INTEGRAÇÃO GRATUITA EM DIADEMA É DETERMINADA PELA JUSTIÇA

INTEGRAÇÃO DIADEMA

Justlça determina que integração gratuita entre ônibus e trolebus da Metra e ônibus municipais de Diadema continue em terminais. Foto: Adamo Bazani

Justiça mantém integração da EMTU em Diadema
Decisão atendeu ação civil do Ministério Público na cidade

ADAMO BAZANI – CBN

Se depender da Justiça, a integração gratuita entre os ônibus municipais e os trólebus e ônibus da Metra, que prestam serviços intermunicipais, vai continuar nos Terminais Piraporinha e Diadema.
O juiz André Mattos Soares, da Comarca de Diadema aceitou nesta quinta-feira, dia 23 de fevereiro de 2012, liminar ingressada pelo Ministério Público de Diadema para que a integração gratuita que ocorre desde 1991 continue.
O auto do pedido é o promotor de Cidadania de Diadema, Daniel Serra Azul Guimarães.
Ele também pediu que fosse estipulada multa diária de R$ 248 mil contra a gerenciadora de transportes intermunicipais, EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, caso a decisão favorável ao pedido não fosse acatada.
A EMTU pode entrar com recurso.
A polêmica sobre a cobrança da integração gratuita vem desde outubro do ano passado. O Governo do Estado diz que a cobrança na transferência é necessária para cobrir custos de modernização do corredor ABD e da rede elétrica dos trolebus.
Desde o início, o prefeito de Diadema, Mário Reali se mostrou contra o fim da integração.
Adamo Bazani, jornalista da CBN especializado em transportes

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SAÚDE: 56% dos motoristas de ônibus têm hipertensão

dirigir e cobrar

Estudo comprova que o nível de estresse já conhecido na profissão de motorista de ônibus urbanos pode trazer danos mais graves à saúde do que se imaginava anteriormente. O número de motoristas com hipertensão chega a 56% diante de 31% de pessoas com o mesmo problema que exercem outras profissões. Além da rotina do trânsito e do nervosismo dos passageiros, categoria reclama de linhas onde os profissionais são obrigados a dirigir e cobrar. Algumas empresas de ônibus, cientes dos problemas, promovem ginástica laboral e acompanhamento psicológico. Foto: Autoria desconhecida.

Ônibus que não faz bem para o coração
Estudo mostra que motoristas de ônibus, em especial de urbanos, têm mais chance de desenvolver hipertensão em comparação a outras profissões

ADAMO BAZANI – CBN

Imagine a rotina. Você chega ao seu local de trabalho às 03h40 da manhã (horário em que muita gente está indo dormir). Recebe uma ficha para preencher, verifica as condições de pneus, portas, dá uma geral, e senta ao volante de um gigante.
Sai da garagem e já tem hora para chegar ao ponto final. Faz várias vezes o mesmo caminho por dia, muitas outras vezes por mês e centenas de vezes por ano.
No meio desse caminho, entra gente de todo o tipo. “Olá Bom Dia” – coisa rara de se escutar hoje em dia. “Droga, essa porcaria de ônibus demorou hein” – isso é mais comum.
Com um veículo de 10 metros, 12,5 metros, 13, 2 metros, 15 metros, 18 metros ou até 28 metros, tem de fazer manobras em locais apertados. E ninguém dá a vez.
Motoqueiro então parece que tem um imã ligado à lataria. É o gigante de metal tentar abrir um pouco para uma curva, que colam umas quatro ou cinco motocicletas no espaço para o veículo conseguir entrar no lugar que precisa.
Atenção em tudo. No que se passa dentro e fora. Chega o horário de pico, é o trânsito. Faltam 20 minutos para chegar ao ponto final, se não tivesse o congestionamento, mas o veículo não fez sequer 1/5 de sua viagem.
Não dá para correr. O passageiro não pode ser jogado de um lado para o outro (embora que isso vira e mexe literalmente acontece). A lotação é grande. A criança chora. O adulto reclama e agora mais uma novidade: o funkeiro dentro do ambiente coletivo ouve num sonzinho ardido de celular que “quero ser sua cachorra, vem ser o meu dogão”…….
Ah sim, outra novidade. Em muitas linhas e nos modelos chamados micros e micrões, o motorista tem de enfrentar tudo isso e ainda cobrar a passagem com o ônibus em movimento. E olha que as tarifas ajudam muito no troco. A pessoa, com todo o direito que tem, vem com uma nota de R$ 20,00 para pagar uma passagem de R$ 3,15!
Além de prestar atenção no motoqueiro, nos demais veículos, engatar as marchas, ver os retrovisores, ouvir funk, cadê a moedinha de R$ 0,05 para o troco?
É, por mais que eles não sejam bem vistos no trânsito, e muitos abusam mesmo, vida de motorista de ônibus não é fácil.
Tudo isso reflete diretamente na saúde do profissional.
E um novo estudo, divulgado nesta semana, dá mais um dado sobre isso.
O estudo divulgado pelo site Health, especializado em saúde, mostra que os motoristas de ônibus têm mais chance de desenvolverem problemas cardíacos, além de sofrerem de obesidade pelo sedentarismo da profissão e de colesterol.
Os dados revelam que 56% dos motoristas de ônibus avaliados sofrem de hipertensão. Número bem maior que a média de 31% dos outros profissionais.
Mas como amenizar estes problemas?
Cada um pode fazer sua parte: várias empresas de ônibus mantém programas de ginástica laboral, academias, exercícios e apoio psicológico aos profissionais. Várias empresas, mas ainda a minoria. Os motoristas também devem ao máximo tentar buscar um bom ambiente. Por mais difícil que seja, se disciplinar para não se irritar com tudo. Motoqueiros e motoristas de outros carros, por mais que o condutor do ônibus esteja errado em algumas situações, deixe para lá, não tente disputar espaço com o bichão, pois pode levar a pior. Passageiros podem ajudar também: atrasou o ônibus? Ligue para a garagem, para a Prefeitura, Estado, Imprensa, não adianta ficar xingando o motorista.
E claro, funkeiros, ouçam seus sons para vocês mesmos. Os motoristas de ônibus e o mundo agradecem.
Deixar o trânsito em plena paz e a profissão de motorista de ônibus urbano completamente isenta de irritações é impossível, mas dá para melhorar bastante e boa parte da melhora vem pela educação e bom trato de todos.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

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Sindicato contesta otimismo na Busscar

ÔNIBUS

Ônibus de Dois Andares das Busscar, Panorâmico DD. O Plano de Recuperação da Empresa, que foi uma das maiores encarroçadoras de ônibus do País levanta diversas posições divergentes. Na semana passada, a empresa divulgou a um jornal local que o ritmo de produção estava maior e que desde o início do plano, foram encomendadas mais de 50 carrocerias com entrada prevista de R$ 25 milhões. O Sindicato dos Mecânicos de Joinville contesta o otimismo e diz que as projeções de faturamento, produção e participação no mercado apresentadas pela Busscar estão fora da realidade. Além disso, a entidade contesta o desconto nos valores dos débitos das companhia e denuncia a transferência de 80 trabalhadores de uma subsidiária da empresa para a encarroçadora, sob promessa de serviço, mas que estão ainda sem trabalhar. Foto: Adamo Bazani

Sindicato dos Mecânicos contesta otimismo na Busscar
Entidade trabalhista diz que produção de 52 carrocerias não é suficiente para que haja garantias a credores e trabalhadores e denuncia transferência de funcionários de uma subsidiária do grupo para a empresa principal, que ainda não estão trabalhando
ADAMO BAZANI – CBN

Na semana passada, a Busscar, que já foi uma das maiores encarroçadoras de ônibus do País e desde 2008 enfrenta uma das maiores crises na história de fabricantes do setor, disse ao jornal “Notícias do Dia”, que a empresa está em plena produção, tendo até mesmo cortado as folgas de Carnaval dos cerca de mil funcionários.
Em 31 de outubro de 2011 foi dada uma nova oportunidade para que a companhia, reconhecida na história pelas inovações e qualidade dos produtos, não tivesse a falência decreta. Foi instaurado um Plano de Recuperação Judicial.
Nele são apresentadas diversas projeções de lucro, produção e participações no mercado.
Por este plano, só neste ano, a estimativa é de a marca produzir 1 mil 800 ônibus, com faturamento de R$ 335,6 milhões.
Para isso, a empresa conta com um programa de exportação de ônibus para a Guatemala, financiado pelo BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, que seria responsável pela entrada de R$ 140 milhões. O programa ainda não saiu do papel.
Para 2016, a expectativa da Busscar é de faturamento de R$ 1,1 bilhão com cerca de 4,5 mil carrocerias produzidas. Um pouco antes, pelas projeções da Busscar, em 2014, a empresa que hoje acumula dívidas de R$ 1,3 bilhão (entre credores – R$ 700 milhões – e fiscais) já estaria totalmente saneada.
O Sindicato dos Mecânicos de Joinville, que representa os trabalhadores da empresa que já chegou a ter cerca de 5 mil funcionários antes da crise, contesta os números e diz que as projeções estão fora da realidade do mercado.
No plano de recuperação judicial, a Busscar prevê desconto em suas dívidas que vão entre 7% e 95%.
Para os trabalhadores, os descontos variam entre 7% e 37%. As dívidas dos bancos chegariam a ter descontos de 60% e sobre o que sócios e ex sócios teriam direito, o abatimento na dívida atingiria 95%.
Além de não concordar com estes percentuais dos descontos, o Sindicato rebateu nesta quinta-feira, dia 23 de fevereiro de 2012, em nota à imprensa, os dados da matéria divulgada sobre o ritmo de produção da Busscar.
Na matéria, tanto o administrador do Plano de Recuperação da Busscar, Rainoldo Uessler, como representantes da empresa e do escritório de advocacia da marca, disseram estar entusiasmados com o ritmo de produção da companhia.
Desde o início da recuperação até esta semana, a Busscar disse ter produzido 52 ônibus, com entrada garantida de R$ 25 milhões. Transtusa – Transporte de Turismo Santo Antônio e Empresas de Transportes Gidion Ltda, ambas em Joinville, foram as que mais fizeram encomendas. A Busscar disse que os pedidos destas empresas de ônibus já estão em fase de finalização.
O sindicato, todavia, disse que a recuperação necessita muito mais que isso e que ainda não há garantias reais de que os trabalhadores, sem receber salários e direitos há quase dois anos, e os demais credores sejam pagos.
A entidade denuncia também que 80 funcionários da Tecnofibras, TSA, empresa de peças de fibra e plástico pertencente a Busscar, foram transferidos para a encarroçadora, mas que ainda estão sem trabalhar.
O Sindicato dos Mecânicos diz que vai fazer assembléias e reuniões com funcionários da Busscar antes da Assembléia Geral dos Credores da empresa. A representação quer também novos gestores e grupos de investidores à frente da encarroçadora.
ABAIXO, VOCÊ CONFERE A ÍNTEGRA DA NOTA DO SINDICATO DOS MECÂNICOS DA BUSSCAR-
O texto é informativo e não necessariamente expressa a opinião deste veículo de comunicação:

Sindicato dos Mecânicos rebate matéria sobre a
Busscar e desafia empresa a votar o Plano já

“É bonito de se ver”. É assim que começa a matéria publicada em jornal de circulação regional do norte de Santa Catarina no dia 21 de fevereiro. O Sindicato dos Mecânicos sugere que a matéria deveria começar assim: “É bonito de se ver. A Busscar começa a pagar os salários atrasados de todos os seus trabalhadores, muitos sem receber um tostão há dois anos. Mudou a sua diretoria, e também a gestão, e tem novos investidores com potencial para dar suporte a retomada da produção. A gestão passou a ser transparente, as contas a serem pagas em dia, com fornecedores entregando a matéria prima com felicidade por receber os atrasados, e as entregas atuais em dia. Recuperada e saneada desde o seu comando, a Busscar agora sim vive uma nova fase porque passou a trabalhar de acordo com as leis trabalhistas, dando dignidade aos seus trabalhadores, e a se utilizar as mais modernas regras de gestão, tecnologia e planejamento”.

Mas, segundo o presidente João Bruggmann, infelizmente não é assim que a matéria foi escrita, até porque esse quadro de otimismo não existe. “A matéria não condiz com a realidade da empresa. É apenas um artifício para tentar sensibilizar trabalhadores e alguns dos credores que ainda podem ser levados a votar a seu favor na futura Assembleia de Credores que está sendo preparada pela Justiça com o administrador judicial. Como é que pode uma empresa que está com a faca no peito, com um plano de recuperação que não recebeu apoio de ninguém até o momento, dizer que está em franca recuperação?”, contesta Bruggmann.

Mais 80 trabalhadores enganados
Enquanto tenta vender a ideia que está a mil por hora, e que vai contratar pessoas, milhares estão esperando receber seus salários, e até cerca de 80 trabalhadores que tinham sido “emprestados” para a Tecnofibras (TSA), foram mandados para casa porque logo seriam chamados a trabalhar novamente na Busscar. “São oitenta trabalhadores que foram enganados também, estão sem receber nada, nem as diárias, porque acreditaram que voltariam. Estão com dificuldades em pagar aluguéis, comprar alimentos. Talvez não foram chamados porque iriam tirar lugar dos poucos “seguidores” dessa gestão falimentar que afunda a empresa. Mas merecem dignidade, tem direitos garantidos por lei. E eles divulgam que estão contratando? Quem querem enganar com tantas bravatas?”, afirma o presidente João Bruggmann.

Desafio para votar o Plano enrolão já!
O presidente do Sindicato dos Mecânicos vai mais além. Desafia a empresa a votar já o Plano de Recuperação Judicial apresentado, já que a situação econômico-financeira já está a mil por hora. “Desafiamos a Busscar a por em votação já o plano. Afinal, está tudo certo! Os trabalhadores aceitariam receber já seus créditos, conforme a lei da Recuperação, sem problema nenhum. Os mais de mil trabalhadores estariam voltando todos para receber seus salários em dia, e mais, já no valor que é pago hoje como diárias porque isso já e direito adquirido. Enfim, se está tudo perfeito, vamos à votação, e não ficar tentando adiar a data de realização da assembleia de credores por não ter apoio”, dispara Bruggmann.

O Sindicato dos Mecânicos já impugnou o Plano de Recuperação apresentado – uma farsa sem qualquer base econômico-financeira, apenas um monte de intenções frágeis – e prepara as grandes reuniões com os trabalhadores da Busscar, onde serão discutidas as atuais condições, o plano, e a posição que será tomada na assembleia geral de credores. Antes disso, após essas grandes reuniões convocadas pelo Sindicato, a entidade vai realizar uma assembleia geral dos trabalhadores para a tomada de decisão.

“O Sindicato não será conivente com essa farsa em andamento. Queremos a recuperação da Busscar, mas com novos investidores e dinheiro novo, novos gestores e acionistas, que resgatem a credibilidade na empresa. Com um plano factível, verdadeiro, e que contemple os direitos dos trabalhadores. Somos contra a venda dos ativos que estão bloqueados para garantia dos direitos dos trabalhadores. Denunciamos a venda indevida de um dos bens, por ser completamente fora da lei da recuperação judicial. E vamos contestar tudo até o fim porque para nós os direitos dos trabalhadores estão em primeiro lugar”, destaca o presidente Bruggmann.

Reuniões com trabalhadores em março
As reuniões com os trabalhadores da Busscar estão marcadas para a sede central do Sindicato para os seguintes dias e horários: dia 5 de março (segunda-feira) às 9 horas; dia 7 de março (quarta-feira) às 15 horas e dia 17 de março (sábado) às 9 horas. “Após essas grandes reuniões vamos marcar a assembleia geral, por isso é importante que todos compareçam para ter pé da real situação. Nossa orientação é para que continuem a se manter informados pelo Sindicato, e em nosso site ( www.sindmecanicos.org.br) que está divulgando direto sobre a situação e novos passos a serem tomados. O Sindicato está atento às manobras da Busscar para, inclusive, tentar adiar a votação do Plano que ela mesmo apresentou. “Acompanhamos todos os movimentos deles, porque falta credibilidade lá dentro, e com todos os envolvidos, e também com a sociedade joinvilense. Eles querem se manter debaixo deste guarda-chuva da Recuperação Judicial o maior tempo possível”, denuncia Bruggmann.

Texto Inicial: Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes
Texto da Nota: Assessoria do Sindicato dos Mecânicos de Joinvile.

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Aumento de passagens de ônibus na Paraíba

aumento ônibus

Passagens de ônibus intermunicipais que trafegam em áreas urbanas e em rodovias têm reajuste entre 5% e 9% na Paraíba. Os serviços da balsa entre Cabedelo e Costinha também tiveram aumento. Os últimos reajustes foram em agosto, mesmo assim, os índices sobre algumas passagens tiveram alta acima da inflação de um ano inteiro.

Aumento nas Passagens de ônibus na Paraíba
Reajuste vale para ônibus intermunicipais e balsa. Último aumento foi em 13 de agosto do ano passado, mas índices superam inflação acumulada de um ano todo

ADAMO BAZANI – CBN

Andar de ônibus intermunicipal e de balsa na Paraíba está mais caro a partir de hoje.
As tarifas de ônibus intermunicipais sobem de acordo com o tipo de linha.
Os veículos que trafegam em vias urbanas entre os municípios, que servem a região metropolitana de João Pessoa, tiveram as passagens reajustadas em 5%.
Já os ônibus que trafegam por estradas, pelos maiores custos e trajetos mais longos, que interferem também nos gastos, ficam com as passagens até 9% mais caras.
Por exemplo, entre João Pessoa e Campina Grande, a passagem que era de R$ 20,00 passa agora para R$ 21,80.
Entre João Pessoa e Patos, o passageiro que desembolsava R$ 49,00 agora paga R$ 53,50.
Os aumentos nos serviços de transportes foram autorizados pelo Conselho Executivo do DER – Departamento de Estradas de Rodagem.
O último reajuste ocorreu no segundo semestre do ano passado, em 13 de agosto. Isso gera manifestações contrárias, pois apesar de o último aumento ter sido aplicado cerca de seis meses atrás, alguns índices, como os dos ônibus que trafegam em rodovias, superaram a inflação de um ano inteiro: o IPC- A – Índice de Preços ao Consumidor Amplo, do IBGE, ficou em 6,5% em 2011.

BALSA:

As tarifas dos serviços de Balsa entre Cabedelo e Costinha também sofreram reajuste autorizado pelo Conselho Executivo do DER.
As passagem ficaram 6.,9% maiores.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

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TERESINA DEVE AMPLIAR INTEGRAÇÃO ATÉ A METADE DO ANO

ONIBUS

Ônibus em Teresina. A isenção do pagamento da segunda tarifa nas 33 linhas integradas que era parcial agora é total, num período de duas horas. Prefeitura diz que até junho outras 23 linhas farão parte da integração, mas os passageiros querem que todas as 91 ligações ofereçam a possibilidade.

Segunda passagem em Teresina já é gratuita
Desconto total já está em vigor e atende 33 linhas do sistema municipal. Até a metade do ano, outras 23 linhas vão oferecer a possibilidade

ADAMO BAZANI – CBN

Já está em vigor o desconto total da segunda passagem de ônibus no sistema municipal em Teresina, no Piauí.
Em 33 linhas das 91 existentes na cidade, o passageiro pode pegar o segundo ônibus sem pagar nova passagem num período de duas horas.
Inicialmente, a prefeitura e as empresas de ônibus tinham estipulado que a passagem do segundo ônibus nas linhas integradas seria a metade do valor da tarifa oficial, mas depois de manifestações de estudantes em torno do aumento das passagens, poder público e viações entraram em acordo e não cobrarão nem a metade.
A medida beneficia 42% dos usuários dos transportes locais por dois fatores: pelo número limitado de linhas integradas e pelo fato de nem todos os passageiros possuírem ainda bilhete eletrônico.
A Prefeitura promete até junho integrar mais 23 linhas de ônibus.
Por conta da utilização do cartão eletrônico para pagamento das passagens, a Prefeitura economizou cerca de R$ 50 milhões para possibilitar a integração.
Pelo Plano Diretor de Transporte e Mobilidade, as integrações seriam possíveis apenas com a construção de pelo menos 8 terminais.
O cartão dispensou a necessidade das instalações físicas, já que o programa informatizado no validador da catraca determina tempo e número de viagens, e ainda possibilita que o passageiro fizesse a integração em qualquer ponto, não precisando se deslocar para os terminais.
Os passageiros pedem que não somente as 33 linhas agora e mais 23 linhas até junho sejam integradas, mas que todas as linhas do sistema ofereçam a possibilidade.
Seria uma forma de incentivar o uso de transporte público, tornando seus custos menores para a população.
Teresina também recebeu um sistema de faixa preferencial para ônibus na Avenida Frei Serafim, que tem auxiliado na maior velocidade e redução do tempo de viagem dos transportes públicos.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

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Carros no ABC crescem 10 vezes mais que população

trolebus

Número de carros no ABC Paulista cresceu dez vezes mais que a população. Como resultado, trânsito complicado e aumento de poluição. As vias por mais que sejam ampliadas não dão conta de tantos veículos. Especialistas são unânimes em dizer que os transportes coletivos de rápida implantação diante das necessidades urgentes são as soluções mais adequadas para a região. E o ABC tem um exemplo de corredor de ônibus que une maior oferta de transportes e maior velocidade nos deslocamentos com ganhos ambientais. O Corredor ABD operado pela Metra é visitado por delegações de vários países periodicamente. O sistema, de acordo com especialistas, deveria ser ampliado nas cidades da região. Foto: Adamo Bazani.

Número de carros no ABC cresceu dez vez mais que população
Como resultado, trânsito e poluição pioraram. Especialistas dizem que a principal solução para o quadro são investimentos em alternativas de transporte público de implantação rápida

ADAMO BAZANI – CBN

Que o ABC Paulista é capital nacional do carro, todos sabem pela concentração das indústrias do setor automotivo. Mesmo com a abertura de unidades em outras regiões, a maiores montadoras instaladas no Brasil permanecem com plantas nas cidades do ABC.
Mas a região tem assistido a um outro fenômeno em relação ao carro. O crescimento acelerado da frota de veículos particulares bem maior que o crescimento da população e da infraestrutura para receber tantos veículos.
Os dados oficiais mostram esta realidade. O número de carros cresceu 10 vezes mais que o número de habitantes no ABC.
De acordo dom o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, entre 2000 e 2010, o ABC registrou um acréscimo de 194 mil 413 moradores, crescimento de 8%.
Já o Denatran – Departamento Nacional de Trânsito revela que nestes mesmos dez anos, a quantidade de carros cresceu 85,5%, o que representa 663 mil 214 veículos licenciados nas sete cidades da região: Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.
O que de início pode representar uma boa notícia pelo fato de a economia da região comportar o comércio de tantos veículos, é visto com preocupação por especialistas em trânsito, saúde, transportes e qualidade de vida.
Isso porque, este crescimento no volume de veículos tem representado mais poluição, mais congestionamentos e mais tempo para as pessoas se deslocarem na região ou do ABC para a Capital Paulista.
E mais uma vez os números provam isso. Entre 2010 e 2011, ou seja, em apenas um ano, a quantidade que o ABC Paulista registrou índices de qualidade do ar abaixo do aceitável, imprópria, cresceu 30,8%.
As estações de medição de quantidade de ozônio ruim da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) registraram 123 vezes o ar como impróprio em 2011 contra 94 vezes em 2010.
De acordo com o Instituto de Poluição Atmosférica da USP (Universidade de São Paulo), cerca de 80% da qualidade ruim do ar nas cidades como as que foram o ABC são emitidos de veículos.
Não bastasse isso, as centrais de monitoramento de trânsito das maiores cidades do ABC registraram em média 15% de redução na velocidade dos veículos nos últimos dez anos também.
E obras públicas para o transporte individual não faltaram. Vias importantes da região foram ampliadas, mais que duplicadas. Mas a quantidade de carros cresceu numa velocidade que nenhum tipo de obra poderia acompanhar.
Estudiosos em trânsito e cidades são unânimes em afirmar que a solução para que este quadro não se agrave no ABC Paulista é a ampliação da oferta de transporte público, mas de maneira rápida.
A região não pode mais esperar projetos de longa implantação. Estas obras mais complexas podem ser realizadas ao mesmo tempo em que intervenções rápidas, mas não paliativas, possam dar conta da situação agora.
O investimento em transporte público é lógico para a redução da poluição e do número de veículos nas ruas.
Primeiro pela ocupação do tão concorrido espaço urbano. Um ônibus convencional, com 12,5 metros pode transportar 80 pessoas de uma só vez, substituindo 40 carros de passeio, já que em media os carros são ocupados apenas pelo motorista e por mais um passageiro.
Este ônibus representa 40 escapamentos de carros a menos soltando poluentes. Isso sem contar que um ônibus, em sua viagem, não transporta só 80 pessoas. Na prática, o número é maior pela constante entrada e pela constante saída de pessoas durante o trajeto da linha.
Mas é ilusão achar que as pessoas deixarão carro em casa em nome do meio ambiente e da qualidade de vida.
Os transportes públicos devem oferecer a mesma velocidade e conforto semelhante ao carro de passeio.
E aí que entra a importância dos corredores exclusivos para ônibus que atendem ao vários pontos considerados como quesitos fundamentais para a melhoria da qualidade de vida e da mobilidade.
O primeiro deles é a rápida implantação frente às necessidades de medidas urgentes. Um corredor de ônibus do tipo BRT (Bus Rapid Transit), que oferece exclusividade aos transportes públicos e pontos de embarque e desembarque com acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida pode ficar pronto, em média, num prazo de 2,5 anos.
Os custos de implantação e operação de um corredor deixam o sistema com uma tarifa compatível com a realidade econômica dos passageiros.
Nos corredores, os ônibus não ficam presos no trânsito, o que aumenta a velocidade operacional, deixando os transportes coletivos mais atraentes.
Os corredores desgastam menos os ônibus pela qualidade de pavimento e planejamento específico para veículos de grande porte. Assim, as empresas podem ser obrigadas a comprar ônibus com maior valor agregado com retorno para o investimento e oferecendo mais conforto aos passageiros.
O ABC Paulista tem um exemplo de sistema de corredor de ônibus que além de oferecer todas estas vantagens consegue trazer mais ganhos ambientais, por usar veículos de tecnologia limpa, como os trólebus (ônibus elétricos) e incorporar uma área ajardinada ao longo do trajeto dos veículos.
O Corredor ABD, entre São Mateus (na Zona Leste de São Paulo) e Jabaquara (zona Sul), servindo os municípios de Santo André, São Bernardo do Campo, Mauá (Terminal Sônia Maria) e Diadema, além da extensão entre Diadema (ABC Paulista) e Estação Berrini, de trens da CPTM, operado pela Metra, é referência internacional em transportes. O sistema já recebeu visitas de delegações de vários países que ficaram impressionadas com as tecnologias empregadas e ao mesmo tempo com a simplicidade e praticidade das operações.
Um exemplo do próprio ABC que pode ser ampliado e implantado em outras vias para o próprio ABC.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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Volare 4 x 4 apresentado na Festa da Uva

ônibus escoolar

Ônibus escolar 4 X 4 da Volare foi desenvolvido em parceria coma a Agrale. Robustez do veículo chama a atenção em áreas de difícil acesso. A Marcopolo – Volare já vendeu desde janeiro deste ano 350 unidades do veículo. Foto: Gelson Costa

Volare apresenta ônibus escolar fora de estrada
Veículo chamou a atenção pela robustez e é indicado para áreas de difícil acesso

Primeiro miniônibus do Brasil com tração 4X4 e recém-lançado no mercado, o Volare Escolarbus 4X4 faz sua estreia na Festa da Uva 2012. O modelo começou a ser entregue em janeiro a municípios de todo o Brasil para o transporte de estudantes na zona rural, sobretudo em locais de difícil acesso onde os veículos convencionais não conseguem trafegar.

Somente no Rio Grande do Sul são 17 cidades que vão utilizar o miniônibus para o transporte de estudantes com o começo do ano letivo – Agudo, Arroio do Tigre, Caiçara, Candelária, Caraá, Crissiumal, Cristal, Fontoura Xavier, Iraí, Novo Cabrais, Paraíso do Sul, Passa Sete, Pinhal Grande, Pinheirinho do Vale, Santa Vitória do Palmar, São Lourenço do Sul e Tenente Portela.

Segundo Milton Susin, diretor executivo da Volare, foram produzidas 350 unidades, todas já comercializadas, o que demonstra o sucesso do inédito modelo. “Não existia no mercado um miniônibus com tração nas quatro rodas que permitisse trafegar em locais até mesmo sem vias de acesso. E, em muitos municípios do Brasil, e até no Rio Grande do Sul, os jovens em idade escolar tinham dificuldade de frequentar a escola. O desenvolvimento do Volare Escolarbus 4X4 possibilitou ampliar a abrangência e a atuação do Programa Caminho da Escola”, explica o executivo.

O Volare Escolarbus 4X4 conta com um conjunto powertrain totalmente diferente dos modelos convencionais, que possuem tração apenas nas rodas traseiras. O modelo recebeu novo eixo dianteiro tracionado e sistema de transmissão com a opção de utilização 4X2 (somente tração nas rodas traseiras), 4X4 (tração nas rodas dianteiras e traseiras) e 4X4 com reduzida.

O desenvolvimento, em tempo recorde, do novo Escolarbus 4X4 contou com a parceria da Agrale. O sistema de tração é muito robusto e permite trafegar por locais de difícil acesso ou sem pavimentação, com segurança e tranquilidade. “O Escolarbus 4X4 demonstra, mais uma vez, a capacidade e versatilidade da Volare no desenvolvimento e concepção de projetos inovadores. Precisamos de pouco tempo, entre a publicação da licitação, no meio do ano, e a produção das primeiras unidades”, salienta Susin.
Assessoria de Imprensa Marcopolo

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