOVE BH.
Esse é o balanço que a BHTrans, Empresa de Transporte e Trânsito de Belo Horizonte, faz dos corredores de ônibus após seis meses do início de implantação.
De acordo com levantamento divulgado nesta quinta-feira, dia 18 de setembro de 2014, apenas no trecho de pista exclusiva, da Avenida Cristiano Machado, uma das que recebem maior número de passageiros, a velocidade média do transporte coletivo quando os ônibus tinham de disputar espaço com os outros carros era de 16,5 km/h.
Já no corredor, o ônibus chega a 33 km/h.
O trecho analisado tem 7,3 quilômetros de extensão e vai desde o túnel da Lagoinha até o Anel Viário, na região do bairro São Gabriel.
A última pesquisa de mobilidade urbana de Belo Horizonte, realizada em 2008, mostra que a velocidade média do transporte coletivo em toda a cidade era de 19,9km/h. Se este número for comparado ao trecho do BRT MOVE BH onde os ônibus desenvolvem maior velocidade média, o crescimento foi de 126%. Este trecho é correspondente a parte da Avenida Antônio Carlos, onde, de acordo com a BHTrans, os ônibus atingem até 43km/h
NÚMEROS DO BRT MOVE BH com sistema todo implantado:
Extensão: 23,1 quilômetros
Total de Estações: 42 estações, sendo 37 estações de transferência e 05 estações de integrações
Número de Passageiros atendidos: 700 mil passageiros por dia útil
Quantidade de ônibus: 428 ônibus do MRT MOVE BH:
– 136 ônibus servindo a Estação São Gabriel
– 181 ônibus passando pela Estação Pampulha
– 98 ônibus operando pela Estação Venda Nova/Vilarinho.
Assim, 415 ônibus devem passar por estas estações de integração e 13 ônibus são de frota reserva.
RAMAIS: 3 – BRT MOVE BH Avenida Cristiano Machado, BRT MOVE BH Avenida Antônio Carlos, BRT MOVE Hipercentro
– BRT MOVE BH Avenida Cristiano Machado
14,7 quilômetros.
O BRT MOVE Cristiano Machado terá 2 estações de integração (São Gabriel e José Cândido), 9 estações de transferência na Av. Cristiano Machado, além das 6 estações de transferência na Área Central (3 na Av. Paraná e 3 na Av. Santos Dumont).
TEMPOS DE VIAGEM
• Tempo médio atual: 35 minutos
• Tempo médio futuro: 20 minutos
• Redução: 15 minutos (43%)
– BRT MOVE BH Avenida Antônio Carlos:
7,1 quilômetros
O BRT MOVE Antônio Carlos terá 3 estações de integração (Venda Nova, Vilarinho e Pampulha), 4 estações de transferência na Av. Vilarinho, 6 estações de transferência na Av. Pedro I, 14 estações de transferência na Av. Antônio Carlos, 1 estação de transferência no Complexo da Lagoinha, além das 6 estações de transferência na Área Central (três na Av. Paraná e três na Av. Santos Dumont).
TEMPOS DE VIAGEM:
• Tempo médio atual: 75 minutos
• Tempo médio futuro: 40 minutos
• Redução: 35 minutos (47%)
– BRT MOVE HIPERCENTRO:
1,3 quilômetro
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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Aumenta tempo de deslocamento em São Paulo e 90% dos paulistanos aprovam faixas de ônibus

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Segundo pesquisa, 90% dos paulistanos aprovam faixas de ônibus

Aumentou tempo de deslocamento na cidade de São Paulo e 90% aprovam faixas exclusivas
O levantamento da Rede Nossa São Paulo e Ibope mostra a opinião dos paulistanos sobre temas como as faixas exclusivas para ônibus e a implantação de ciclovias
A Rede Nossa São Paulo e o Ibope lançam os resultados da oitava edição da pesquisa sobre Mobilidade Urbana.
A pesquisa aborda os mais diversos aspectos da mobilidade em São Paulo, como o tempo gasto no trânsito, a frequência com que os paulistanos utilizam o transporte público, a satisfação com o transporte coletivo, o uso do carro etc. Foram ouvidas 700 pessoas entre dos dias 29 de agosto e 3 de setembro. A margem de erro é de 4 pontos percentuais para mais ou para menos.
Entre as principais conclusões do levantamento estão:
– Aumentou em 10 pontos percentuais quem tem carro em casa – passou de 52%, em 2013, para 62%, em 2014. O acréscimo foi registrado em todas as faixas de renda, escolaridade e regiões da cidade.;
– Também subiu de 27% para 38% os que utilizam o carro “todos os dias” e “quase todos os dias”;
– A aprovação das faixas exclusivas para ônibus continua alta: 90% dos entrevistados se dizem favoráveis à “ampliação das faixas”;
– Para 64% dos entrevistados os governos devem dar mais atenção aos transportes públicos, sendo construção/ ampliação de linhas do metrô ou trem (58%) e de corredores de ônibus (37%) as medidas mais urgentes para a melhoria da mobilidade urbana;
– Respeito à faixa de pedestres: 52% acham que estão menos respeitadas (em 2013, eram 41%);
– Entre os usuários do carro, passou de 82% para 90% os favoráveis à aplicação de multas para quem para na faixa de pedestres. Também subiu de 36% para 43% os que são favoráveis ao rodízio de dois dias. E aumentou de 86% para 88% os que são a favor da construção e ampliação de ciclovias;
– Sobre a qualidade de vida na cidade: passou de 61% para 66% os que consideram São Paulo um lugar “Bom” e “Ótimo” para morar. E de 13% para 18% os que acham um lugar “ótimo”;
– “Saúde” continua sendo o maior problema na cidade. Destaque para “abastecimento de água” que passou do 18º lugar em 2013 para o 6º principal problema de São Paulo. Cabe destacar, ao longo da série histórica, a queda das menções ao desemprego como principal problema: ocupava o 2º lugar, em 2008, e está em 9º, em 2014;
– Poluição: aumentou de 11% para 18% os que consideram a “poluição da água” como tipo de poluição mais grave na cidade. “Poluição do ar” continua como sendo a mais grave para 94% dos entrevistados. Chama a atenção, ainda, o fato que passou de 8% para 21% os que consideram a “falta de chuvas” como responsável pela poluição do ar;
– Para 70% dos entrevistados o trânsito na cidade é “ruim” ou “péssimo”;
– Respeito no trânsito: ciclistas e motociclistas são “muito” ou “pouco respeitados” na opinião de 80% dos entrevistados;
– Tempo no trânsito: Quase a metade dos paulistanos gasta entre 1 e 2 horas por dia em deslocamentos para realizar a sua atividade principal. Tempo médio está em 1h44. Em 2013, estava em 1h43. Já o tempo total gasto no trânsito, incluindo todos os deslocamentos, está em 2h46. No ano passado, eram 2h15;
– 71% dos entrevistados deixariam de usar o carro caso houvesse uma boa alternativa de transporte – o que corresponde a cerca de 26% dos paulistanos, ou 2,3 milhões de pessoas);
– Ônibus como alternativa ao carro: Em 2014, o aspecto mais favorável à atração de usuários refratários ao uso de ônibus é a diminuição do tempo de espera pela condução (para 28% dos que nunca utilizam o meio de transporte), seguida de mais linhas de ônibus que cubram percursos que não cobrem atualmente (para 26% dos que nunca utilizam ônibus). O item de avaliação mais crítica continua sendo a lotação dos ônibus.
-Os entrevistaram mencionaram “construção de ciclovias” (26%) e “mais segurança” (26%) como principais fatores para a utilização de bicicletas como meio de transporte

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Após um ano de acidente, compartilhamento entre trens de carga e de passageiros não tem data para acabar de fato

compartilhamento trens de carga e de passageiros

Trem da MRS Logística passando nesta quarta-feira, 17 de setembro, em plataforma da linha 10 Turquesa no Brás, uma das estações mais movimentadas do sistema. Após um ano de acidente que deixou 16 vítimas, são poucos os avanços para separar composições de carga e de passageiros. Foto. Adamo Bazani.

Após um ano de acidente, passageiro ainda sofre com o compartilhamento entre trens de carga e da CPTM
Companhia ainda não tem prazo certo para que as composições sigam por vias diferentes
ADAMO BAZANI – CBN
Atrasos, barulho quase ensurdecedor e até risco de acidentes.
Essa é a rotina de quem usa os serviços da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos por causa do compartilhamento entre as composições de carga e para passageiros.
Segundo a CPTM, apenas em uma das seis linhas da companhia, os trens não precisam dividir espaço. Trata-se da linha 9 Esmeralda Osasco/Grajaú.
Nas demais, muitas vezes nas estações, os passageiros são surpreendidos em pleno horário comercial por lentas, pesadas e enormes composições que passam com vagões de carga a perder de vista.
O tema ganhou notoriedade mais uma vez em 18 de setembro de 2013, exatamente um ano atrás, quando na linha 7 Rubi (Jundiaí / Francisco Morato / Luz) um trem de carga da MRS Logística descarrilou próximo da estação de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, e atingiu uma composição de passageiros, ferindo ao menos 16 pessoas.
Na ocasião, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse que após 2016 não queria mais que os dois tipos de trens usassem as mesmas vias férreas.
Ele explicou que em 1992, data oficial da criação da CPTM, foi firmado um convênio com o Governo Federal para que as composições de carga pudessem usar os ramais de passageiros. Este convênio tem duração até 2016.
Depois deste prazo, a CPTM não será mais obrigada a ceder espaço para os cargueiros.
No entanto, são poucas as obras para a segregação. Hoje, a maior parte das intervenções ocorre no ramal da linha 7, onde ocorreu o acidente.
No entanto, a companhia não dá ainda nenhum prazo certo para que os trens de passageiros sigam com exclusividade nas suas vias.
Segundo o Governo do Estado de São Paulo, hoje dos 75 trens de carga que passam pela malha da CPTM, ao menos 25 dividem o espaço com as composições para passageiros.
Atualmente os trens de carga circulam nos trilhos de passageiros entre às 22 horas e 03 horas e depois das 10 horas às 15 horas.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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Táxis em faixas de ônibus: MP duvida da existência de estudo da prefeitura

ônibus

Ônibus em faixa que antes era exclusiva para o transporte público. MP duvida da existência de estudo da prefeitura. Foto: Adamo Bazani.

Ministério Público duvida da existência de estudo da prefeitura
Órgão estranhou o fato de a administração não ter respondido os questionamentos sobre liberação dos táxis em faixas de ônibus
ADAMO BAZANI – CBN
O promotor de habitação e urbanismo, Maurício Ribeiro Lopes, declarou nesta quarta-feira, dia 17 de setembro de 2014, que duvida da existência do estudo da prefeitura que teria embasado a decisão da administração municipal para liberar os táxis com passageiros nas faixas exclusivas de ônibus.
Na segunda-feira, ele pediu que a prefeitura entregasse o estudo em 48 horas, o que não ocorreu. A prefeitura, pela CET, pediu mais cinco dias.
Isso para o promotor indica que a prefeitura vai elaborar um estudo depois da decisão só para justificar ao Ministério Público.
O órgão em nota diz ainda acreditar que a decisão foi tomada sem nenhum embasamento técnico:
“Não há nesta nota qualquer juízo de valor quanto à correção ou não da decisão atual, apenas a constatação de que a medida foi adotada sem o estudo prévio e que, naturalmente, o estudo que vier a ser apresentado em 5 ou em 50 dias buscará legitimar a decisão já adotada”
Agora a Secretaria Municipal de Transportes tem até 30 dias para apresentar estes estudos que serão analisados pelo Ministério Público e órgãos independentes de auditorias.
À Rádio CBN, o promotor Maurício Ribeiro Lopes, que participou dos estudos quanto à liberação e proibição de táxis nos corredores à esquerda em determinados horários, disse que a medida soa como eleitoreira:
OUÇA A ENTREVISTA DO PROMOTOR MAURÍCIO RIBEIRO LOPES:

http://cbn.globoradio.globo.com/sao-paulo/2014/09/13/MP-VAI-EXIGIR-EXPLICACOES-DA-PREFEITURA-DE-SP-SOBRE-LIBERACAO-DOS-TAXIS-NAS-FAIXAS-DE.htm

A prefeitura disse que o estudo existe sim e que comprova que nos 71 quilômetros de faixas que eram compartilhadas antes da liberação de todas as outras faixas, não houve comprometimento da velocidade dos ônibus.
A administração, no entanto, não explicou porque não atendeu ao pedido de entrega do estudo em 48 horas.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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